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Música

Pequeno Cidadão resgata inteligência na música infantil

Grandes nomes do rock paulista se juntam para criar músicas para crianças, e o resultado é espetacular

Da Redação, em 20 de fevereiro de 2018

Quando grandes nomes do Rock paulista, hoje respeitáveis pais de família, se reúnem para tocar um projeto musical com seus filhos, o resultado não poderia ser menos do que espetacular. Acompanhados de seus rebentos, Edgard Scandurra (Ira!), Arnaldo Antunes (Titãs) , Taciana Barros (Gang 90), auxiliados pelo compositor de trilhas sonoras para filmes Antônio Pinto dão um show com o projeto Pequeno Cidadão.

As origens deste marcante projeto não poderiam ser mais corriqueiras: com encontros frequentes dos pais músicos em festas, visto que seus filhos estudavam na mesma escola, canções infantis com conteúdo, divertidas mas ao mesmo tempo, inteligentes na letra e nos arranjos, começaram a tomar forma meio que naturalmente. Em certo momento, já com um repertório pronto, o grupo nasceu, e nos brinda com uma de suas melhores canções: ‘O Sol e a Lua’.

O mais legal é que os filhos dos músicos participam dos vocais, cantando junto com seus pais. O projeto Pequeno tem 14 músicas – todas brincando com dilemas e problemas que os ‘pequenos cidadãos’ (as crianças) tem. Canções infantis divertidas sobre o drama quase existencial na hora de largar a chupeta, sobre o eterno dilema ‘obrigação versus diversão’, e até mesmo uma tocante (e melancólica) história de amor, como a do Sol pela Lua. Um projeto excelente, que resgata a inteligência num gênero musical que costuma subestimar seus ouvintes mirins.

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Música

‘Pobre Paulista’ – um clássico mal-compreendido?

Da Redação, em 16 de fevereiro de 2018

Os anos 80 foram marcados pela explosão de Rock em todo o país. Dentre tantas bandas, algumas se sobressaíram e resistiram ao passar dos anos. Uma dessas bandas foi, com certeza, o Ira!  – assim mesmo, com ponto de exclamação, já indicando a que veio esse grupo de jovens paulistas que brindaram o público com sucessos inesquecíveis como “Envelheço Na Cidade”, “Flores em Você”, “Dias de Luta” e “Gritos na Multidão”. Todas essas canções, verdadeiros clássicos do Rock de São Paulo, podiam ser encontradas no inspirado álbum ‘Vivendo e Não Aprendendo’, lançado em 1986.

A essa sucessão de baladas deslumbrantes e, ao mesmo tempo, musicalmente densas e chamativas, encontra-se aquela que é, ao mesmo tempo, considerada uma das melhores músicas do grupo e objeto de certa polêmica. Trata-se da canção ‘Pobre Paulista’.

Essa música, uma das mais requisitadas pelo público nos primeiros anos da banda, é uma espécie de hino punk paulista. Ela começa suave, mas vai num crescente seguro, conduzido pelo vocalista Nasi, até chegar a uma verdadeira apoteose sonora com seu refrão, que era sempre entoado por uma multidão delirante nos shows da banda.

“Pobre Paulista” tem uma musicalidade intensa, uma mensagem forte e, por isso mesmo, não muito palatável para os mais sensíveis – ou seja, é um ‘clássico do punk’ legítimo, até pela reações que ainda hoje gera, contra e a favor. Aqueles que se sentem ofendidos pela verdadeira torrente de paulistude da letra levantam os dedos em acusação quando a terceira estrofe vem à tona: “Não quero ver mais essa gente feia, não quero ver mais os ignorantes, eu quero ver gente da minha terra, eu quero ver gente do meu sangue”.

É justamente aí que as acusações de que o grupo cantava uma canção ‘racista’ aparecem. Alguns veem nesse trecho ofensas a migrantes brasileiros que pululam as ruas de muitas cidades paulistas. Edgard Scandurra, o autor da letra e guitarrista do grupo, negou inúmeras vezes que ‘Pobre Paulista’ tivesse um caráter racista. Ele dizia ser ‘um grito juvenil contra aqueles que oprimiam a população paulista’, visto que a canção fora composta quando este tinha apenas 17 anos.

Tudo mudou, porém, quando o Ira! participou de um show acústico no canal de música MTV, no ano de 2004. Segundo o vocalista Nasi, nesse dia Scandurra teria admitido que a letra de ‘Pobre Paulista’ continha sentimentos discriminatórios contra a leva de migrantes brasileiros no território paulista. Desde então, Nasi não canta mais esta canção nos shows que eventualmente faz.

Entretanto a suposta ‘confissão’ de Scandurra veio num momento em que o Ira! se desfazia, de maneira não muito tranquila. O que pareceu para muitos o fim da banda acabou coroado pela polêmica sobre ‘Pobre Paulista’. Mas o fato é que essa canção venceu o tempo, os conflitos entre os integrantes da banda, e mesmo o falatório contrário, e consolidou-se como uma das mais emblemáticas músicas paulistas. ‘Pobre Paulista’ é um clássico de São Paulo, (muitos) gostem ou (alguns) não.

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Música

Baranga, hard rock paulista de qualidade

Mergulhando no cenário musical paulista, veja um clip da banda, um dos expoentes do heavy metal em São Paulo

Da Redação, em 11 de janeiro de 2018
Reprodução/YouTube

O Pátria Paulista tem como um de seus objetivos divulgar a cultura paulista, em todas as suas formas. E dentro dessa proposta, nosso portal vai começar a divulgar bandas, dos mais diversos ritmos, que celebram musicalmente a paulistude, esse sentimento de ser paulista, e gostar de tudo que é paulista.

Vamos começar pelo cenário musical paulista – e nessa área, São Paulo tem presença firme no heavy metal. O Baranga, por exemplo, é uma banda paulista de hard rock e heavy metal formada em 2000 por Xande, Deca, Ricardo e Paulão. Seu som, forte e vigoroso, teve influência de bandas como AC/DC – tanto que a banda até abriu um show do grupo Motörhead em 2009.

O nome da banda – Baranga – não tem nenhum significado especial, foi apenas uma escolha de última hora, uma vez que o grupo já estava com shows marcados mas ainda não tinha um nome. E a própria postura na hora de escolher o nome do grupo dá a tônica da banda, que toca um rock n’ roll pesado, profissional, mas que soa no palco como eternos adolescentes apenas se divertindo ao tocar, e é essa autenticidade que atrai seus muitos fãs dentro e fora do circuito de heavy metal 100% paulista.

O Pátria Paulista separou um dos sucessos da banda, a música ‘Piratas do Tietê’, de 2009, como boa representante da paulistude da banda, que mostra, em seu clip, nossa capital como ela é – caótica, superpopulosa, mas ao mesmo tempo, forte, imponente e linda, a sua maneira.

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