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Sociedade

Governo paulista proíbe máscaras em manifestações

Lei passa a proíbir o uso de máscaras em protestos na capital, como meio de erradicar manifestações violentas

Da Redação, em 01 de fevereiro de 2019

O governador de São Paulo, João Doria, regulamentou a lei estadual que proíbe o uso de máscaras em protestos. O decreto também determina que as manifestações com previsão de participação de mais de 300 pessoas sejam comunicadas com cinco dias de antecedência às autoridades. Os atos devem ainda, segundo o texto, percorrer trajetos acordados anteriormente com a Polícia Militar.

A lei foi aprovada em 2014, porém não tinha sido ainda regulamentada. A intenção é coibir a ação dos “black blocs” que, cobrindo o rosto com máscaras, se infiltram em protestos para ferir pessoas e causar atos de vandalismo e depredação de patrimônios públicos e privados.
O decreto proíbe também o uso de armas, explosivos ou outros objetos que possam causar danos ou ferir pessoas. O descumprimento das determinações da lei se enquadra, a partir de agora, em crime de desobediência..

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Sociedade

Milhões de mulheres não vão ao ginecologista

Pesquisa mostra que mais de 15% das mulheres paulistas não costumam ir a um ginecologista com a frequência necessária

Da Redação, em 15 de fevereiro de 2019
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Pelo menos1,6 milhões de paulistas não costumam ir ao ginecologista-obstetra, cerca de 800 mil nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 2,2 milhões não passam por consulta há mais de um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Segundo a pesquisa, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o território paulista.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. Em seguida, mencionam clínica geral e cardiologia.

Porta de entrada para a saúde

“Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista”, explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez paulistas costumam ir ao ginecologista – principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.
Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%).

“Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos”, ressaltou Fernandes.

Entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’.

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Sociedade

Prefeitura da capital fará licitação para mais ônibus

Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos no valor de 71 bilhões de reais ao longo de 20 anos

Da Redação, em 06 de fevereiro de 2019
Rovena Rosa/Agência Brasil

A prefeitura de São Paulo recebeu os envelopes com propostas para a licitação das linhas de ônibus na capital. O sistema foi dividido em 32 lotes com três grupos: estrutural, local de articulação regional e local de distribuição. Os contratos têm valor global de R$ 71 bilhões e validade de 20 anos.

Os ônibus paulistanos fazem cerca de 2,8 bilhões de viagens por ano, transportando uma média de 9,6 milhões de passageiros por dia. Rodam pela capital 14,4 mil ônibus em 1,3 mil linhas.

A prefeitura vem tentando realizar essa licitação desde 2015. A concorrência, no entanto, primeiro sofreu várias contestações do Tribunal de Contas do Município. A suspensão do edital levou a sucessivas prorrogações, desde 2016, dos contratos com as empresas.

Na última sexta-feira, a prefeitura conseguiu derrubar uma liminar que impedia a realização do processo. Um empresário do ramo havia entrado com ação alegando irregularidades nos editais que acabariam por direcionar os resultados da concorrência.

Os editais preveem aperfeiçoamentos no sistema, como ônibus menos poluentes e equipados com ar-condicionado e com metas de substituição dos veículos ao longo do tempo. O desenho das linhas também deverá ser alterado, com a eliminação de diversas linhas, que, segundo a prefeitura, se sobrepõem.

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