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País

Campanha “Não é Não!” tem adesão de 26 blocos paulistas

Campanha contra assédio sexual no Carnaval atrai blocos paulistas, que procuram assegurar uma diversão sadia para as mulheres

Da Redação, em 23 de janeiro de 2019
Rovena Rosa/Agência Brasil

A campanha “Não é Não!”, lançada há três anos pela estilista Aisha Jacob e um grupo de amigas como forma de combater o assédio sexual no Carnaval, terá reforço este ano em território paulista. O carnaval 2019 marca a adesão à campanha de 26 blocos da capital, assim como de várias cidades do interior.

Graças a uma operação de crowdfunding, serão produzidas 100 mil tatuagens não permanentes com os dizeres “Não é Não!”, para distribuição gratuita a mulheres nos eventos pré-carnaval e durante a folia de Momo em São Paulo..

Em cada cidade, haverá uma quantidade de tatuagens produzidas, de acordo com as doações recebidas. Apesar dos diversos valores obtidos, o total mínimo que cada capital participante da campanha receberá são quatro mil tatuagens.

A distribuição oficial em São Paulo começará no primeiro final de semana de fevereiro. Foi criada uma rede de “embaixadoras informais”, que fazem a administração da campanha em cada região. Se o azul e roxo foram as cores que predominaram nas tatuagens do carnaval de 2018, este ano, a preferência será pelo rosa e vermelho, além de branco e preto. Um único fornecedor, paulista (claro), responde pela produção de todas as tatuagens do coletivo.

Para proteger e educar

Aisha disse que a campanha atendeu o seu objetivo no carnaval passado. “A gente ouviu até que foi o carnaval do “Não é Não!”. Muito positivo foi ouvir isso“. Segundo ela, trata-se de um projeto de reeducação tanto feminina quanto masculina. “Acho que a gente ainda tem muito que alcançar e melhorar. É um projeto de reeducação mesmo, que deveria começar pela escola”.

Para os homens que ainda teimam em querer ser abusivos diante das tatuagens contra o assédio, Aisha Jacob lembrou que a rede de mulheres criada pela campanha virou quase um escudo de proteção. “As mulheres se olham, sabem que podem se ajudar e recorrer umas às outras. Se você olha uma mulher tatuada com o “Não é Não!”, você sabe que ela fala a mesma língua. É um apoio entre as mulheres”.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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