Siga-nos

País

Governo quer pagar 10 milhões por voto de parlamentares

Governo Bolsonaro usa de tática antiga para ter maioria na Câmara: verba por voto

Da Redação, em 29 de maio de 2019
EBC

O governo Bolsonaro parece estar usufruindo de uma nova tática para conseguir aprovar a reforma da Previdência. Com o intuito de obter mais parlamentares favoráveis às reformas, o governo prometeu aos apoiadores uma comissão de R$10 milhões por semestre até 2020, resultando em R$40 milhões extras aos deputados fiéis. Dados foram revelados segundo membros de partidos do centrão, que relataram terem visto o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) rondando os líderes partidários no congresso a fim de selarem acordo pró-reformas.

A promessa dos milhões até 2020 visa atrair mais apoiadores, dado ao fato de este ano (2020) em especial, ocorrem as eleições municipais em todo o Brasil. Já os líderes de cada partido receberão R$80 milhões para cada voto apartado de seus próprios deputados, ou seja, para cada novo membro em prol da reforma da Previdência, o líder partidário receberá o dobro do valor em relação aos deputados das bancadas.

Não apenas a verba milionária extra foi oferecida, mas também um impasse foi posto àqueles que se mantém firme contra a reforma da Previdência. Caso o parlamentar não seja favorável às mudanças impostas pelo governo, este não poderá usufruir de benefícios e capitais para concluir ou realizar obras municipais, desde que o repasse dos milhões ocorrerá apenas para aqueles que votaram à favor da reforma.

Um “mensalão” oficializado?

O esquema realizado pelo governo Bolsonaro para conseguir votos, e assim aprovar a reforma da Previdência, remete a um marco na política brasileira ocorrido no início dos anos 2000. O Mensalão, como ficou conhecido, era nada menos do que constantes repasses de fundos de empresas, que faziam doações ao Partido dos Trabalhadores (PT) que usavam a verba para comprar o apoio de políticos. Os congressistas, na época, recebiam R$30.000 para se tornarem favoráveis ao governo Lula. Tal semelhança nos fatos aponta o quanto ambos os governos, apesar de suas propagandas políticas, acabaram pendendo ao mesmo lado da corrupção desenfreada dentro do congresso nacional.

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

Continue Lendo

Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

Continue Lendo

Destaques