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Brasil

Cirurgia de Bolsonaro transcorreu bem

Operação para retirada da bolsa de colostomia foi muito bem sucedida, de acordo com a equipe médica do hospital paulista

Da Redação, em 31 de janeiro de 2019

Dias depois da cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e da retirada da bolsa de colostomia, o presidente Jair Bolsonaro já está no quarto, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Por recomendação médica, as visitas estão limitadas, assim como conversas. Porém, ele tem se exercitado, com o apoio da fisioterapia, e faz caminhadas.

O porta-voz da Presidência da República, Otavio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro vai se comunicar, por meio de videoconferência ou audioconferência, com os ministros, quando necessário. Rêgo Barros afirmou que o presidente será preservado de falar porque há possibilidade de que gases entrem em sua cavidade abdominal, o que poderia provocar dores e dificuldade na cicatrização.

Segundo o porta-voz, assim que houver liberação médica, Bolsonaro poderá falar novamente para exercer suas funções na presidência. A previsão de alta é de 10 dias após a cirurgia. A possibilidade de uma reunião presencial com os ministros de Minas e Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, para tratar do desastre em Brumadinho, foi adiada.

Rêgo Barros disse que o presidente já manuseiao telefone, tem contato com outras pessoas e assiste televisão. Há comunicados diários no hospital para detalhar o estado de saúde do presidente e as atividades previstas para o dia seguinte. Os boletins médicos de Bolsonaro são emitidos pelo Albert Einstein, mas sua divulgação, entretanto, ficará sob tutela do porta-voz da presidência.

Consequência da facada

Jair Bolsonaro deverá ter alta médica em dez dias. Nas primeiras 48 horas após a operação o vice-presidente exerceu a presidência interinamente.
Segundo os médicos, a cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal ocorreu com êxito e eles estão otimistas com a recuperação do presidente brasileiro.

A cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, a que foi submetido o presidente, não teve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. No procedimento foi feita a reconstrução do trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores, conforme o boletim médico. “Foi realizada anastomose do íleo com o cólon transverso, que é a união do intestino delgado com o intestino grosso”, detalharam os médicos.

Com a operação, foi retirada a bolsa de colostomia que Bolsonaro usava desde que foi esfaqueado, num ato de campanha, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro de 2018. A facada atingiu o intestino e o então candidato foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A bolsa de colostomia utilizada por ele por cerca de quatro meses funcionou como um intestino externo e possibilitou a recuperação do intestino grosso e delgado.

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Garis iniciam greve no Rio

Após decisão em assembleia, funcionários da Comlurb iniciaram paralisação

Da Redação, em 22 de abril de 2019
Divulgação-Comlurb

Após decisão em assembleia, na quinta-feira (18), de entrar em greve hoje (22), os funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) iniciaram paralisação. Segundo o representante dos funcionários nas negociações com a companhia, Bruno da Rosa, a categoria, que tem cerca de 20 mil trabalhadores, pede 10% de aumento.

“Somos uma categoria tão importante pra cidade e o prefeito apresentou proposta de 3,73% de aumento, enquanto outras empresas ganharam de 6% a 13%. A justificativa do prefeito é que não tem dinheiro pra pagar os trabalhadores”.

Os trabalhadores pedem também que o auxílio creche seja pago para os homens, implantação imediata do novo Plano de Cargos e Salários, extensão do adicional de coleta para todos que realizam este trabalho, inclusão de vigias e agentes de preparo de alimentos no adicional de insalubridade, aumento no tíquete alimentação, entre outros pleitos.

“A gente vem lutando desde 2014 pra atualização do Plano de Cargos e Salários, a prefeitura apresentou cinco datas e não cumpriu nenhuma delas, este ano classificou uma porção muito pequena da categoria”, diz Bruno.

Comlurb

Em nota, a Comlurb informou que vai garantir a prestação dos serviços de limpeza urbana, mesmo com a greve. Segundo a companhia, o desembargador do Trabalho, Angelo Galvão Zamorano, determinou que o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro (Siemaco-Rio) mantenha um contingente mínimo de 60% do efetivo, o que equivale a cerca de 9 mil garis.

Devem ser garantidos “os serviços indispensáveis à segurança da população, notadamente no que diz respeito à coleta domiciliar, limpezas hospitalar, dos logradouros, de desentupimento de ralos e bueiros, limpezas de encostas e preparo de alimentos nas escolas municipais”, segundo a Comlurb.

A decisão também indica que o sindicato “se abstenha de impedir que os trabalhadores que queiram sair com os caminhões de coleta de lixo possam fazê-lo sem ser intimados por piquetes de grevistas”. A multa prevista em caso de descumprimento da ordem judicial é R$ 60 mil por dia.

Nas negociações, a Comlurb propôs reajuste pelo índice de inflação, de 3,73%, inclusive no tíquete refeição/alimentação, que chegará a R$ 736,48 por mês. Também foi oferecida a concessão de insalubridade para os Agentes de Preparo de Alimentos de escolas municipais e a conclusão da implantação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), que já beneficiou mais de 3.000 empregados, segundo a companhia.

“A Companhia mantém entendimento com a direção do sindicato, com o objetivo de mostrar que a nova proposta contempla importantes reivindicações, e que o pacote de benefícios da Companhia é o melhor da categoria, para fechar um acordo definitivo com o ohjetivo de evitar a paralisação dos garis”, diz a nota.

Está marcada para o fim da manhã de hoje uma nova rodada de negociação e o Sindicato deve convocar uma assembleia da categoria para o fim da tarde. Segundo Bruno, a ordem judicial está sendo cumprida e 60% da categoria está trabalhando.

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Brasil

Governo faz novas mudanças no Ministério da Educação

Várias demissões foram realizadas na última quinta-feira, 18

Da Redação, em 20 de abril de 2019
Ed Alves/CB/D.A Press

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou o diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Paulo Cesar Teixeira e Ricardo Machado Vieira, que era assessor especial do ministro da Educação. As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União.

Vieira foi nomeado secretário-executivo do MEC no final de março, na gestão do então ministro Ricardo Vélez.  Quando o atual ministro, Abraham Weintraub, assumiu, anunciou que o cargo seria ocupado por Antonio Paulo Vogel de Medeiros. Já Teixeira pediu demissão também no final do mês passado, quando o então presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, foi exonerado.

A demissão, que foi oficializada hoje, ocorreu após o anúncio de que a avaliação da alfabetização não seria realizada este ano, mas apenas em 2021. Logo apóis, o MEC revogou a medida que definia o adiamento. Entre outras atribuições, a diretoria de Avaliação da Educação Básica do Inep é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Weintraub assumiu a pasta no último dia 9. A gestão do ex-ministro Ricardo Vélez foi marcada por polêmicas e pela troca de pelos menos 10 cargos do alto escalão do ministério e órgãos vinculados. Na cerimônia de posse, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Weintraub terá liberdade para escolher a equipe de sua pasta.

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