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Economia

Comércio brasileiro piora e fica com saldo negativo

Perdas no comércio com União Europeia, China e Argentina, afetaram a balança comercial brasileira

Da Redação, em 15 de maio de 2019
Getty Images

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o saldo acumulado da balança brasileira com todos os países, nos primeiros quatro meses deste ano, foi de US$ 16,4 bilhões, ou seja, menor dos que os US$ 18,2 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com a FGV, a balança com a Argentina passou de superavitária (quando exportações superam as importações) para deficitária (quando as importações superam as exportações), com perda de 3,1 bilhões na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.

Também foram registradas perdas no comércio com a União Europeia (de US$ 1,4 bilhão na comparação com o mesmo período de 2018) e com a China (queda de US$ 900 milhões). Por outro lado, houve ganhos no comércio com os Estados Unidos (que passou a registrar superávit de US$ 500 milhões) e com o Oriente Médio (com aumento do superávit de US$ 900 milhões). Segundo a FGV, a piora no saldo com a China está relacionada ao aumento das importações provenientes do país asiático. Já a melhora em relação aos Estados Unidos é explicada pela redução das importações procedentes do mesmo país.

Dados

Em termos de valor, registraram queda no quadrimestre tanto as exportações (-3%) quanto as importações brasileiras (-0,8%). De acordo com a FGV, essa retração é explicada pelos preços, pois os volumes aumentaram nas duas bases de comparação. O crescimento em volume das exportações é atribuído ao desempenho favorável das commodities (aumento de 12,2% entre os primeiros quadrimestres de 2018 e 2019).

As exportações de não commodities recuaram 7,3%. A liderança nas exportações ficou com o grupo de petróleo e derivados (31,8%), seguido do complexo soja (13,8%). A FGV explica que a queda nos preços das commodities atinge as principais exportações brasileiras, exceto o minério de ferro, que teve aumento de 4,1 % entre o acumulado do ano até abril de 2018 e 2019.

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Economia

Sobe custo de vida em São Paulo

Habitação e transporte ficaram mais caros no mês de maio

Da Redação, em 13 de junho de 2019
EBC

O Índice do Custo de Vida (ICV) na cidade de São Paulo, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aumentou 0,20% de abril para maio. Nos primeiros cinco meses, o aumento foi de 1,85% e em 12 meses, de junho de 2018 a maio de 2019, foi de 4,60%.

As taxas por estrato de renda foram as seguintes: para o estrato 1, que engloba as famílias de menor renda, foi observada variação de 0,15%; para o estrato 2, de 0,13%; e, para o 3, de 0,26%. De janeiro a maio de 2019, a alta para o primeiro estrato foi de 2,16%; para o 2º, de 2,05%; e, para o 3º, de 1,65%. Entre junho de 2018 e maio de 2019, as taxas acumuladas foram as seguintes: 5,34% para o estrato 1; 4,99% para o estrato 2; e, 4,19% para o estrato 3.

As variações verificadas nos dez grupos do ICV foram as seguintes: recreação (1,48%); habitação (1,09%); transporte (1,07%); despesas pessoais (0,06%); saúde (0,01%); educação e leitura (0,00%); vestuário (-0,14%); despesas diversas (-0,20%); equipamento doméstico (-0,20%); e alimentação (-0,68%).

Os grupos que mais contribuíram para a taxa de maio foram habitação (1,09%) e transporte (1,07%); com impacto conjunto de 0,40 ponto percentual (p.p.). A queda de -0,21 p.p. do grupo alimentação (0,68%) compensou parcialmente o aumento. Os reajustes dos itens da habitação (1,09%) que determinaram a alta na taxa do grupo foram a água e esgoto (3,57%) e o gás de botijão (5,11%).

O aumento de 2,77% no preço médio da gasolina foi o grande responsável pela taxa do grupo transporte (1,07%). Não houve variação nos valores dos itens do subgrupo transporte coletivo. Nos subgrupos da Alimentação (-0,68%) foram constatadas as seguintes variações: -1,72% para os produtos in natura e semielaborados; -0,13% para a indústria da alimentação; e, 0,62% para a alimentação fora do domicílio.

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Economia

Comércio paulista espera fraco Dia dos Namorados

Previsão foi feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que declarou: “Vai ser o Dia dos Namorados da lembrancinha”

Da Redação, em 05 de junho de 2019
Valter Campanato/Agência Brasil

O comércio varejista paulista deve ter um Dia dos Namorados com movimento fraco, na previsão da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). “Vai ser o Dia dos Namorados da lembrancinha”, resume o assessor econômica da federação Guilherme Dietze. O desempenho do comércio deve ser, de acordo com ele, semelhante aos resultados do Dia das Mães, a segunda data mais lucrativa para as lojas.

Segundo o economista, com o desemprego em alta e com pouca oferta de crédito, os casais devem ir às compras em busca de presentes que não causem impacto no orçamento. “A intenção de consumo das famílias vem se reduzindo desde março. Mostra que o índice de desemprego elevado e a inflação para alimentos e bebidas corrói o poder de compra e limita o consumo de bens não essenciais”, explicou.

Como os bancos estão restringindo o crédito e muitas pessoas já estão com dificuldades de pagar as dívidas, como mostram os índices de inadimplência, a tendência, na avaliação de Dietze, é que namoradas e namorados optem por itens que possam ser comprados à vista. Historicamente, segundo o economista, os setores de vestuário e calçados são os que mais faturam na data.

Desempenho em junho

Para o mês de junho como um todo, o crescimento do varejo deve ficar, na projeção do economista, em 3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Ele pondera, entretanto, que em 2018 toda a economia sofreu com o impacto da greve dos caminhoneiros. “Estamos falando de 3% sobre um mês que foi atípico”, enfatiza sobre o movimento fraco do período anterior.

Os setores que ainda mantém um bom desempenho no comércio do estado são, segundo o economista, os supermercados e as farmácias. “Basicamente o essencial. Estão deixando de comprar os bens duráveis e não estão querendo se endividar”, disse sobre o comportamento das famílias. Além da falta de crédito, o economista ressalta que a alta dos preços dos alimentos têm pressionado os orçamentos familiares.

“A inflação de alimentos e bebidas, que corresponde, dependendo da faixa de renda, de 22% a 33% do orçamento das famílias, é um impacto muito grande no orçamento”, destacou. A partir da conjuntura, Dietze acredita que o varejo paulista deve crescer 2% no ano, o dobro do que espera da economia em geral, com uma alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB). “A gente não está vendo uma perspectiva positiva neste ano para economia e para o consumidor. É um cenário bem abaixo das expectativas, é um pouco frustrante”, diz.

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