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Oriente Médio

Navios petroleiros árabes sabotados em ataque

Ataque ocorreu na costa dos Emirados Árabes Unidos

Da Redação, em 13 de maio de 2019
Divulgação

A Arábia Saudita afirmou que dois navios petroleiros de bandeira saudita foram alvos de “ataques de sabotagem” enquanto navegavam próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos. Riad condenou o ocorrido como uma tentativa de minar a segurança do abastecimento internacional de petróleo bruto.

Os Emirados confirmaram neste domingo que quatro navios comerciais foram alvos de sabotagem ao navegarem próximo ao emirado de Fujeira, um dos maiores centros de abastecimento de petroleiros em todo o mundo, localizado na parte externa do estreito de Ormuz. O incidente ocorreu após os Estados Unidos advertirem que “o Irã ou os seus representantes” poderiam ter como alvo o tráfego marítimo na região, o que fez com que Washington enviasse um porta-aviões e bombardeiros à região do Golfo Pérsico.

As autoridades dos Emirados Árabes não atribuíram responsabilidade a nenhum grupo ou país, mas alertaram que “realizar ataques de sabotagem em navios civis e comerciais e ameaçar a segurança e as vidas dos que estão a bordo é um acontecimento grave”. Após os ataques, o preço do petróleo bruto nos mercados mundiais chegou a aumentar em 1,1%, com o barril chegando a custar 71,77 dólares.

O ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, disse em nota que os ataques não deixaram vítimas nem resultaram em derramamentos, mas causaram danos significativos nas estruturas dos navios. A associação independente de proprietários de petroleiros Intertanko afirma que, segundo imagens às quais o grupo teve acesso, “ao menos dois navios possuem rombos nas laterais devido ao impacto de armamentos”.

O ministério do Exterior dos Emirados Árabes Unidos confirmou que não houve vítimas e disse que as operações no porto de Fujeira continuam normalmente. O órgão afirma que foi aberta uma investigação em cooperação com autoridades internacionais e pediu às grandes potências mundiais que ajam para impedir ataques à segurança marítima internacional.

O estreito de Ormuz, que liga os Estados do Golfo Pérsico ao Irã, é uma das principais rotas mundiais do transporte de gás e petróleo. Além do aumento da presença militar americana na região, o atual acirramento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos envolve a reimposição de sanções a Teerã por parte de Washington.

As tensões se agravaram após Teerã anunciar, na semana passada, que deixará de cumprir algumas das medidas previstas no acordo nuclear de 2015, do qual Washington anunciou sua retirada no ano passado, mas ainda fazem parte Irã, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha. Pouco depois do anúncio de Teerã, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou uma nova leva de sanções contra o Irã.

O Ministério iraniano do Exterior disse que os ataques de sabotagem em Fujeira são “preocupantes e abomináveis” e pediu a abertura de investigações, alertando contra agentes estrangeiros de países terceiros que teriam o objetivo de prejudicar a segurança regional.

O Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cancelou uma visita a Moscou para tomar parte em conversações com autoridades europeias sobre o Irã em Bruxelas nesta segunda-feira. Ele se reunirá com representantes da Alemanha, França e Reino Unido para discutir “questões urgentes”, segundo afirma um comunicado do Departamento de Estado dos EUA.

Como resposta às supostas ameaças iranianas, os EUA vêm reforçando sua presença militar no Oriente Médio, inclusive com o envio de bombardeios B-52 e de um porta-aviões. Na sexta-feira, o Pentágono anunciou que enviará ainda um navio de assalto anfíbio e uma bateria de mísseis Patriot para reforçar a segurança na região.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, tradicionais aliados muçulmanos sunitas, apoiam as sanções americanas contra o Irã, seu adversário comum. No passado, Teerã chegou a ameaçar o fechamento do estreito de Ormuz no caso de um confronto militar com os Estados Unidos.

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Oriente Médio

Irã anuncia retirada parcial do país de acordo nuclear

Ato é visto como resposta ao governo americano, que abandonou o pacto ano passado

Da Redação, em 08 de maio de 2019
Televisão Nacional Iraniana

Em resposta à saída dos Estados Unidos do pacto nuclear em 2018, o Irã anunciou que vai se retirar parcialmente do acordo para conter seu programa nuclear. Segundo o presidente, Hassan Rouhani, o país iniciará o alto enriquecimento de urânio, caso um novo acordo não seja alcançado nos próximos dois meses.

A medida ocorre em meio a crescentes tensões internacionais. Há um ano, os Estados Unidos anunciaram que iriam se retirar do acordo de 2015. Observadores dizem que quaisquer ações que diminuam o acordo dificultariam sua manutenção. Através de cartas aos embaixadores da China, Alemanha, União Europeia e França, o Irã exigiu que fosse retirada a suspensão de obstáculos às transações com o sistema bancário e à venda de petróleo iraniano, dentro de um prazo de 60 dias. Caso contrário, o presidente concluirá a retirada total do país do pacto nuclear e passará a não mais respeitar as restrições impostas sobre o enriquecimento de urânio.

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Oriente Médio

Israel bombardeia Hamas após Gaza lançar balões incendiários

Aviação israelense bombardeou o movimento terrorista Hamas, após estes lançarem globos incendiários em Israel

Da Redação, em 18 de junho de 2018
Reprodução/YouTube

A aviação israelense bombardeou nesta segunda-feira uma posição do movimento terrosita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, após o lançamento de globos incendiários do enclave em direção ao território israelense.”Um avião do Exército atingiu uma infraestrutura que pertence à organização terrorista Hamas no sul da Faixa de Gaza, depois que um grupo de terroristas lançou balões incendiários perto do território israelense”, segundo um comunicado militar.

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Liberman, advertiu hoje que Israel não permitirá que Gaza continue lançando artefatos incendiários, que nos últimos meses causaram centenas de incêndios em Israel. “Se alguém pensa que será possível continuar com as pipas e os incêndios diários, está errado”, declarou Liberman.

O Exército tinha lançado nas últimas semanas disparos de advertência perto dos grupos que preparam pipas e balões com artefatos e objetos incendiários, e destruiu com um bombardeio o carro de um palestino considerado líder deste movimento. “Nos últimos dias, o Exército advertiu em inúmeras ocasiões contra esses lançamentos. São atos terroristas que põem em perigo os residentes do sul de Israel”, apontou.

Hoje um palestino morreu por conta dos ferimentos causados por fogo israelense no protesto de 8 de junho em Gaza, e outro palestino morreu em uma explosão no muro de separação com Israel quando um grupo se aproximou da fronteira. Segundo o Exército, este grupo de cinco terroristas tentaram sabotar uma estrutura de segurança no muro na região norte de Gaza.

Além disso, nesta madrugada Israel disparou contra nove posições do Hamas no norte como resposta ao primeiro ataque com projéteis lançado desde a Faixa em mais de duas semanas, que rompe o cessar-fogo implícito alcançado em 29 de maio, quando as milícias lançaram quase mais de 20 de bombas contra Israel.

Desde o início dos protestos da denominada Grande Marcha do Retorno, em 30 de março, 130 palestinos morreram por fogo de soldados israelenses nas mobilizações e incidentes violentos na fronteira e foram lançados centenas de artefatos incendiários, que causaram graves danos em território israelense.

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