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Economia

Justiça Federal suspende acordo Embraer-Boeing

Acordo que selaria o destino da fábrica paulista de aviões Embraer toma novo rumo por intervenção da Justiça

Da Redação, em 20 de dezembro de 2018
Divulgação

O juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma liminar – decisão provisória – que suspende o acordo entre as empresas Embraer e a Boeing. A liminar foi concedida ontem e confirmada hoje (20) pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no interior de São Paulo, que é um dos autores do pedido, junto a outros sindicatos de trabalhadores da região onde a Embraer mantém fábricas.

No início do mês, o juiz já havia atendido a uma ação popular contra a negociação articulada por grupo de parlamentares do PT. A liminar foi derrubada dias depois pelo desembargador Souza Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Acordo sob ameaça

O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, no termo do mercado, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer, 20%. Caberia à Boeing, a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer.

Hoje o governo brasileiro tem uma participação qualificada na empresa, por meio daquilo que se denomina no mercado de golden share, uma ação especial que dá mais controle ao seu proprietário. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, por meio de nota, que “vai recorrer contra liminar da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo que determinou a suspensão das negociações entre as empresas Boeing e Embraer.”

Com informações da Agência Brasil
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Economia

Metade das famílias paulistanas estão endividadas

Pesquisa da FecomercioSP mostra que cerca de 50% das famílias na cidade de São Paulo estão endividadas

Da Redação, em 12 de fevereiro de 2019
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A proporção de famílias endividadas na capital paulista em janeiro chegou a 49,9% (ou 1,95 milhão de lares) segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).  A pesquisa é apurada mensalmente desde fevereiro de 2004. Foram entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

O resultado é 3,4 pontos percentuais menor do que o registrado no mesmo mês de 2018 – uma redução de 120 mil famílias. No ano passado, em janeiro, 53,3% das famílias estavam endividadas. 

“Algumas famílias estão tentando evitar comprometer as suas finanças com dívida. Houve uma melhora relativa neste primeiro mês em relação ao que foi visto ao longo do ano passado, quando as taxas de endividamento e inadimplência estavam ainda mais elevadas. No entanto, ainda há uma grande parcela com dificuldade de cumprir com os compromissos feitos”, destacou a entidade em nota.

A taxa de inadimplência – quando a família não consegue quitar até o vencimento a dívida adquirida – teve aumento de 0,9 ponto porcentual em relação a janeiro de 2018. Atualmente, são 731,8 mil lares com contas em  atraso. Também houve aumento no tempo médio de inadimplência, passando de 65,4 dias, em janeiro de 2018, para 66,5 dias em janeiro de 2019.

Os tipos de dívidas mais frequentes são o cartão de crédito, com 71% em janeiro (74,7% do mesmo mês do ano passado). Na segunda posição, os carnês, com 12,7%; financiamento de carro (12%); financiamento de casa (11,2%), e crédito pessoal (10,2%).

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Economia

Combustível barato trará mais voos para SP

São Paulo reduz alíquota do ICMS para querosene aéreo de 25% para 12%, para aumentar oferta de voos

Da Redação, em 06 de fevereiro de 2019
Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo paulista anunciou a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação em São Paulo. O percentual passará de 25% para 12%. Com a mudança, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões. A medida pretende diminuir o custo operacional das companhias aéreas. Participaram do anúncio representantes das companhias áreas Latam, Gol, Azul e Avianca.

Como contrapartida, o setor se comprometeu a criar, em até 180 dias, 490 decolagens semanais em 70 novos voos para 21 estados. Dos novos voos regulares, seis vão atender exclusivamente destinos em território paulista. Os novos destinos serão anunciados após estudos técnicos com participação do governo estadual.

A expectativa do governo é que a malha área e o fluxo de passageiros em São Paulo se ampliem não só na capital, mas em todas as regiões do estado. São Paulo concentra 44% do mercado de aviação civil do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Outra medida compensatória das companhias é a implementação do stopover, que é a possibilidade de que passageiros possam passar um tempo em uma cidade de conexão sem pagar um novo bilhete. As empresas do setor aéreo vão criar um fundo de R$ 40 milhões para custear um plano de marketing que incentivará a ampliação da permanência de visitantes em São Paulo por meio desse mecanismo, que é inédito no Brasil.

Um estudo da Secretaria de Turismo do Estado mostra que se 2,5% dos passageiros que passam pelos três maiores aeroportos de São Paulo fizerem a conexão com o “stopover”, um total de R$ 6,9 bilhões serão injetados na economia do estado. A estimativa é que sejam gerados 59 mil empregos nos próximos 18 meses a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.

De acordo com o Ministério do Turismo, das 27 unidades da federação, 18 praticam alíquota de até 12% no ICMS sobre o combustível de aviação. O corte da alíquota em São Paulo foi uma reivindicação das companhias aéreas. Segundo dados do setor, o preço do combustível representa em torno de 40% do custo operacional total das empresas.

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