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Internacional

Herdeira da gigante chinesa Huawei é presa no Canadá

Repentina prisão de executiva chinesa da Huawei e filha do dono da empresa causa mal-estar diplomático

Da Redação, em 07 de dezembro de 2018
Reprodução/Twitter

A prisão da  diretora financeira da empresa chinesa Huawei, Wanzhou Meng, de 46 anos, detida há quase uma semana em território canadense, foi informada com antecedência, segundo o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Ele negou envolvimento de autoridades e agentes policiais do país na detenção. Para especialistas, a prisão pode levar a um novo embate entre os Estados Unidos, a China e o Canadá.

“Fomos informados do processo judicial poucos dias antes que acontecesse a detenção”, disse Trudeau, em entrevista coletiva em Montreal, em alusão à prisão no último dia 1º de Wanzhou Meng, diretora financeira da Huawei e filha do fundador da companhia. “Posso lhes assegurar que somos um país com Justiça independente e as autoridades apropriadas tomaram a decisão neste caso sem nenhuma intrusão ou interferência política”, ressaltou Trudeau.

Prisão gera tensão diplomática

A prisão da diretora da Huawei, de 46 anos, só foi revelada ontem (6), mas ela foi detida no sábado (1º), a pedido das autoridades americanas, para extradição aos Estados Unidos, pelo suposto crime de violar as sanções impostas por Washington ao Irã.
Após a confirmação da detenção em Vancouver, a Embaixada da China no Canadá emitiu comunicado, no qual denunciou sua detenção e advertiu que o país tomará “medidas para proteger com resolução os direitos legítimos e interesses dos cidadãos chineses”.

A Embaixada da China protestou contra as autoridades americanas e canadenses. Também “exigiu que corrijam imediatamente o erro e devolvam a liberdade a Wanzhou Meng”. O comunicado informou ainda que a China “se opõe com firmeza e protesta com energia contra esta ação que prejudicou gravemente os direitos humanos da vítima”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, declarou hoje que seu país “apresentou queixa formal à parte canadense e à americana, pedindo que expliquem imediatamente a razão da detenção e libertem a pessoa detida”.

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Ásia

Forte terremoto atinge as Filipinas

Terremoto de 6,3 graus atingiu a região, porém felizmente não deixou feridos

Da Redação, em 22 de abril de 2019
Cerilo Ebrano/EPA/Agência Lusa

Um forte terremoto foi hoje registrado hoje (22) na ilha filipina de Luzón, sem relatos de vítimas ou danos, nem alerta de um possível tsunami, segundo o governo local. O tremor ocorreu às 5h11 (horário de Brasília) com o epicentro a uma profundidade de 40 quilômetros, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O terremoto atingiu a ilha filipina Luzón, localizada a 60 quilômetros a noroeste de Manila, capital das Filipinas.

A repercussão do ocorrido foi feita através de mídias sociais como Twitter e Facebook utilizadas pela mídia local das Filipinas, que postou fotos e vídeos de construções destruídas, evacuações realizadas às pressas e a situação real da região após o tremor.

As Filipinas localizam-se numa área conhecida como Anel de Fogo do Pacífico, uma região de grande atividade vulcânica e sísmica, que geralmente é afetada por abalos e cerca de sete mil tremores por ano, sendo a maioria considerada moderada.

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Ásia

Atentados em Sri Lanka fazem 290 vítimas fatais

Os ataques ocorreram no Domingo de Páscoa contra templos católicos e hotéis de luxo

Da Redação, em 22 de abril de 2019
DPA

O número de mortos na série de atentados coordenados que ocorreram no Sri Lanka no Domingo de Páscoa (21) subiu para 290. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas. Os ataques, cometidos em alguns casos por homens-bomba, tiveram como alvos templos católicos e hotéis de luxo. Ao divulgar o mais recente balanço de vítimas, o porta-voz da Polícia do Sri Lanka, Ruwan Gunasekara, anunciou que 24 pessoas foram detidas por suspeita de participação nos ataques. 

Os detidos estão sendo interrogados pela divisão de investigação criminal da Polícia, acrescentou Gunasekara. A maior parte dos mortos é de cidadãos do Sri Lanka, mas há pelo menos 32 estrangeiros entre as vítimas, incluindo cidadãos da Bélgica, dos Estados Unidos, da China, do Reino Unido, da Índia e de Portugal.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Por enquanto, o governo segue divulgando informações dispersas sobre as suspeitas no caso. O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, disse que os autores dos ataques foram identificados como “extremistas religiosos” e pertenciam a um único grupo, sem dar mais detalhes.

O ministro da Saúde do país, Rajitha Senaratne, disse que sete das oitos explosões foram cometidas por terroristas suicidas e que todos esses homens-bomba eram cidadãos do Sri Lanka. Rajitha Senaratne, um porta-voz do governo, por sua vez, afirmou que o ataque coordenado deve ter contado com ajuda externa. “Não acreditamos que esses ataques foram executados por um grupo de pessoas restrito a este país. Esses ataques não teriam sido bem-sucedidos sem uma rede internacional”, disse.

Segundo o jornal New York Times, um alto integrante da polícia do Sri Lanka advertiu o governo, há 10 dias, sobre o risco de atentados contra igrejas no país, e que a minoria cristã do país estava na mira de um grupo islâmico radical chamado Thowheeth Jama’ath. Não ficou claro, no entanto, se as autoridades tomaram alguma medida adicional de segurança. O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe disse que não foi informado sobre a ameaça. “Temos que verificar por que precauções adequadas não foram tomadas”, disse ele.

Após os ataques, a embaixada dos Estados Unidos em Colombo advertiu que “grupos terroristas” continuam preparando ataques no Sri Lanka. “Os grupos terroristas continuam tramando possíveis ataques no país. Os terroristas poderiam atacar, com pouca ou nenhuma advertência, áreas públicas”, anunciou o Departamento de Estado por meio da sede diplomática americana no país asiático.

A embaixada americana cita como possíveis alvos desses ataques espaços turísticos, centros de transporte, mercados, shoppings, instalações do governo, hotéis, clubes, restaurantes, lugares de culto, parques, eventos esportivos e culturais importantes, instituições educativas e aeroportos.

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