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Sociedade

Doria promete despoluir Rio Pinheiros até 2022

Ele reafirmou compromisso do governo no Dia Mundial do Meio Ambiente

Da Redação, em 06 de junho de 2019
Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, reafirmou no Dia Mundial do Meio Ambiente, o compromisso da administração estadual na despoluição completa do Rio Pinheiros até dezembro de 2022, incluindo as margens recuperadas. Os testes com dois barcos coletores de resíduos flutuantes, os chamados Ecoboats, começaram nesta quarta-feira, à altura da Usina Traição, perto da Ponte Ary Torres.

As embarcações de 2,80 metros de largura e 7 m de comprimento e 4 toneladas vão operar  por 30 dias sem custo para a administração. Se a tecnologia for aprovada, será avaliada a possibilidade de aquisição dos barcos. Segundo o governador, o espaço onde está a Usina Traição – que passará a se chamar Usina São Paulo – será concedido ao setor privado em 2021. O projeto de concessão  será apresentado no próximo ano.

“Uma parte dos recursos para a despoluição do rio é do Estado, colocada em orçamento, outra parte é de recursos privados, a partir da concessão de algumas áreas para exploração do transporte turístico de passageiros aqui no Rio Pinheiros.” Doria disse que a usina continuará funcionando, mas os demais espaços se tornarão públicos, utilizados para lazer e entretenimento, com cafés e restaurantes.

“É uma área bonita, é um prédio antigo, da década de 40, que recuperado e explorado pelo setor privado oferecerá uma ótima oportunidade de entretenimento e uma marca importante para São Paulo. A dimensão desse espaço e sua localização poderá transformar a usina em um Puerto Madero paulistano”, disse Doria. Puerto Madero é um dos bairros da cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, localizado às margens do Rio da Prata, sendo um dos locais mais valorizados da capital argentina.

De acordo com o governador, o projeto é atrativo para a iniciativa privada porque a oportunidade de exploração do transporte de pessoas representa a possibilidade de geração de receita, com a utilização por milhares de pessoas, com mais vantagem e velocidade do que a utilização das marginais. “As estações de embarque e desembarque também serão de exploração privada, com a utilização de publicidade e o pagamento do transporte de passageiros no volume que cabe a um rio cujas marginais transportam 3,5 milhões de pessoas diariamente.” 

Conscientização

Durante o período em comemoração à Semana do Meio Ambiente, duas esculturas feitas com sucata, sendo uma em formato de peixe e a outra, de capivara, preenchidas com o material recolhido nas ecobarreiras do Rio Pinheiros, ficarão expostas para chamar a atenção da população para o descarte correto dos resíduos. E também para lembrar que alguns dos materiais demoram dezenas de anos para se decompor.

“As esculturas serão preenchidas com lixo do Rio Pinheiros para mostrar à população que fomos nós que jogamos, que nós somos os responsáveis pela poluição. Precisamos conscientizar para que não se suje mais o rio. E o nosso trabalho é não deixar que a sujeira chegue, e recuperar a beleza que temos aqui, para que esse espaço tenha maior atratividade”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.


O governador do Estado de São Paulo, João Doria, assiste a testes com dois ecobarcos coletores de resíduos flutuantes, conhecidos como Ecoboats, para auxiliar na limpeza do rio Pinheiros. – Governo do Estado de São Paulo

Tietê

A segunda etapa de despoluição de rios abrange também o Tietê, que começará o processo enquanto o projeto estiver em andamento no rio Pinheiros. Já foi firmado um contrato com a cidade de Guarulhos, que fica na região metropolitana de São Paulo, e é uma das que mais polui o Tietê. “O projeto do Tietê é de oito anos e, nesse período, ele também estará despoluído, como compromisso do governo do Estado e igualmente de municípios do entorno do rio”, disse Doria.

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Sociedade

Usuários de patinetes elétricos expostos ao perigo

81% não usam itens de segurança, diz Procon-SP

Da Redação, em 15 de junho de 2019
EBC

Pesquisa feita pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, mostra que 28% dos 1.381 entrevistados declararam ter utilizado patinete elétrico, dos quais, 77% (302), por meio de locação do equipamento. Dos usuários que já alugaram, 81% responderam que não utilizam equipamentos de segurança e 57% costumam transitar pelas ciclofaixas.

A pesquisa revela ainda que 43% dos consumidores que responderam já ter utilizado o serviço de aluguel de patinetes deram o aceite no aplicativo sem ler o termo de uso e a política de privacidade. Ao todo, 65% declaram que não sabiam utilizar o equipamento.

Para 80% dos entrevistados o patinete elétrico é uma boa alternativa de transporte na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, 72% defendem que exista algum tipo de regulamentação, tais como: locais para transitar e estacionar e uso de equipamentos de segurança. O questionário sobre o uso de patinetes elétricos foi disponibilizado no site da fundação entre os dias 14 e 27 de maio. O objetivo foi identificar a percepção do consumidor, que utiliza ou não esse meio de locomoção, sobre a segurança e a oferta do serviço.

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Sociedade

Instituto Florestal recupera área em Mogi Guaçu

Área está localizada na Estação Experimental e visitantes poderão conhecer diferentes espécies do cerrado

Da Redação, em 14 de junho de 2019

Uma área de cerrado de aproximadamente 45 campos de futebol, em Mogi Guaçu, foi entregue para a população após ser recuperada. Agora, quem mora na região pode apreciar a natureza e conhecer a Trilha das Lobeiras.

“A trilha é bem estruturada e funciona bem para trabalhar a educação ambiental com crianças, jovens e adultos. Esperamos novos projetos para fortalecer ainda mais essa área que tem tudo para ser uma floresta estadual”, disse o diretor da Divisão de Florestas e Estações Experimentais do Instituto Florestal, Luiz Miguel Menezes. O instituto é responsável pela recuperação do local em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos e a empresa Ceiba Consultoria Ambiental.

A área restaurada tem 442,5 mil metros quadrados e está localizada na Estação Experimental de Mogi Guaçu, na Fazenda Campininha. Ao todo, a trilha tem 1 km de extensão com sinalização em placas identificando espécies típicas do cerrado paulista. O visitante poderá conhecer conhecer diferentes espécies como rabo-de-burro (espécie de sapê comum em áreas de cerrado), além da floração e frutificação de lobeiras, jurubebas, indaiá, cajueiro-do-campo, gabirobas, entre outras.

“As áreas de cerrado são extremamente significativas para a manutenção da biodiversidade, mas ações práticas de restauração ecológica nesse bioma são relativamente mais raras”, completou o analista ambiental de Viracopos, Tiago Aranha.

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