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País

Doria quer trazer de volta inspeção veicular

Prefeito de São Paulo pretende retomar a inspeção veicular na cidade de São Paulo até o fim de 2018

Da Redação, em 27 de novembro de 2017
Arquivo/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), pretende fazer com que a inspeção veicular obrigatória volte a ser aplicada na capital até o fim de 2018. Um projeto de lei que prevê a retomada da inspeção, já faz parte da pauta na Câmara Municipal de São Paulo, ainda que sem uma data para ser votada pelos vereadores. A medida, porém, conta com o apoio da maioria dos parlamentares municipais.

Se a proposta de lei for aprovada, veículos que não fizerem a inspeção poderão ser multados em até R$5 mil. “Vamos respeitar a decisão da Câmara Municipal de São Paulo, desde que a inspeção veicular não represente custo para a população”,  comentou o prefeito. Apesar do apoio total do governo municipal à volta da obrigatoriedade da inspeção veicular, o projeto não saiu do gabinete de Doria, mas sim do atual presidente da Câmara, o vereador Milton Leite (DEM), aliado do prefeito.

Até para evitar críticas prematuras ao projeto, a aplicação do inspeção veicular será tratada com equilíbrio e a calma necessários para não onerar a população. Segundo especialistas, a proposta trará efeitos positivos para a redução das emissões, assim como para a melhoria da segurança no trânsito.

A vistoria veicular foi encerrada em 2013 pela gestão Fernando Haddad (PT), após uma série de suspeitas sobre os contratos de serviço e uma visível má-vontade da administração petista com a inspeção, que já tinha virado um hábito entre os motoristas paulistanos, era bem aceita pela população paulistana, e era vista por muitos como um dos grandes acertos das gestões passadas, anteriores à chegada do PT ao poder na capital. A nova proposta traz, contudo, diferenças do antigo como, por exemplo, a exigência de inspeção também em veículos em circulação na cidade, mesmo que registrados em outros municípios.

Com informações da Agência Brasil
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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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