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País

Chuvas deixam Grande São Paulo em alerta

Vários bairros de São Paulo convivem com risco quase diário
de alagamentos e enchentes, por conta das tempestades atuais

Da Redação, em 31 de janeiro de 2019
Rovena Rosa/Agência Brasil

As fortes chuvas que caem na capital paulista nestas últimas semanas estão causando alagamentos em diversas ruas, em várias áreas da cidade, tanto que volta e meia uma parte da cidade entra em estado de alerta, segundo a Defesa Civil paulista. Cenas que os paulistanos não viam há anos voltaram a acontecer, como o transbordamento dos rios Pinheiros e Tietê, afetando diretamente o trânsito na metrópole por conta das marginais que os acompanham.

As demais regiões da cidade, incluindo as outros rios e córregos da Grande São Paulo, estão permanentemente sendo monitorados por conta de alagamentos em decorrência da intensidade das precipitações que caem todo dia, em algum lugar dessa região.

Essas tempestades diárias são fruto de áreas de áreas de instabilidade formadas pelo calor e pela entrada de uma brisa marítima estão atuando com forte intensidade na Grande São Paulo, afetando principalmente a capital.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE), um quadro de chuva forte pode ser observado, quase que diariamente, em bairros como Jardim Raposo Tavares, Rio Pequeno, Jaguaré, Lapa, Barra Funda e Vila Leopoldina, dentre muitos outros. As precipitações têm potencial ainda para queda de granizo.

Foram registrados mais de 23 dias, no último mês, com pontos de alagamento em algum lugar da cidade. Desse total, oito desses dias apresentaram índices pluviométricos muito além do máximo esperado durante essa época do ano.

Segundo previsão dos meteorologistas do CGE, as próximas semana continuarão com tempo instável, com chuvas com potencial para alagamentos, queda de granizo e rajadas de vento.

Essas rajadas de vento são prejudiciais também para voos. No caso do aeroporto Campo de Marte foram registradas rajadas de vento de até 42 quilômetros por hora. No aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, as rajadas atingiram 30 quilômetros por hora, impossibilitando a partida ou chegada de voos, e atrapalhando o funcionamento deste que é o maior aeroporto paulista.

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Sociedade

Milhões de mulheres não vão ao ginecologista

Pesquisa mostra que mais de 15% das mulheres paulistas não costumam ir a um ginecologista com a frequência necessária

Da Redação, em 15 de fevereiro de 2019
Freeimages

Pelo menos1,6 milhões de paulistas não costumam ir ao ginecologista-obstetra, cerca de 800 mil nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 2,2 milhões não passam por consulta há mais de um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Segundo a pesquisa, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o território paulista.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. Em seguida, mencionam clínica geral e cardiologia.

Porta de entrada para a saúde

“Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista”, explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez paulistas costumam ir ao ginecologista – principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.
Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%).

“Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos”, ressaltou Fernandes.

Entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’.

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País

Marcola e demais líderes do PCC fora de São Paulo

Governo de São Paulo transferiu 22 líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para penitenciárias federais

Da Redação, em 13 de fevereiro de 2019
Reprodução/Twitter

O governo de São Paulo transferiu 22 presos para penitenciárias federais. Segundo o governo, todos são líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os detentos estavam no presídio de Presidente Venceslau, no interior do estado. Entre os transferidos, está Marcos Hebas Camacho, o Marcola, considerado o principal líder da organização criminosa.

No pedido formulado à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo (MP), os promotores argumentam que investigações apontam para a existência de planos para tentar libertar Marcola. “Os alvos da ação já teriam gasto dezenas de milhões de dólares nesse plano, investindo fortemente em logística, compra de veículos blindados, aeronaves, material bélico, armamento de guerra e treinamento de pessoal”, afirma o documento.

O resgate estaria sendo planejado, de acordo com o MP, por Gilberto Aparecido dos Santos, um aliado de Marcola conhecido como Fuminho. Gilberto fugiu da Casa de Detenção de São Paulo em 1999 e, segundo as investigações, está atualmente estabelecido na Bolívia, de onde envia armas e drogas para o Brasil e outras partes do mundo.

Os promotores argumentam ainda que a transferência dos líderes do PCC vai dificultar a articulação do grupo criminoso. “O afastamento e isolamento inédito da liderança da facção de suas bases criminosas e de seus faccionados comandados, e portanto, de sua “zona de conforto”, dificultando assim que as ordens cheguem a outros faccionados”, diz o pedido.

Em novembro do ano passado, a Justiça havia autorizado, a pedido do Ministério Público, a transferência, de outros cinco líderes do PCC para presídios de segurança máxima federais.

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