Siga-nos

Sociedade

Movimento paulista pela segurança no trânsito

Número de vítimas em acidentes de trânsito em São Paulo diminuiu 14,1% na comparação com ano passado

Da Redação, em 20 de junho de 2018

O número de vítimas em acidentes de trânsito no território de São Paulo diminuiu 14,1% em maio deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados 445 óbitos neste mês. No acumulado do ano, a redução é de 7,9%, com 2.087 fatalidades em 2018 contra 2.267 no ano passado.

Os dados foram divulgados pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, programa do governo paulista que visa reduzir pela metade o número de óbitos. Com 28,4 milhões de veículos, o estado tem a maior frota do país, representando 28,9% do total nacional. Somente na cidade de São Paulo são 8,1 milhões.

De acordo com levantamento do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga SP), nos primeiros cinco meses deste ano 1.157 pessoas foram vítimas de acidentes de trânsito entre 18h e 6h, o que equivale a 55% do total (2.087). Colisões entre veículos correspondem a 37,5% dos acidentes, enquanto os atropelamentos somam 28,7%. Choques contra objetos fixos equivalem a 15,1% dos casos e outros tipos de acidente somam 12,3%.

Trânsito mais seguro em São Paulo

Em maio, os motociclistas lideraram as estatísticas e corresponderam a 35,2% das vítimas (157 fatalidades), seguido por pedestres (27,6%), ocupantes de automóveis (22,9%) e ciclistas (9,6%). A maior parte dos acidentes ocorre à noite, nas madrugadas (54,3%) e nos finais de semana (37,8%). Jovens com idades entre 18 e 29 anos correspondem a 28,3% das vítimas (126 ocorrências) e os homens representam 82,3% dos casos.

“As ações promovidas pelo Movimento Paulista, em parceria com municípios, iniciativa privada e departamentos do governo de São Paulo, buscam conscientizar este público. Um exemplo foi a realização, em maio, da segunda edição do projeto para motociclistas, que une educação e fiscalização, e tem como objetivo mobilizar os municípios a difundir, junto a esse público, a pilotagem defensiva e segura e o espírito de cidadania”, disse o diretor técnico do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Evandro Vale.

Usuários de moto somaram 157 vítimas em maio, mas com redução de 5,4% na comparação com 2017 (166 casos). Já 123 fatalidades vitimaram pedestres, redução de 14% (143 óbitos), seguido por ocupantes de automóveis, com 102 vítimas (-25,5%, 137 casos). Os ciclistas fazem parte do único grupo que apresentou aumento no mês. Foram 43 fatalidades em maio, contra 32 no ano passado, aumento de 34,4%.

Com informações da Agência Brasil
Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

Continue Lendo

Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

Continue Lendo

Destaques