Siga-nos

Europa

Extrema-direita protesta contra separatismo catalão

Duas grandes manifestações, organizados pela extrema-direita, aconteceram na Espanha contra o separatismo catalão

Da Redação, em 13 de fevereiro de 2019
Reprodução/Agência Ansa

Sob pressão de oposicionistas, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que nunca aceitará um referendo para votar a independência da Catalunha. Partidos de direita fizeram manifestações no domingo passado, depois que o governo do Partido Socialista espanhol concordou em instituir um comitê para discutir a autonomia para a região.
Depois de romper o diálogo com os separatistas catalães na tentativa de salvar o Orçamento de 2019 na Espanha, Sánchez disse que quem defende um referendo na Catalunha “precisa refletir” porque “a autodeterminação não é constitucional e nunca será aceita por nós”.

“Dentro da Constituição, tudo. Fora dela, nada”, destacou o primeiro-ministro num ato político do Partido Socialista no município de Baracaldo, na região do País Basco. Em 26 de maio, a Espanha promoverá eleições gerais..

Unionistas protestam

A Espanha viu, do domingo passado, dia 10 de fevereiro, dois protestos de unionistas (aqueles contrários ao processo de independência pacífico da Catalunha), um na capital, Madri, e outro em Santiago de Compostela, no noroeste do país. Em Madri, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez (PSOE), defenderam a unidade da Espanha e eleições gerais. O ato foi convocado pelopartido de extrema-direita Vox, além do PP e Ciudadanos.

O protesto foi uma resposta à posição de Sánchez de aceitar dialogar com separatistas da Catalunha. Forças separatistas têm pleito antigo nesse sentido e em 2017 tentaram declarar independência, sem sucesso.

Os organizadores do ato afirmaram, em manifesto lido no evento, “seu profundo rechaço à traição perpetrada pelo governo da Espanha na Catalunha”. Segundo eles, o governo “cedeu à chantagem daqueles que querem destruir a convivência cidadã no país”. Em falas no protesto, condenaram o fato de Sánchez ter cedido a exigências dos separatistas para viabilizar a aprovação do orçamento geral do país.

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Europa

Oposição encerra negociações do Brexit

O Partido trabalhista, da oposição, anunciou o fim das conversas sobre o Brexit com o governo da primeira-ministra Theresa May

Da Redação, em 17 de maio de 2019
EBC

Quase três anos depois de o país decidir por sua saída da União Europeia (UE), em um referendo por 52% a 48% dos votos, ainda não está claro quando, como ou mesmo se o país sairá algum dia do bloco ao qual se filiou em 1973. O novo prazo de saída é 31 de outubro, ainda deste ano, se tudo ocorrer dentro dos conformes.

As conversas do Partido Conservador, de May, e dos trabalhistas sobre o Brexit desmoronaram horas depois de a premiê concordar, nessa quinta-feira, em estabelecer um cronograma para sua renúncia no início de junho. O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, escreveu a May informando-a que as conversas do Brexit, que começaram em 3 de abril, foram “tão longe quanto podem” devido à instabilidade de seu governo.

“Não conseguimos superar diferenças de diretrizes importantes entre nós”, escreveu Corbyn, socialista que votou contra a filiação do Reino Unido à antecessora da UE em 1975, a May. “Ainda mais crucial é que a fraqueza e a instabilidade crescentes de seu governo significam que não pode haver confiança em assegurar o que quer que seja combinado entre nós”, disse Corbyn. Acrescentou que os trabalhistas se oporão ao acordo de May quando este voltar ao Parlamento no início do próximo mês.

O acordo de separação, que May acertou com a UE no ano passado, já foi rejeitado três vezes por um Parlamento profundamente dividido. A libra esterlina caiu para US$ 1,275, seu nível mais baixo desde meados de janeiro. Os trabalhistas temem que qualquer meio-termo em temas como os direitos dos trabalhadores seja descartado pelo sucessor de May.

A crise britânica do Brexit surpreende aliados e rivais, e o impasse em Londres faz com que a quinta maior economia do mundo enfrente opções como uma saída com acordo para suavizar a transição, uma saída sem um pacto, uma eleição ou um segundo referendo. O impasse do Brexit não deve ser superado rapidamente. May submeterá o “Projeto de Lei (do Acordo de Retirada) da União Europeia” a uma votação no Legislativo no início de junho, embora rebeldes de seu partido tenham prometido rejeitá-lo. Depois, ela tem que aceitar um cronograma para a eleição de um sucessor.

Continue Lendo

Europa

Papa Francisco faz decreto inédito sobre abusos sexuais

Papa assinou norma que torna obrigatória a denuncia, por membros do clero, de suspeitas de abuso sexual

Da Redação, em 10 de maio de 2019
EBC

O papa Francisco assinou norma que torna obrigatório aos membros do clero denunciar suspeitas de abusos sexuais, de poder ou de acobertamento de casos ocorridos dentro da Igreja Católica. O documento estabelece, assim, um novo procedimento a ser seguido nas dioceses, além de exigir rapidez nas investigações preliminares.

O pontífice determinou que todas as dioceses do mundo devem criar, antes de junho de 2020, sistemas acessíveis a quem quiser fazer denúncias, além de garantir proteção e assistência aos denunciantes. As novas regras são ditadas no Motu Proprio (documento de iniciativa do próprio papa) Vos estis lux mundi (Vós sois a luz do mundo).

“Para que tais fenômenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”, afirmou o papa.

As novas regras fazem parte da promessa feita por ele de erradicar os abusos sexuais dentro da Igreja, após a inédita cúpula no Vaticano com representantes de todas as conferências episcopais para tratar da questão. As regras se aplicam a todos os casos em que “se obrigue alguém, com violência ou ameaça ou por meio do abuso de autoridade, a realizar ou sofrer atos sexuais; realizar atos sexuais com menor ou pessoa vulnerável; produzir, exibir, possuir ou distribuir material pornográfico infantil”, segundo o Artigo 1º do documento.

O texto inclui medidas voltadas aos casos de violência contra as mulheres do clero, assim como o assédio a seminaristas ou noviços e os crimes de acobertamento, além de “ações ou omissões voltadas para interferir ou evitar investigações civis ou canônicas, administrativas ou penais”. A maior novidade apresentada no documento é que os religiosos têm a “obrigação de informar a um bispo ou superior religioso, o que não interfere nem modifica nenhuma outra obrigação de informar às autoridades civis competentes”.

No texto, o papa Francisco afirma que, embora muito já tenha sido feito, é preciso continuar “a aprender com as lições amargas do passado, a fim de olhar com esperança para o futuro”. Para ele, essa responsabilidade recai primeiramente sobre os que estão no governo pastoral. “Por isso, é bom que se adotem, em nível universal, procedimentos que tendem a prevenir e contrastar esses crimes que traem a confiança dos fiéis”, alertou o pontífice na apresentação inicial das novas regras.

Continue Lendo

Destaques