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País

Novas estações de metrô têm entrega adiada de novo

Problemas na execução das obras atrasam a entrega das novas estações da Linha 5-Lilás do metrô paulistano

Da Redação, em 16 de novembro de 2017
Divulgação/Metrô de São Paulo
Segundo comentaram ao Pátria Paulista funcionários da Secretaria de Transportes Metropolitanos, problemas na execução de obras entre as futuras Estações Eucaliptos e Moema, bem como disputas administrativas entre empresas que farão o acabamento das Estações Santa Cruz (ligação com a Linha 1-Azul) e Chácara Klabin (ligação com a Linha 2-Verde), farão com que seja adiada por pelo menos quatro meses a entrega de novas estações da Linha 5-Lilás do metrô da cidade de São Paulo. A previsão anterior era que as novas estações pudessem ser abertas ao público já em dezembro.

Segundo a secretaria, há sete estações em obras na Linha 5-Lilás, nas quais 4,3 mil funcionários trabalham nos retoques finais. O novo cronograma de entrega das novas estações dessa linha ficou, portanto, assim: em janeiro a Estação Eucaliptos; em fevereiro, Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo; em abril as duas integrações com as estações já em operação, Santa Cruz e Chácara Klabin; e em dezembro, a estação Campo Belo. Anteriormente, as estações estavam previstas para dezembro, exceto a Estação Campo Belo, que ficaria para 2018.

Trata-se de mais um adiamento no cronograma das estações, prometidas originalmente para entrega no ano de 2014. Mas obras suspensas por suspeitas de ação de cartéis e acusações de favorecimento para algumas empresas no fornecimento dos trens atrasaram a conclusão das estações a tempo. Por conta das investigações nas empresas participantes do consórcio que construiria as novas instalações do metrô, o cronograma de entrega já tinha sido alterado para 2015 pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A lentidão da justiça brasileira, o vai-e-vem das investigações, greves e ameaças de interrupção das obras levaram o governo paulista a postergar a data de abertura das novas estações para 2016, 2017, e agora ficaram para 2018. Numa tentativa de acelerar as obras e fazer valer o acordado em contrato, o governo estadual multou o consórcio responsável pela construção das estações em R$ 4,6 milhões no ano passado.

Outro motivo de dor-de-cabeça para a secretaria tem sido a indefinição sobre a concessão do monotrilho da Linha 17-Ouro à iniciativa privada. O edital foi suspenso por ordem do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que atendeu a pedido da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa. Com esse hiato, o monotrilho pode ficar totalmente operacional apenas em 2019 – uma lástima, numa metrópole tão necessitada de transporte coletivo rápido e de qualidade, como nossa capital.

  • As novas estações da Linha 5-Lilás serão entregues só no ano que vem (fotos - divulgação/Metrô de SP)

  • Problemas diversos nas obras atrasaram a entrega das estações em mais de 3 anos

  • Em outras estações o momento é o de instalar equipamentos de apoio.

  • As obras em muitas estações estão em estágio avançado, com vidros e detalhes já postos

  • A parte interna das estações estão recebendo o acabamento final

  • A sinalização visual das estações começa a ser afixada para conforto do público

  • O design moderno das estações da Linha 5-Lilás chama a atenção

  • Em algumas estações ainda há muito o que fazer.

  • Agora é esperar para ver se até o ano que vem teremos as novas estações entregues

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Sociedade

Milhões de mulheres não vão ao ginecologista

Pesquisa mostra que mais de 15% das mulheres paulistas não costumam ir a um ginecologista com a frequência necessária

Da Redação, em 15 de fevereiro de 2019
Freeimages

Pelo menos1,6 milhões de paulistas não costumam ir ao ginecologista-obstetra, cerca de 800 mil nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 2,2 milhões não passam por consulta há mais de um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Segundo a pesquisa, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o território paulista.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. Em seguida, mencionam clínica geral e cardiologia.

Porta de entrada para a saúde

“Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista”, explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez paulistas costumam ir ao ginecologista – principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.
Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%).

“Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos”, ressaltou Fernandes.

Entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’.

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País

Marcola e demais líderes do PCC fora de São Paulo

Governo de São Paulo transferiu 22 líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para penitenciárias federais

Da Redação, em 13 de fevereiro de 2019
Reprodução/Twitter

O governo de São Paulo transferiu 22 presos para penitenciárias federais. Segundo o governo, todos são líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os detentos estavam no presídio de Presidente Venceslau, no interior do estado. Entre os transferidos, está Marcos Hebas Camacho, o Marcola, considerado o principal líder da organização criminosa.

No pedido formulado à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo (MP), os promotores argumentam que investigações apontam para a existência de planos para tentar libertar Marcola. “Os alvos da ação já teriam gasto dezenas de milhões de dólares nesse plano, investindo fortemente em logística, compra de veículos blindados, aeronaves, material bélico, armamento de guerra e treinamento de pessoal”, afirma o documento.

O resgate estaria sendo planejado, de acordo com o MP, por Gilberto Aparecido dos Santos, um aliado de Marcola conhecido como Fuminho. Gilberto fugiu da Casa de Detenção de São Paulo em 1999 e, segundo as investigações, está atualmente estabelecido na Bolívia, de onde envia armas e drogas para o Brasil e outras partes do mundo.

Os promotores argumentam ainda que a transferência dos líderes do PCC vai dificultar a articulação do grupo criminoso. “O afastamento e isolamento inédito da liderança da facção de suas bases criminosas e de seus faccionados comandados, e portanto, de sua “zona de conforto”, dificultando assim que as ordens cheguem a outros faccionados”, diz o pedido.

Em novembro do ano passado, a Justiça havia autorizado, a pedido do Ministério Público, a transferência, de outros cinco líderes do PCC para presídios de segurança máxima federais.

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