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Justiça confirma processo contra Cristina Kirchner

Judiciário da Argentina abre processo por corrupção contra a ex-presidente do país, Cristina Kirchner

Da Redação, em 21 de dezembro de 2018
José Cruz/Agência Brasil

A Justiça da Argentina confirmou abertura de processo contra a ex-presidente da república e senadora Cristina Kirchner (2007-2017), de 65 anos, e vários de seus ex-assessores por associação ilícita e 27 fatos vinculados a suborno e corrupção. A ação determina pena de prisão preventiva para a ex-presidente, que é acusada de ser chefe de quadrilha. O destino de Cristina Kirchner, porém, está nas mãos do Senado, uma vez que ela tem mandato parlamentar e imunidade. Caberá ao Parlamento decidir se deve ser aberto um procedimento interno, permitindo a punição penal.

O assunto é destaque na imprensa argentina e manchete nos principais jornais do país, Clarín e La Nación.  O Tribunal de Apelações, da Sala I da Câmara Federal, também ratificou a acusação e a prisão preventiva do ex-ministro do Planejamento Julio De Vido; do ex-secretário de Obras Públicas José López e do ex-funcionário Roberto Baratta. Com essa decisão, o juiz Federal Claudio Bonadio terá condições de ratificar o pedido no Congresso Nacional de punição contra Cristina Kirchner.

Em setembro, a ex-presidente da Argentina afirmou, em um documento apresentado diante do juiz, que “nunca irão encontrar” algo que a envolva em crimes de corrupção, pois “jamais” se apoderou de dinheiro ilícito. “Podem continuar monitorando meus movimentos e os de minha família, escutar de maneira clandestina minhas conversas telefônicas e escavar toda a Patagônia argentina ou onde quiserem. Nunca vão encontrar nada que me envolva, pois jamais me apoderei de dinheiro ilícito”, diz o texto.

Cristina Kirchner responde a seis processos – a maioria por corrupção – e prestou depoimento em 18 de setembro em Buenos Aires por supostos crimes de lavagem de dinheiro no caso conhecido como Rota do Dinheiro K (de Kirchner). O depoimento ocorreu depois que o juiz encarregado da causa foi obrigado por uma Câmara superior a intimá-la, apesar de ter resistido a tal medida durante dois anos.

Com informações da Agência Brasil

 

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Alan García, ex-presidente do Peru, comete suicídio

Alan García recebeu ordem de prisão por estar envolvido em esquemas de corrupção e preferiu se matar a se entregar à Odebrecht

Da Redação, em 17 de abril de 2019
Ernesto Arias/EFE/Direitos reservados

O ex-presidente do Peru Alan García morreu hoje (17), depois de dar um tiro na cabeça ao receber ordem de prisão em sua casa, no bairro Miraflores, em Lima. Ele era acusado de corrupção em caso envolvendo a empresa brasileira Odebrecht. García foi levado com urgência ao Hospital Casimiro Ulloa, na capital peruana, mas não resistiu.

De acordo com informações médicas, o ex-presidente, 69 anos, teve três paradas cardíacas e foi reanimado. Ele deu entrada no hospital às 6h45, com perfurações de entrada e saída de bala no crânio. O presidente do Peru, Martín Vizcarra, lamentou no Twitter a morte de Alan García. “Consternado com a morte do ex-presidente. Envio minhas condolências à família e pessoas queridas”.

O ex-presidente do Peru Alan García tentou se matar na manhã de hoje (17) quando ia ser detido pela polícia em sua casa no bairro de Miraflores, em Lima. Ele é acusado de corrupção em caso envolvendo a Odebrecht.
Seu estado de saúde é grave, segundo a imprensa local. García foi levado com urgência ao Hospital Casimiro Ulloa, na capital peruana.

Estado grave

O ex-presidente estava internado e passou por cirurgia após dar um tiro na própria cabeça. Conforme comunicado da ministra da Saúde do Peru, Zulema Tomás, seu estado de saúde era muito grave. García decidiu se matar após a Justiça decretar a sua prisão preventiva, na manhã de hoje (17), por suposto envolvimento em casos de corrupção com a empresa brasileira Odebrecht.

De acordo com informações médicas, García, 69 anos, teve três paradas cardíacas e foi reanimado três vezes. Ele deu entrada no Hospital Casimiro Ulloa, às 6h45, com perfurações de entrada e saída de bala na cabeça. Está sendo operado desde as 7h10.

O ex presidente teria atirado na própria cabeça após a chegada de agentes da Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade, com uma ordem de prisão preventiva de 10 dias. Ele está envolvido em suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao caso Odebrecht, na construção da Linha 1 do Metrô de Lima.

Ordens de prisão

Outros dois políticos também receberam ordens de prisão hoje (17), Luis Nava, ex secretário geral da Presidência no governo Alan García, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da PetroPerú. Ontem (16), em sua conta no Twitter, García escreveu que “como em nenhum documento sou mencionado e nenhum indício nem me evidencia nem me alcança, só resta especulações ou que inventem intermediários. Jamais me vendi e está provado”.

García está sendo investigado pelo Ministério Público do Peru, e impedido de deixar do país. Ele vivia em Madri desde 2016 e, no ano passado, quando estava no Peru, recebeu a ordem de que não poderia deixar o país por 18 meses, para assegurar a sua presença no processo. Em dezembro do ano passado, García pediu asilo político ao Uruguai, alegando perseguição política, mas teve o pedido negado. À época, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez afirmou que o caso de García não era perseguição política e que, no Peru, “funcionam autônoma e livremente os três poderes do Estado, especialmente o Poder Judiciário”.

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Um terço do Brasil não sabe sobre crise na Venezuela

Entre os que se informaram a respeito, 54% são contra a intervenção militar na Venezuela

Da Redação, em 13 de abril de 2019
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

É um período preocupante e turbulento para a Venezuela neste momento, que vem piorando ao longo desses últimos anos. Porém, de acordo com o Datafolha, mesmo com tamanho foco dos jornais sobre a situação no país, 35% da população brasileira desconhece a atual crise no nosso vizinho. Dentro dos outros 65% cientes do que ocorre por lá, 54% são contra a intervenção militar brasileira contra o ditador Nicolás Maduro.

Uma intervenção desse nível só seria possível com a aprovação do Congresso Nacional, mesmo que o presidente Jair Bolsonaro venha a defender a ideia de que ele é o responsável por esta decisão. Já de acordo com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, a pressão internacional será suficiente para a queda do então ditador venezuelano, dispensando ações militares desnecessárias.

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