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América

Ex-presidente da Argentina julgada por corrupção

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, será julgada por corrupção

Da Redação, em 18 de maio de 2019
Reprodução

A Corte Suprema de Justiça da Argentina confirmou para a próxima terça-feira (21) o primeiro julgamento oral da ex-presidente Cristina Kirchner por corrupção. O juízo oral estava marcado inicialmente para acontecer no dia 26 de fevereiro, mas foi adiado por problemas de saúde de um dos juízes do caso, que morreu em março.

Na última terça-feira (14), a Corte Suprema pediu o processo para revisá-lo e, então, surgiram dúvidas sobre um possível novo adiamento do juízo oral. No entanto, a Corte confirmou que a audiência está mantida. “O pedido para revisão dos autos por esta Corte não suspende o juízo oral em trâmite, e não houve decisão alguma do Tribunal Oral nesse sentido. A medida é apenas para examinar a causa que, uma vez extraídas e certificadas as cópias pertinentes, será devolvida a este Tribunal, em tempo oportuno”, diz documento expedido pela Corte.

A confirmação do julgamento causou manifestações contra e favor de Cristina Kirchner. De um lado, os apoiadores do presidente Mauricio Macri e opositores de Cristina, comemoram o fato, principalmente por se tratar de ano eleitoral no país. De outro lado, os chamados kirchneristas, reclamam que o atual governo vem exercendo pressões sobre a Justiça.

Cristina Kirchner é acusada em mais de dez ações, cinco delas com pedidos de prisão, que não podem ser executados devido ao foro privilegiado por ser senadora. Na ação pela qual será ouvida na terça-feira (21), a ex-presidente é investigada por irregularidades em obras públicas que teriam favorecido o empresário Lázaro Báez; o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido e o ex-secretário de Obras Públicas José López, todos presos por outros crimes.

Em setembro, Cristina Kirchner e os filhos serão ouvidos em outro processo, por lavagem de dinheiro. Candidata novamente à Presidência este ano, ela vem aparecendo nas pesquisas com uma pequena vantagem em relação ao seu opositor e atual presidente, Mauricio Macri.

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América

México reforça fronteira para evitar tarifas dos EUA

6 mil integrantes da Guarda Nacional foram para a fronteira com a Guatemala para conter fluxo de migrantes

Da Redação, em 07 de junho de 2019
Reprodução Twitter

O governo mexicano anunciou a mobilização de 6 mil integrantes da Guarda Nacional para a fronteira com a Guatemala, a fim de conter o fluxo de migrantes centro-americanos. A medida é uma tentativa de evitar a imposição de tarifas alfandegárias americanas. A decisão foi anunciada em Washington pelo ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, junta-se a outras medidas destinadas a aliviar as tensões com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

O líder americano acusa o México de tomar pouca ou nenhuma atitude para barrar migrantes da América Central que têm se movido em grandes grupos pelo país rumo aos EUA – Trump ameaçou retaliar com a imposição de tarifas alfandegárias a partir da próxima segunda-feira (10). As autoridades mexicanas já tinham ordenado, por exemplo, o bloqueio das contas bancárias de 26 pessoas suspeitas de envolvimento em tráfico de migrantes, além do regresso de cerca de 100 hondurenhos ao país de origem e a detenção de ativistas que defendem os direitos de migrantes.

Forças de segurança barraram nesta semana uma caravana de cerca de 1.200 migrantes, a maioria hondurenhos, que tinham acabado de entrar no México a partir da Guatemala. O vice-presidente americano, Mike Pence, afirmou que os EUA estão se sentindo “motivados” pelas mais recentes propostas apresentadas pelo México para controlar o fluxo migratório, mas que Washington mantém a intenção de aplicar tarifas alfandegárias a partir de segunda-feira “caso não sejam vistos os resultados que se pretendem”.

Sem um entendimento entre os dois governos, as primeiras taxas alfandegárias começam a ser aplicadas às importações provenientes do México no próximo dia 10, com o valor de 5%, podendo ser aumentadas até 25%. O ministro mexicano das Relações Exteriores está em Washington para tentar convencer a Casa Branca de desistir da ideia de impor as tarifas.

Autoridades mexicanas e americanas estiveram reunidas na quarta-feira (5) para debater as questões migratórias na fronteira entre os dois países e ainda as taxas que poderão ser impostas a todos os produtos mexicanos nos Estados Unidos. Apesar de os dois lados afirmarem que houve avanços nas negociações ocorridas na Casa Branca, Trump reiterou que ainda há “muito progresso” a ser feito para suspender as taxações previstas sobre os produtos mexicanos.

Trump renovou sua ameaça ao publicar no Twitter, durante viagem pela Europa, que as negociações em Washington continuariam “com o entendimento de que, se nenhum acordo for alcançado, as tarifas de 5% começarão na segunda-feira, com aumentos mensais conforme o cronograma” já definido. “Estamos tendo uma ótima conversa com o México”, disse o presidente. “Vamos ver o que acontece. Mas algo muito dramático pode ocorrer. Dissemos ao México que as tarifas continuariam. E estou falando sério também. E estou muito feliz com isso.”

México

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, defendeu que seja mantida a “amizade” com o povo americano, mas anunciou que visitará neste sábado a fronteira com os Estados Unidos a fim de “defender a dignidade” de seu país.

“Esta viagem à cidade fronteiriça de Tijuana visa a defender a dignidade do México”, disse Obrador em entrevista ontem. “Estamos analisando todas as opções [diante das ameaças americanas], mas a nossa posição é manter, acima de tudo, a amizade com o povo dos Estados Unidos.”

Segundo o governo mexicano, 300 mil migrantes já chegaram ao país a partir da Guatemala somente neste ano, e as autoridades detiveram 51 mil deles – isso representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2018. A fronteira do México com o país vizinho ao sul tem 1.138 quilômetros, sendo grande parte de campos abertos e selva. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, por sua vez, comunicou que a quantidade de pessoas detidas na fronteira entre o país e o México subiu, em maio, para o número mais alto em uma década: 132.887 pessoas. Desse total, 11.507 eram crianças que viajavam desacompanhadas.

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América

EUA cortam serviços para crianças imigrantes

O governo americano anunciou o fim do financiamento de serviços educacionais e jurídicos para crianças migrantes nos centros de detenção espalhados pelo país

Da Redação, em 06 de junho de 2019
Divulgação

O motivo alegado são os cortes no orçamento que, segundo as autoridades, se fazem necessários devido a um número recorde de menores desacompanhados que chegam até a fronteira do país com o México. Segundo reportagem do jornal americano Washington Post, o Escritório de Reassentamento de Refugiados, administrado pelo Departamento de Serviços Humanos e de Saúde (HHS, na sigla em inglês), começou a suspender o financiamento de diversas atividades consideradas “não diretamente necessárias para a proteção da vida e da segurança”, que incluem práticas esportivas e aulas de inglês.

O HHS notificou aos abrigos em todo o país na semana passada que não vai mais reembolsar o pagamento de professores e outros custos, como equipamentos de recreação e apoio jurídico. A medida pode ser uma violação de um acordo legal que exige que o governo forneça educação e atividades recreativas para crianças migrantes sob seus cuidados. O HHS, porém, afirma que não possui os recursos para financiar esses serviços devido à sobrecarga em seu sistema causada pelo aumento da chegada de migrantes ao país.

Patrulha de fronteiras

O governo afirma que há 13,2 mil crianças sob seus cuidados e que mais estão a caminho. Nesta quarta-feira (5), a patrulha de fronteiras dos EUA informou que 11,5 mil crianças desacompanhadas chegaram ao país apenas em maio. Após serem registradas, as crianças são transferidas para os cuidados do HHS, que contrata organizações não governamentais e empresas privadas para fornecer serviços nos abrigos.

“Temos uma crise humanitária na fronteira reforçada por um sistema falido de imigração que coloca uma enorme sobrecarga [sobre o HHS]”, disse uma porta-voz do órgão. “Recursos adicionais são urgentemente necessários para cumprir as necessidades humanitárias criadas por este fluxo”, alertou.

O departamento pediu em torno de 3 milhões de dólares em fundos de emergência para garantir os cuidados básicos às crianças. Os fornecedores de serviços pagam adiantado as despesas – como salário de professores e equipamentos – para serem posteriormente reembolsados, o que não deverá mais acontecer a partir deste mês. Especialistas alertam que o corte nos serviços poderá resultar na demissão de instrutores e na falta de supervisão das crianças.

Muitas delas migraram para fugir da violência e pobreza extrema em seus países de origem. Os serviços que as crianças recebem nos abrigos são considerados parte de sua recuperação enquanto aguardam a definição de sua situação. O combate à imigração ilegal é uma das principais bandeiras do presidente americano, Donald Trump, que chegou a declarar emergência nacional em razão da situação na fronteira dos EUA com o México.

Recentemente, Trump ameaçou impor novas tarifas de importação sobre produtos mexicanos, caso o país vizinho não aja para impedir o fluxo migratório. No ano passado, a estratégia de Washington de separar as crianças de seus familiares após atravessarem a fronteira, como modo de dissuadir os migrantes, gerou uma onda de repúdio e condenações em todo mundo e forçou o governo a reunir menores com seus familiares.

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