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Sociedade

Prefeitura cria ação para frio intenso na Capital

Da Redação, em 12 de junho de 2019

Pelo menos 1.900 pessoas em situação de rua foram acolhidas no período noturno desde o início do Plano de Contingência para Situação de Baixas Temperaturas, implantado pela Prefeitura de São Paulo. Foram acolhidas 141 pessoas, sendo 68 pela busca ativa dos orientadores socioeducativos. Recusaram atendimento 15 pessoas. A ação se estende até o dia 20 de setembro e será intensificada sempre que a temperatura atingir um patamar igual ou inferior a 13ºC.

Segundo as secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Cidadania, Saúde e Segurança Urbana, o objetivo é zelar pela segurança e bem-estar dessa população com o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos durantes esses meses mais frios do ano. A abordagem é feita por equipes de orientadores socioeducativos, que oferecem encaminhamento e acolhimento em locais protegidos do frio. Eles atuam das 8h às 22h.

Serviços

De acordo com informações da prefeitura, são 148 serviços para esse público, além de 22 mil vagas, sendo 18.411 de acolhimento. A rede também oferece 128 Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saicas) que, juntos, disponibilizam 2.335 vagas. Para a Operação Baixas Temperaturas foram aditadas vagas emergenciais: 20 para os Saicas e 260 para a população de rua.

Fazem parte dos serviços disponibilizados os Centros de Acolhida, Centros Temporários de Acolhimento (CTAs), Unidades de Atendimento Diário Emergencial (Atendes), Núcleos de Convivência, Repúblicas e Serviços de Abordagem, além de bagageiro e projetos especiais Autonomia em Foco e Família em Foco, entre outros.

A pessoa que chega aos centros de acolhida tem acesso a cama, cobertor, travesseiro, banho, jantar e café da manhã. Ela também recebe atendimento social e é encaminhada para outras serviços de políticas públicas, de acordo com a sua necessidade. Não há fila de espera para obter vaga. Basta que a pessoa aceite o acolhimento oferecido pela prefeitura e preencha uma ficha com os dados básicos para identificação. A pessoa também pode procurar esses locais espontaneamente.

Apoio da população

Para ajudar uma pessoa em situação de rua é preciso apenas solicitar uma abordagem social por meio da Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS). A central funciona 24 horas e pode ser acionada pela Central SP 156. A solicitação pode ser anônima. É preciso informar o endereço da via em que a pessoa em situação de rua está, com número aproximado; citar pontos de referência; informar as características físicas e detalhes de como a pessoa a ser abordada está vestida.

Doação de agasalhos

Mais de mil pontos de coleta de agasalhos foram disponibilizados em todo o estado de São Paulo durante a Campanha do Agasalho de 2019. São mais de dez shoppings da região metropolitana, estações de metrô e da CPTM, e rodovias, como a Castelo Branco, Tamoios e Washington Luís, com pontos de doação de roupas e cobertores novos ou em bom estado.

Segundo informações do governo estadual, das 26 mil caixas para distribuição no depósito do Fundo Social de São Paulo, no Jaguaré, zona oeste da capital, mais da metade já foi retirada por empresas públicas e privadas, comércios e municípios parceiros. Os interessados em retirar as caixas podem se informar no site oficial www.campanhadoagasalho.sp.gov.br. Quem quiser saber onde estão os pontos de coleta também podem acessar o site.

“O principal objetivo da campanha deste ano é arrecadar produtos novos ou em bom estado, preferencialmente cobertores e agasalhos. Em edições anteriores, cerca de 30% dos produtos doados estavam rasgados, sujos e sem condições de uso pela população em situação de vulnerabilidade”, disse o governo estadual.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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