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Europa

Incêndio em prédio deixa dez mortos em Paris

Grande incêndio nos andares superiores de edifício na capital francesa tiram a vida de dez pessoas

Da Redação, em 06 de fevereiro de 2019
Reprodução/Twitter

Pelo menos dez pessoas morreram em um incêndio de grandes proporções, na madrugada desta terça-feira, num edifício de oito andares em Paris. O incêndio deixou também 31 feridos, um deles em estado grave, de acordo com os bombeiros. As chamas, que começaram por volta da 1h (horário local), de origem ainda desconhecida, só foram controladas por volta das 6h30.

As autoridades não descartam que haja mais vítimas no prédio, situado no 16º arrondissement (oeste da capital francesa), principalmente nos andares superiores. Segundo um bombeiro, cerca de 50 pessoas foram resgatadas.

As autoridades suspeitam que o incêndio tenha sido um ato criminoso e detiveram uma mulher, que é moradora do edifício e suspeita de iniciar o fogo. “No momento, a hipótese de incêndio criminoso é a que tem mais peso”, disse um promotor.

O incêndio pegou de surpresa muitos moradores que dormiam, o que, somado à velocidade com que as chamas se espalharam, pode explicar o elevado número de vítimas.

Trata-se de um edifício da década de 1970, localizado perto do bosque de Bolonha, uma área nobre da capital francesa. O prédio ficou devastado, e dois blocos adjacentes foram esvaziados como medida de precaução.

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Europa

Brexit pode ocorrer sem renegociação de acordo

A União Europeia (UE) não renegociará o acordo do Brexit definido com a primeira-ministra britânica, Theresa May

Da Redação, em 29 de maio de 2019
EBC

A União Europeia (UE) não renegociará o acordo do Brexit definido com a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nessa terça-feira (28), enquanto crescem os temores de que o sucessor de May possa iniciar um confronto com o bloco. O Brexit está completamente indefinido depois que May anunciou sua renúncia, provocando uma disputa de liderança no Partido Conservador, que poderá levar ao poder um novo primeiro-ministro que busque uma ruptura mais decisiva com a UE.

Um dos candidatos, o secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que buscar um Brexit sem acordo seria um “suicídio político”, uma reprimenda ao favorito, Boris Johnson, que disse na semana passada que o Reino Unido deveria deixar a UE com ou sem acordo até o fim de outubro. Hunt, que votou para permanecer na UE no referendo de 2016 mas agora aceita o Brexit, disse que tentaria buscar um novo acordo que tiraria o Reino Unido da união alfandegária com a Europa, “respeitando preocupações legítimas” sobre a fronteira com a Irlanda. A UE, no entanto, afirmou que não haverá renegociação.

“Terei uma reunião breve com Theresa May, mas sou claro: não haverá renegociação”, observou Juncker antes de um encontro de líderes da UE em Bruxelas. O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse acreditar que o risco de o Reino Unido sair do bloco sem um acordo de divórcio está crescendo. “Bem, há um risco crescente de não acordo. Há possibilidade de que o novo primeiro-ministro possa vir a repudiar o acordo de retirada”, afirmou a jornalistas.

Qualquer que seja o sucessor de May, ele terá de aceitar que o acordo de divórcio do Brexit acertado por ela não será ratificado pelo atual Parlamento britânico. Além disso, uma solução para a questão da fronteira com a Irlanda, que incomoda a muitos parlamentares, deve ser encontrada. Muitos apoiadores do Brexit rejeitaram o acordo de May por causa do mecanismo “backstop“, que requer que o Reino Unido adote algumas das regras da UE indefinidamente, a não ser que um futuro acordo seja atingido para manter aberta a fronteira terrestre entre Irlanda do Norte e Irlanda.

Sob as leis em vigência atualmente, o Reino Unido deixará a União Europeia automaticamente no dia 31 de outubro mesmo sem acordo, a não ser que o Parlamento aprove algum antes disso, a UE ofereça uma extensão do prazo, ou o governo revogue sua decisão de deixar o bloco.

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Europa

Governo alemão alerta judeus contra uso do quipá

Ataques antissemitas aumentaram consideravelmente em todo o país, deixando a população em alerta

Da Redação, em 27 de maio de 2019
Reprodução

O comissário do governo alemão para o combate ao antissemitismo aconselhou judeus a não usar o quipá (peça do vestuário judeu) em público, devido a um recente aumento de ataques antissemitas no país. “Não posso recomendar aos judeus que usem o quipá todo o tempo e em qualquer lugar na Alemanha. Infelizmente preciso dizer isso”, afirmou o comissário, Felix Klein, em entrevista ao grupo de mídia Funke.

Klein afirmou que sua opinião sobre o assunto mudou devido a “uma crescente desinibição social e brutalização” na sociedade, que fizeram com que o antissemitismo aumentasse. “A internet e as redes sociais contribuíram fortemente para isso, mas também os constantes ataques contra a nossa cultura da memória”, afirmou.

O comissário sugeriu que policiais e funcionários públicos sejam treinados para lidar com o problema. Klein afirmou que há uma definição clara do que é antissemitismo e que esta deve ser ensinada em academias policiais, assim como a professores e juristas. De acordo com dados do Ministério do Interior, crimes antissemitas aumentaram quase 20% na Alemanha em 2018 em relação ao ano interior, com 1.799 ocorrências.

Klein destacou que 90% dos casos foram praticados por indivíduos que apoiam grupos de extrema direita. Após as declarações de Klein, representantes da comunidade judaica na Alemanha exigiram que o Estado garanta aos judeus uma vida sem medo. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, se disse “profundamente chocado” com a recomendação do comissário alemão.

“A responsabilidade pelo bem-estar, a liberdade e o direito ao exercício da religião por qualquer membro da comunidade judaica está nas mãos do governo alemão e de seus órgão para aplicação da lei”, afirmou. “Temores quando à segurança de judeus alemães são uma capitulação perante o antissemitismo e um reconhecimento de que os judeus novamente não estão seguros em solo alemão”, acrescentou. O presidente israelense disse que nunca se deve capitular perante o antissemitismo.

Neste domingo (26), o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Josef Schuster, denunciou um aumento das ameaças antissemitas no país, reforçando o alerta de Klein. “Há muito tempo é fato que, em grandes cidades, judeus estão potencialmente expostos a riscos, se forem identificados como judeus”, afirmou. “Eu não tendo a dramatizar, mas, no geral, a situação realmente piorou.”

Segundo Schuster, o debate desencadeado por Klein é bem-vindo, pois “está na hora” de toda a sociedade alemã combater o antissemitismo. A ministra alemã da Justiça, Katarina Barley, manifestou preocupação com a situação. “Os atos violentos cada vez mais frequentes contra judias e judeus são vergonhosos para o nosso país”, disse ao jornal Handelsblatt.

A ministra afirmou que movimentos de direita atacam a democracia na Alemanha e têm como alvo a convivência pacífica no país. Klein, cujo posto de comissário para o antissemitismo foi criado no ano passado, ressaltou que políticos e a sociedade precisam reconhecer os problemas que ele apontou e que o combate ao antissemitismo deve ser tarefa de todos.

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