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Sociedade

Patinetes ainda circulam pela capital paulista

Mesmo depois das apreensões realizadas em massa, empresas continuam a disponibilizar os patinetes

Da Redação, em 01 de junho de 2019
EBC

As empresas que oferecem o serviço de aluguel de patinetes elétricos na capital paulista informaram que vão continuar operando na cidade. As marcas informaram, no entanto, que não pretendem fazer o credenciamento exigido pela prefeitura. O registro passou a ser exigido a partir de decreto municipal publicado no último dia 14 de maio e que passou a valer recentemente.

“O decreto é inconstitucional e ilegal, portanto, não podemos corroborar com as suas condições”, afirmou a Grow, holding que controla as empresas Grin e a Yellow. Segundo o comunicado, as empresas forneceram toda a documentação necessária ao participar do chamamento público feito pela prefeitura para que as companhias demonstrassem interesse de operar o serviço na cidade.

Em ação de fiscalização realizada ontem, a Prefeitura de São Paulo apreendeu 557 patinetes. De acordo com a administração municipal, o recolhimento foi feito devido à falta de registro das empresas, exigido no decreto que regulamenta o serviço. As companhias estão ainda sujeitas a uma multa de R$ 20 mil.

Além do credenciamento, o decreto determina o uso de capacete, proíbe a circulação sobre as calçadas e estipula 20km/h como velocidade máxima para trafegar com os veículos. As empresas também ficaram obrigadas a repassar para a prefeitura dados sobre acidentes e informações sobre usuários suspeitos de envolvimento em crimes.

A Grow classificou a ação da prefeitura como “ilegal e truculenta”. Segundo o comunicado, as empresas operam dentro da regulamentação federal do Conselho Nacional de Trânsito. A holding disse ainda que vai questionar o decreto judicialmente. As empresas informaram terem tido uma queda de 25% no uso do serviço de alugueis após a operação de ontem.

Regulamentação

Para o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho, a regulamentação deveria ter sido feita após estudos mais aprofundados sobre o tema. “Fazer uma resolução dentro de um gabinete, muitas vezes sem um respaldo técnico, é muito complicado”, enfatizou. De acordo com a prefeitura, a regulamentação ainda é provisória. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses junto com as 11 empresas que responderam ao chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

Em nota divulgada ontem, a administração municipal afirmou que “publicou regras para a atuação das empresas com o objetivo de promover a segurança de todos (pedestres, usuários, ciclistas e motoristas) e o uso adequado dos equipamentos de mobilidade individual, importantes meios de transporte”. Ramalho, no entanto, disse que o principal problema é uma falta de educação para o trânsito. Na opinião dele, o tema deveria ser trabalhado nas escolas.

“Se você avaliar a periculosidade do patinete a 6 km/h, ela passa por uma questão de educação, não por uma questão de regulamentação para resolver o caso. Não é o Estado apreendendo 500 patinetes que vai resolver”, disse. Além disso, o presidente da organização não governamental acredita que as empresas também deveriam oferecer mais orientação para o uso de tecnologias novas, como os patinetes elétricos. “Hoje, o cara vai lá, passa o cartão e sai andando. Aí, coloca em risco a sociedade”, ressaltou.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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