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Medicina

Estudo revela efeitos do leite materno em prematuros

Crescimento cerebral é beneficiado com a amamentação de bebês prematuros

Da Redação, em 29 de abril de 2019
EBC

Um estudo mostrou que bebês prematuros que consomem leite materno têm níveis significativamente mais altos de substâncias químicas importantes para o crescimento do cérebro. O estudo apresentado no Encontro das Sociedades Acadêmicas Pediátricas 2019 em Baltimore, nos Estados Unidos, selecionou bebês que tinham muito baixo peso ao nascer (menos de 1.500 gramas) e 32 semanas de idade gestacional ou menos ao nascer.

A equipe da Children’s National coletou dados da massa branca frontal direita e do cerebelo via espectroscopia de ressonância magnética de prótons. Os espectros de massa branca cerebral mostraram níveis significativamente maiores de inositol, uma molécula semelhante à glicose, para bebês alimentados com leite materno, em comparação com os bebês alimentados com fórmula, de acordo com o estudo.

Os espectros cerebelares mostraram níveis de creatina significativamente maiores para bebês amamentados com leite materno em comparação com os bebês alimentados com fórmula. Além disso, a percentagem de dias em que as crianças foram alimentadas com leite materno foi associada a níveis significativamente maiores de creatina e colina, um nutriente solúvel em água.

A creatina facilita a reciclagem da renovação energética da célula, pelo que maiores quantidades deste metabolito resultaram em mudanças mais rápidas e maior maturação celular, enquanto a colina é um marcador da renovação da membrana celular, de acordo com o estudo. “Os principais níveis de metabólitos aumentam durante os tempos em que os cérebros dos bebês experimentam crescimento exponencial”, disse a especialista em pediatria Katherine Ottolini, autora principal do estudo.

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Medicina

SP investe na construção de novo centro de hemodiálise

Recursos repassados à Secretaria da Saúde foram recuperados pelo Ministério Público em ações de combate à corrupção

Da Redação, em 19 de junho de 2019

A Secretaria de Estado da Saúde repassará R$ 2 milhões para a construção de um novo centro de hemodiálise na Santa Casa de Misericórdia de Dracena, no interior paulista. Os recursos foram doados à pasta no âmbito de acordos de colaboração premiada assinados entre investigados e o Ministério Público (MP) de São Paulo, por intermédio do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec).

Vale destacar que o novo setor terá mais de mil metros quadrados e poderá atender 150 pacientes mensalmente, o que representa aumento de 36% em relação à capacidade de atendimento do setor (atualmente, de 110 pacientes por mês). O convênio foi publicado em Diário Oficial no dia 12 de junho. O acordo terá vigência até dezembro de 2020 e será pago em 18 parcelas, mediante a medição das obras, que serão executadas pela própria entidade.

Ampliação

Na região, o tratamento de hemodiálise também é ofertado pela Santa Casa e o Hospital Regional de Presidente Prudente. Juntas, as três entidades atendem 450 pacientes por mês. Com a ampliação do setor da Santa Casa de Dracena, a capacidade regional de atendimento a dialíticos aumentará cerca 9%.

“Esta iniciativa do Ministério Público permitirá uma importante ampliação no acesso à hemodiálise para pacientes de Dracena e região de Presidente Prudente”, ressalta o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira.

“O combate à corrupção é dever de todos e o MP tem papel de destaque nesse sentido. Esse recurso agora será revertido para fortalecer o Sistema Único de Saúde e melhorar a qualidade de vida dos pacientes em tratamento renal”, completa.

“A corrupção drena recursos necessários ao atendimento dos direitos sociais inscritos na Constituição Federal. Graças ao trabalho dos promotores de Justiça do Gedec, estamos devolvendo, com a ajuda da Secretaria da Saúde e da Santa Casa de Dracena, a quem de fato pertence: a sociedade”, declara o procurador-geral de Justiça, Gianpolo Smanio.

Unidades

O Governo do Estado mantém, na região, unidades próprias como os hospitais Estadual e Regional de Presidente Prudente, Estadual de Porto Primavera, bem como os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) de Dracena e Presidente Prudente.

Além disso, para fortalecer a assistência regional, a pasta investe e custeia unidades conveniadas ao SUS. Desde 2018, a secretaria destinou, por meio de convênios, R$ 49,7 milhões em auxílios financeiros voluntários a hospitais filantrópicos e Santas Casas da região de Prudente. Somente para a Santa Casa de Dracena, os repasses foram superiores a R$ 2,7 milhões, no período, somando investimentos e custeio.

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Medicina

Vacina contra chikungunya já testada em humanos

Os testes realizados atualmente buscam uma dosagem eficiente para a imunização sem apresentar efeitos adversos

Da Redação, em 13 de maio de 2019
Divulgação

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já realizam testes em humanos para obter uma vacina segura e eficaz contra a chikungunya. O estudo foi apresentado no Rio de Janeiro, pelo infectologista mexicano Arturo Reyes-Sandoval, no Simpósio Desafios e Oportunidades na Pesquisa Clínica em Chikungunya: Produzindo Evidências para Saúde Pública.

A vacina contra o vírus da chikungunya já está em testes em 24 voluntários no Reino Unido e deve passar por uma nova rodada de testagens ao longo do ano que vem, com entre 120 e 150 pessoas no México. Arturo conta que os testes realizados atualmente buscam uma dosagem eficiente para a imunização, que já demonstrou não apresentar efeitos adversos. O estudo no México deve avaliar também a possibilidade de uma vacina que combine a imunização da chikungunya e da zika de forma segura. Caso a pesquisa caminhe no melhor dos cenários, estima, uma vacina contra a doença pode estar disponível em cinco anos.

O pesquisador afirma que, ao contrário de outros vírus, o da chikungunya tem uma capacidade limitada de mutação, o que permitiu que os pesquisadores mapeassem todas as suas formas registradas e criassem uma vacina com base em uma sequência genética que abrange todas e permitisse precaver futuras mutações.

“Estarmos um passo à frente do vírus”, comemora Arturo. Ele afirma que o principal entrave para os avanços no combate à doença eram a falta de conhecimento e de financiamento para as pesquisas. “Historicamente, a grande dificuldade foi a falta de interesse. Agora, a chikungunyua está em muitas partes do mundo e está chegando à Europa. Isso favorece o financiamento.”

A presença do vírus no Brasil e a capacidade de instituições como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz fazem com que o país seja um importante parceiro para o futuro das pesquisas desenvolvidas em Oxford, aponta Arturo Reyes-Sandoval. “Depois de testarmos no México, considero que o país mais importante para finalizar esse desenvolvimento é o Brasil. O Brasil tem capacidade econômica e instituições fortes para poder produzir a vacina.”

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