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Sociedade

Creche no interior paulista acusada de dopar crianças

Após denúncias, bebê de 11 meses foi submetido a exames que confirmaram Clonazepam no sangue e urina

Da Redação, em 23 de maio de 2019
Reprodução

Em Votuporanga, uma cidadezinha no interior de São Paulo, muitos pais começaram a perceber que havia algo de errado em relação aos seus filhos. Com apenas seis meses de idade, Victor (nome fictício para manter o anonimato da criança) passou a frequentar o Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Valter Peresi. Porém, pai relatou que houve um dia em que seu filho foi entregue desacordado em seus braços. “Dos seis aos onze meses, foi um pesadelo. Meu filho passava mal, ficava com a boca torta, olhar longe, vomitava muito e até desmaiava. Fazia exames mas não dava nada.” finalizou a mãe da criança, Keli Antoniolo.

O episódio mais grave de Victor ocorreu em 5 de outubro de 2018. A criança chegou em ótimo estado ao Cemei, onde brincou e normalmente se alimentou. Porém, no meio da tarde, as educadoras perceberam que o corpo de Victor estava mole. A criança logo depois vomitou e ficou desacordada, e foi encaminhada ao hospital. Médicos, no entanto, diagnosticaram virose. Não muito tempo depois, no dia 18 de outubro, os mesmo sintomas reapareceram em Victor, despertando uma hipótese na mente da mãe. “Desconfiei que estavam dopando meu filho”, relatou Keli.

Motivada pela desconfiança, a mãe da criança realizou exames clínicos em seu filho. O resultado saiu alguns meses depois, confirmando a existência de Clonazepam na urina e sangue de Victor. Tal medicamento é usado para evitar ataques epiléticos e convulsões, ou seja, a pessoa medicada é sujeita à uma leve sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante, já que remédio inibe as funções do SNC (sistema nervoso central).

Com isso, Keli realizou um boletim de ocorrência contra a creche. Porém, a demora no caso fez com que o processo fosse apenas analisado no dia 3 de maio deste ano. A prefeitura de Votuporanga ressaltou que denúncia passará por análise e que educadores do Cemei podem apenas medicar crianças de acordo com remédios enviados pelos próprios pais, juntamente com receita médica. Outros pais se uniram à Keli para processar a creche, já que Victor não foi um caso isolado, mas um no meio de outros vários.

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Sociedade

Usuários de patinetes elétricos expostos ao perigo

81% não usam itens de segurança, diz Procon-SP

Da Redação, em 15 de junho de 2019
EBC

Pesquisa feita pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, mostra que 28% dos 1.381 entrevistados declararam ter utilizado patinete elétrico, dos quais, 77% (302), por meio de locação do equipamento. Dos usuários que já alugaram, 81% responderam que não utilizam equipamentos de segurança e 57% costumam transitar pelas ciclofaixas.

A pesquisa revela ainda que 43% dos consumidores que responderam já ter utilizado o serviço de aluguel de patinetes deram o aceite no aplicativo sem ler o termo de uso e a política de privacidade. Ao todo, 65% declaram que não sabiam utilizar o equipamento.

Para 80% dos entrevistados o patinete elétrico é uma boa alternativa de transporte na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, 72% defendem que exista algum tipo de regulamentação, tais como: locais para transitar e estacionar e uso de equipamentos de segurança. O questionário sobre o uso de patinetes elétricos foi disponibilizado no site da fundação entre os dias 14 e 27 de maio. O objetivo foi identificar a percepção do consumidor, que utiliza ou não esse meio de locomoção, sobre a segurança e a oferta do serviço.

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Sociedade

Instituto Florestal recupera área em Mogi Guaçu

Área está localizada na Estação Experimental e visitantes poderão conhecer diferentes espécies do cerrado

Da Redação, em 14 de junho de 2019

Uma área de cerrado de aproximadamente 45 campos de futebol, em Mogi Guaçu, foi entregue para a população após ser recuperada. Agora, quem mora na região pode apreciar a natureza e conhecer a Trilha das Lobeiras.

“A trilha é bem estruturada e funciona bem para trabalhar a educação ambiental com crianças, jovens e adultos. Esperamos novos projetos para fortalecer ainda mais essa área que tem tudo para ser uma floresta estadual”, disse o diretor da Divisão de Florestas e Estações Experimentais do Instituto Florestal, Luiz Miguel Menezes. O instituto é responsável pela recuperação do local em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos e a empresa Ceiba Consultoria Ambiental.

A área restaurada tem 442,5 mil metros quadrados e está localizada na Estação Experimental de Mogi Guaçu, na Fazenda Campininha. Ao todo, a trilha tem 1 km de extensão com sinalização em placas identificando espécies típicas do cerrado paulista. O visitante poderá conhecer conhecer diferentes espécies como rabo-de-burro (espécie de sapê comum em áreas de cerrado), além da floração e frutificação de lobeiras, jurubebas, indaiá, cajueiro-do-campo, gabirobas, entre outras.

“As áreas de cerrado são extremamente significativas para a manutenção da biodiversidade, mas ações práticas de restauração ecológica nesse bioma são relativamente mais raras”, completou o analista ambiental de Viracopos, Tiago Aranha.

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