Siga-nos

Economia

Metade das famílias paulistanas estão endividadas

Pesquisa da FecomercioSP mostra que cerca de 50% das famílias na cidade de São Paulo estão endividadas

Da Redação, em 12 de fevereiro de 2019
Freeimages

A proporção de famílias endividadas na capital paulista em janeiro chegou a 49,9% (ou 1,95 milhão de lares) segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).  A pesquisa é apurada mensalmente desde fevereiro de 2004. Foram entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

O resultado é 3,4 pontos percentuais menor do que o registrado no mesmo mês de 2018 – uma redução de 120 mil famílias. No ano passado, em janeiro, 53,3% das famílias estavam endividadas. 

“Algumas famílias estão tentando evitar comprometer as suas finanças com dívida. Houve uma melhora relativa neste primeiro mês em relação ao que foi visto ao longo do ano passado, quando as taxas de endividamento e inadimplência estavam ainda mais elevadas. No entanto, ainda há uma grande parcela com dificuldade de cumprir com os compromissos feitos”, destacou a entidade em nota.

A taxa de inadimplência – quando a família não consegue quitar até o vencimento a dívida adquirida – teve aumento de 0,9 ponto porcentual em relação a janeiro de 2018. Atualmente, são 731,8 mil lares com contas em  atraso. Também houve aumento no tempo médio de inadimplência, passando de 65,4 dias, em janeiro de 2018, para 66,5 dias em janeiro de 2019.

Os tipos de dívidas mais frequentes são o cartão de crédito, com 71% em janeiro (74,7% do mesmo mês do ano passado). Na segunda posição, os carnês, com 12,7%; financiamento de carro (12%); financiamento de casa (11,2%), e crédito pessoal (10,2%).

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Economia

Senado aprova novo presidente do Banco Central

Em sessão especial, os senadores também aprovaram novos diretores do Banco Central e da Câmara de Valores Mobiliários

Da Redação, em 26 de fevereiro de 2019
Divulgação/Banco Central

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). Os senadores também aprovaram as indicações de dois novos diretores do BC e de uma nova diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Todos os indicados foram aprovados por 26 votos a favor e nenhum contra. “Isso demonstra claramente a confiança de todos os senadores dessa comissão em relação ao trabalho que os senhores vão realizar”, disse o presidente da CAE, senador Omar Aziz (PSD-AM). Ao proclamar o resultado da votação, ele lembrou que a comissão convidará Campos Neto daqui a seis meses para debater a situação da economia brasileira.

Os nomes foram aprovados depois de uma sabatina que durou pouco mais de quatro horas. Agora eles precisam ser votados pelo Plenário do Senado. Além Campos Neto, foram sabatinados Bruno Serra Fernandes, indicado para a Diretoria de Política Monetária; João Manoel Pinho de Mello, para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, e Flávia Martins Sant’Anna Perlingeiro, para a Diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Continue Lendo

Economia

Combustível barato trará mais voos para SP

São Paulo reduz alíquota do ICMS para querosene aéreo de 25% para 12%, para aumentar oferta de voos

Da Redação, em 06 de fevereiro de 2019
Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo paulista anunciou a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível de aviação em São Paulo. O percentual passará de 25% para 12%. Com a mudança, a arrecadação prevista para 2019 sobre a comercialização de querosene aéreo cairá de R$ 627 milhões para R$ 422 milhões. A medida pretende diminuir o custo operacional das companhias aéreas. Participaram do anúncio representantes das companhias áreas Latam, Gol, Azul e Avianca.

Como contrapartida, o setor se comprometeu a criar, em até 180 dias, 490 decolagens semanais em 70 novos voos para 21 estados. Dos novos voos regulares, seis vão atender exclusivamente destinos em território paulista. Os novos destinos serão anunciados após estudos técnicos com participação do governo estadual.

A expectativa do governo é que a malha área e o fluxo de passageiros em São Paulo se ampliem não só na capital, mas em todas as regiões do estado. São Paulo concentra 44% do mercado de aviação civil do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Outra medida compensatória das companhias é a implementação do stopover, que é a possibilidade de que passageiros possam passar um tempo em uma cidade de conexão sem pagar um novo bilhete. As empresas do setor aéreo vão criar um fundo de R$ 40 milhões para custear um plano de marketing que incentivará a ampliação da permanência de visitantes em São Paulo por meio desse mecanismo, que é inédito no Brasil.

Um estudo da Secretaria de Turismo do Estado mostra que se 2,5% dos passageiros que passam pelos três maiores aeroportos de São Paulo fizerem a conexão com o “stopover”, um total de R$ 6,9 bilhões serão injetados na economia do estado. A estimativa é que sejam gerados 59 mil empregos nos próximos 18 meses a partir da desoneração, com previsão de R$ 1,4 bilhão em salários anualmente.

De acordo com o Ministério do Turismo, das 27 unidades da federação, 18 praticam alíquota de até 12% no ICMS sobre o combustível de aviação. O corte da alíquota em São Paulo foi uma reivindicação das companhias aéreas. Segundo dados do setor, o preço do combustível representa em torno de 40% do custo operacional total das empresas.

Continue Lendo

Destaques