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Sociedade

Polícia finaliza inquérito sobre atiradores de Suzano

Após 80 dias de investigações, a Polícia Civil encerrou o inquérito sobre o massacre na Escola Estadual Raul Brasil

Da Redação, em 05 de junho de 2019
Foto: UESLEI MARCELINO

No dia 13 de março, dois ex-alunos da escola (um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25) entraram armados e encapuzados no local. Eles mataram duas funionárias da escola, cinco alunos e se mataram em seguida. Horas antes do massacre, ambos também mataram um comerciante que era tio de um deles. Onze pessoas ficaram feridas

Em coletiva realizada para apresentar o resultado do inquérito, o delegado Alexandre Dias disse que o crime foi organizado pelo atirador menor de idade. “O crime foi organizado em 2015 pelo [atirador] menor [de idade], autor direto dos crimes, junto com o outro menor, que foi o autor intelectual. Isso ocorreu em 2015, 2016, até que o autor intelectual teve um pequeno desligamento de contato com o autor direto dos fatos. E surgiu um terceiro indivíduo, maior de idade [que participou do massacre]”, explicou o delegado.

“Os três – e isso está comprovado nos autos – passaram a falar sobre o crime, sedimentar como seria o crime, nos mesmos moldes de Columbine [nos Estados Unidos]. O desejo deles era superar o que aconteceu no crime ocorrido em 1999, [em uma escola] em Columbine”, disse o delegado. “A partir de meados de 2018, eles passaram a ideia para o plano concreto, ou seja, passaram à aquisição de objetos, da arma e de munições para a execução do crime”, disse.

De acordo com o delegado, a arma utilizada no crime foi obtida com um mecânico, denunciado hoje pelo Ministério Público, que intermediou a negociação com uma segunda pessoa. A arma, um revólver calibre 38 com numeração suprimida, foi comprada por R$ 2,5 mil. Outras duas pessoas, também denunciadas, venderam munições aos atiradores.

Autor intelectual

Um outro procedimento, que corre em segredo de Justiça, apura a participação do autor intelectual no crime. Em maio, o Tribunal de Justiça acatou uma denúncia do Ministério Público e determinou que ele continue apreendido na Fundação Casa por tempo indeterminado. Segundo o delegado, o menor não participou diretamente do massacre porque os autores queriam que o crime ficasse mais parecido com o que houve em Columbine, com a participação de apenas duas pessoas no ato.

Denúncia

O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro pessoas, que já estão presas, por participação no massacre. Segundo o promotor de Justiça Rafael Ribeiro do Val, que fez a denúncia, todos eles tiveram participação na venda de armas e munições para os dois atiradores. O promotor solicitou a prisão preventiva dos quatro denunciados. Segundo o delegado, no inquérito policial os quatro foram indiciados por participação nos dez homicídios e 11 atentados e também pelo comércio ilegal de arma de fogo e munições.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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