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Brasil

Bolsonaro quer moeda única para América do Sul

Da Redação, em 12 de junho de 2019
EBC

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que o governo quer uma moeda única para toda a América do Sul. A proposta foi apresentada ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Bolsonaro, a ideia é começar pelo Brasil e Argentina, que são os maiores países sul-americanos, e depois expandi-la para outras nações, se elas desejarem.

“Uma família começa com duas pessoas. A ideia foi lançada na Argentina. O que ouvi o Paulo Guedes dizer é que ele gostaria que outros países se preocupassem com isso e quem sabe fazer uma moeda única aqui na América do Sul”.

Segundo o presidente, a nova moeda pode representar perdas e ganhos, mas, de um modo geral, o país tem muito mais a ganhar do que perder. Ele disse que a moeda única pode travar aventuras socialistas na América do Sul. Bolsonaro disse esperar que o Mercosul consiga fechar ainda este ano um acordo comercial com a União Europeia. E demonstrou preocupação com uma possível eleição de Cristina Kirchner no próximo pleito presidencial argentino.

“Obviamente existe uma preocupação de todos que são amantes da democracia e da liberdade dos destinos que porventura a Argentina possa tomar”, disse durante cerimônia de formatura de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro.

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Brasil

Força Nacional fica no Amazonas por mais 90 dias

Os militares vão atuar nas ações de policiamento externo dos presídios

Da Redação, em 15 de junho de 2019
Divulgação

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer por mais 90 dias no Amazonas nas ações de policiamento ostensivo nas áreas externas das unidades prisionais do Sistema Penitenciário do estado. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a autorização, está publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria, o policiamento será na modalidade de patrulhamento motorizado e “em consonância com os órgãos de segurança pública envolvidos, em caráter episódico e planejado”, a contar a partir da próxima terça-feira, dia 11 de junho de 2019. A autorização para a permanência da Força Nacional atende solicitação do governo do Amazonas, que dará todo o apoio logístico. “O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz ainda a portaria.

Mortes em presídios

No dia 26 de maio, 15 presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, foram mortos no interior do presídio. Na segunda-feira (27), outros 40 presos foram mortos na mesma unidade e em outros três estabelecimentos prisionais da capital: Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).

Todas as quatro unidades são administradas em sistema de co-gestão com uma empresa privada, a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços, que, nos últimos quatro anos, recebeu cerca de R$ 836 milhões pela prestação dos serviços. Por determinação do governador Wilson Lima, o contrato com a empresa, que vence neste sábado (1º), não será renovado, embora ela não possa ser impedida de participar da futura licitação.

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Brasil

Museu Nacional ainda não tem verba para reconstrução

A primeira parcela da verba ainda não foi liberada pelos deputados federais do Rio de Janeiro

Da Redação, em 13 de junho de 2019
EBC

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, disse que está esperando “para ontem” a liberação da primeira parcela da verba resultante de emenda parlamentar de deputados federais do Rio de Janeiro para reconstruir o imóvel, destruído por um incêndio em 2 de setembro do ano passado. A emenda tem valor total de R$ 55 milhões que serão usados na primeira fase de reconstrução do museu, o que deve ocorrer até 2021.

Kellner afirmou que, no momento, não está preocupado com os cortes no orçamento anunciados pelo Ministério da Educação e sim com a liberação da primeira parcela de recursos. “Preciso que liberem a primeira parcela para poder trabalhar”, afirmou o diretor. Ele está muito confiante na ação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dos parlamentares fluminenses, para que essa parcela, que gira em torno de R$ 12 milhões, seja liberada o quanto antes. “É a minha preocupação maior”. O valor será aplicado em obras e na reestruturação do museu.

Os R$ 55 milhões da emenda da bancada parlamentar do Rio de Janeiro na Câmara Federal devem sofrer corte de 21,63%, o que representa redução de R$ 11,9 milhões. Com isso, o valor final ficará em R$ 43,1 milhões. Até agora, o museu recebeu doações da ordem de R$ 316 mil, mais verba doada pela Alemanha, no valor de US$ 180 mil, equivalente a R$ 700 mil.

Kellner ressaltou a necessidade de uma ação política para beneficiar o museu. “Nós estávamos querendo chamar a atenção do governo federal para essa oportunidade, que acabou acontecendo”, disse Kellner, referindo-se ao incêndio do ano passado.

“Eu preferia mil vezes que não tivéssemos essa oportunidade, mas, já que aconteceu isso tudo, que aprendamos com os nossos erros. E temos a oportunidade de fazer do Museu Nacional um museu mundial de primeira grandeza, a exemplo dos grandes museus de história natural e antropologia que temos pelo mundo, e que possa servir de modelo para outras instituições, tanto do Brasil como da América do Sul”, acrescentou.

Segundo Kellner, esta é uma grande oportunidade que se abriu para o Brasil e é vista com bons olhos por colegas de países como França, Alemanha, Inglaterra, China e Estados Unidos. Ele disse, porém, que o Brasil não é um país pobre e  tem que fazer sua parte. “É uma das maiores economias mundiais e, como tal, deve colaborar com recursos.”

É uma questão de prioridade, acrescentou Kellner, lembrando que uma instituição como o Museu Nacional é muito importante para o país. Ele informou que, no próximo sábado (8), divulgará quanto já foi recuperado do acervo da instituição  e anunciará novidades. Para ele, é preciso virar a página negativa associada ao museu. “A reconstrução do Museu Nacional é boa para o Rio de Janeiro e para o Brasil.”

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