Siga-nos

Sociedade

Ex-corregedor de SP é preso em operação do MP

Marcos Vannucchi aumentou patrimônio em pelo menos R$ 10 milhões

Da Redação, em 09 de junho de 2019

O ex-corregedor da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Marcos Vinícius Vannucchi, aumentou patrimônio em pelo menos R$ 10 milhões. Ele foi preso em operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil que investiga recebimento de propina por parte de Vannuchi para livrar fiscais de apurações internas no órgão. O MP aponta que Vannuchi adquiriu pelo menos 65 imóveis por meio de empresas de fachada que estavam no nome da ex-esposa dele, do filho, da mãe, além de outros “testa de ferro”.

Vanucchi foi detido em Itatiba, no interior paulista, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec). Ele ficará preso temporariamente por cinco dias. Ele foi afastado do cargo na última sexta-feira (31), mas vinha sendo investigado pelo Gedec há um ano. “Ele teve aumento injustificado de patrimônio, especialmente após assumir o cargo de corregedor-geral”, disse Marcelo Mendroni, promotor de Justiça do Gedec.

Segundo o MP, Vannucchi é suspeito de constituir seis empresas de fachada, algumas no mesmo endereço e com mesmo objeto social. Cinco dessas empresas estão nos nomes da ex-esposa, da mãe ou de terceiros. Para a promotoria, a separação da esposa indica uma manobra para blindar o patrimônio. Entre os indícios, estão o fato de eles terem viajado juntos pelo menos duas vezes para o exterior após a separação e dele ter sido encontrado hoje na casa dela para cumprimento do mandado de prisão.

Denúncia anônima

Mendroni disse que a investigação teve início com uma denúncia anônima. Vannucchi é suspeito de arquivar procedimentos administrativos de fiscais por enriquecimento ilícito de forma desarrazoada. Ele cita casos em que os fiscais apresentaram à corregedoria declaração de Imposto de Renda com números incongruentes, mas a investigação não teve seguimento. “Fazia vista grossa e arquivava o procedimento”. O promotor cita casos, por exemplo, em que o fiscal justifica um valor incompatível com rendimento por recebimento de herança sem que se comprove que isso ocorreu.

Além da prisão temporária, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, houve recolhimento de computadores, tablets e cerca de R$ 20 mil em espécie. Outras medidas judiciais cumpridas hoje foram o sequestro de 37 imóveis em nome dele e de pessoas suspeitas de serem “laranjas”; suspensão de atividades das empresas, afastamento do cargo de auditor-fiscal do Estado e proibição de manter contato com outros agentes fiscais de renda.

Mendroni destacou que as investigações terão continuidade, incluindo os fiscais que foram beneficiados por decisões da corregedoria sob responsabilidade de Vannucchi. “A Corregedoria da Fiscalização Tributária é justamente o órgão responsável de analisar, investigar e processar as irregularidades praticadas pelos fiscais, então o esquema de corrupção que envolve a corregedoria é simbólico e grave, porque acaba gerando um efeito de impunidade em relação a todos os fiscais que estão sob análise desse órgão”, disse Felipe Bertolli, promotor de Justiça do Gedec.

Governo

Por meio de nota, a Secretaria da Fazenda e Planejamento confirmou que desde 1º de junho Marcus Vannucchi não exerce mais a função de corregedor-geral, mas não esclareceu os motivos de sua exoneração e destacou que os fatos alvo da operação serão objeto de procedimento de apuração administrativa. A secretaria apontou também que “não compactua com condutas ilícitas por parte de seus servidores e mantém rigor na apuração das mesmas e, quando comprovadas, adota medidas punitivas rigorosas previstas em lei para situações da espécie” e disse estar disponível para colaborar com as investigações.

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

Continue Lendo

Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

Continue Lendo

Destaques