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Sociedade

Parte das universidades públicas paulistas encerra greve

Unesp suspende greve após aumento de 1,5% – Unicamp e USP mantém paralisação, com prejuízo dos alunos

Da Redação, em 23 de junho de 2018
Reprodução/YouTube

A maioria dos professores e servidores das três universidades públicas paulistas decidiu encerrar a greve mantida desde maio pela campanha salarial. Eles querem agora avançar na pauta específica de cada instituição que é negociada diretamente com as reitorias.

Na negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), na qual foi discutida a pauta unificada, com pedido de reajuste de 12,6%, foi mantido o índice de 1,5%. Uma reunião técnica para avaliar o orçamento das universidades foi marcada para o dia 23 de julho.

Na Universidade de São Paulo (USP), servidores permanecem parados, mas professores já retomaram as atividades. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), professores e servidores suspenderam o movimento paredista. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), servidores se mantêm em greve e professores fazem assembleia na terça-feira (26) para avaliar a adesão.

USP em greve, como sempre

Os professores da USP decidiram encerrar a greve na semana passada. Na avaliação da segunda vice-presidente da Adusp, professora Michele Schultz Ramos, a greve trouxe “ganhos modestos, mas importantes”. Ela lembrou, em nota da entidade, que a campanha salarial se iniciou com a perspectiva de zero por cento de aumento e conquistou um reajuste (1,5%) que repôs a inflação. Ela também considerou um avanço a proposta de revisão dos percentuais no segundo semestre.

Nesta quinta-feira (16), o reitor Vahan Agopyan se reuniu com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) para discutir a pauta específica da categoria. Magno de Carvalho, diretor do sindicato, destacou, entre as propostas, o reajuste do vale-alimentação, a devolução de salários descontados da greve de 2016 e contratação de mais funcionários para o Hospital Universitário. Os servidores estão em greve desde 8 de junho.

De acordo com a assessoria de imprensa da USP, a paralisação não alterou as atividades acadêmicas e administrativas de nenhuma área. Carvalho, no entanto, garante que houve grande adesão das unidades do interior do estado, como Ribeirão Preto, Pirassununga e Piracicaba, além da recente parada dos servidores do Hospital Universitário.

Unicamp em greve simbólica

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os servidores também se mantêm paralisados. Na pauta específica a ser discutida com a reitoria da instituição, é pedida a concessão de uma referência para todos os trabalhadores, com prioridade para os que estão no início da carreira; reposição da inflação no auxílio-alimentação; auxílio nutrição para os aposentados; e diminuição do preço do transporte fretado para servidores que moram em outras cidades. A próxima assembleia será na segunda-feira pela manhã (25) e à tarde haverá negociação com a reitoria. Na Unicamp, os professores ainda não paralisaram as atividades, tendo sido aprovado o estado de greve. Uma assembleia na próxima terça-feira (26) vai decidir os rumos do movimento.

Unesp suspende greve

Os servidores da Unesp decidiram suspender a greve e iniciar o debate da pauta específica com a reitoria. Entre os pontos de reivindicação estão a equiparação dos salários das três universidades; reajuste do vale-alimentação para R$ 1,1 mil; implantação do vale-refeição no valor de R$ 40 por dia; além de temas como paridade nos órgãos colegiados e transparência da gestão da universidade. A negociação está marcada para o próximo dia 28.

A greve de professores também foi encerrada na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em nota, a Associação de Docentes da Unesp (Adunesp) disse que a categoria continua mobilizada e que cobrará a realização imediata de reuniões para negociação da pauta específica da categoria com a reitoria da instituição.

Com informações da Agência Brasil
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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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