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País

Protesto contra lei trabalhista paralisa capital

Sindicatos e partidos de Esquerda fizeram uma marcha na capital paulista, em protesto à nova lei trabalhista

Da Redação, em 10 de novembro de 2017
Flavio Rebelo/Pátria Paulista

Centrais sindicais organizaram, nesta sexta-feira, um protesto na capital, pedindo a revogação de alguns pontos do texto da reforma trabalhista que passa a ter vigência já na próxima semana. Segundo os sindicalistas, a lei tem artigos que tiram direitos dos trabalhadores. Entre os pontos apontados como mais problemáticos, citam o trabalho intermitente e o fim da homologação das demissões pelos sindicatos.

A manifestação incomodou motoristas e moradores da cidade de São Paulo, com uma demorada travessia pela avenida Paulista, desceram a rua da Consolação e se dispersaram no centro da capital. O tráfego na cidade ficou muito ruim no início da tarde por conta do protesto, apesar da atuação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da Polícia Militar.

Na véspera da vigência da nova lei, o ministro brasileiro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, falou em pronunciamento à nação a noite de hoje em cadeia de rádio e TV. Ele reafirmou o discurso do governo de que a reforma trabalhista veio para gerar empregos e não para retirar direitos.

“A modernização teve como base três eixos: consolidar direitos, promover a segurança jurídica e gerar empregos. Consolidar direitos, pois direito não se revoga, apenas se aprimora. Promover a segurança jurídica, pois apenas ela traz crescimento econômico duradouro. E apenas o crescimento econômico pode gerar empregos, o maior de todos os direitos do trabalhador. Assim, foram mantidos todos os direitos trabalhistas”, disse Nogueira.

“Este ano, mais de 1 milhão de pessoas passaram a ter ocupação com renda. Foram criados mais de 208 mil postos de trabalho com carteira assinada. Vencemos a recessão e o emprego voltou. Com a modernização trabalhista iniciamos um novo tempo: o tempo de mais empregos, de mais esperança e de otimismo”, disse o ministro.

Ajustes numa legislação ultrapassada

Era esperada para hoje a edição de uma Medida Provisória (MP) pelo presidente brasileiro Michel Temer alterando pontos polêmicos da reforma. Em junho, quando a matéria era apreciada no Senado, o presidente enviou uma carta aos senadores prometendo alterar os pontos polêmicos da reforma.

Segundo assessores próximos a Temer, a expectativa era editar uma MP ainda hoje. Com a ida do presidente para São Paulo, no início da tarde de hoje, o Palácio do Planalto também não soube informar quando o presidente fará essa alteração nos pontos polêmicos. A expectativa é que ocorra no início da próxima semana. Além disso, não há mais uma definição de como essa mudança será feita, se por MP ou via Projeto de Lei.

Dentre esses pontos está a jornada de 12 por 36 horas, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 seguintes. Na reforma, que vigora a partir de amanhã, a jornada pode ser definitiva por acordo individual. Na alteração prevista, essa modalidade de jornada só poderá ser fixada em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Outro ponto a ser alterado aborda o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico. Depois do ajuste na reforma, gestantes serão afastadas de quaisquer atividades, operações ou locais insalubres durante a gestação.

Com informações da Agência Brasil
  • A tarde de protestos começou por volta das 11 horas

  • Uma pequena multidão marchou pela av. Paulista contra as reformas trabalhistas

  • Assim como outro lugar-comum nessas manifestações - gente contra a rede Globo

  • Pouco mais de dez mil pessoas protestaram, o que, ainda assim, atrapalhou o trânsito na capital

  • Como sempre em protestos da Esquerda, havia bandeiras do Brasil e carros de som

  • A marcha, organizada por sindicatos e partidos de esquerda, não teve grande adesão (fotos: Flavio Rebelo/Pátria Paulista)

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Sociedade

Avianca cancela ainda mais voos em São Paulo

Ao todo 46 voos foram cancelados nesta segunda-feira (22) na capital

Da Redação, em 22 de abril de 2019
EBC

A companhia aérea Avianca cancelou 46 voos (22 partidas e 24 chegadas) que têm São Paulo como origem ou destino de suas viagens nessa segunda-feira (22). Em crise, a empresa implementou, desde o último dia 12, um plano de recuperação judicial. A maioria dos voos afetados (45) passariam pelo Aeroporto de Guarulhos (GRU-Airport), que opera, por volta do meio dia, com 11 voos em atraso.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a companhia inicia hoje (22) a devolução amigável de 18 aeronaves para as empresas de leasing. A operação de retirada de voos será gradual, e a Avianca deve seguir determinação de adequação da malha aérea, do sistema de venda de passagens e da divulgação dos voos cancelados.

Em nota, a empresa informou que os passageiros devem consultar, com 72 horas de antecedência, o status do seu voo no site.Quem comprou passagens diretamente da Avianca (loja, site ou por telefone) precisa entrar em contato e pedir reembolso ou reacomodação. Aqueles passageiros que adquiriram seus bilhetes em agências ou sites de viagem, deve entrar em contato diretamente com essas empresas. Voos que não constam da lista vão operar normalmente.

“A Avianca Brasil lamenta os transtornos causados aos clientes em função do cancelamento pontual de alguns voos e informa está se empenhando para minimizar o impacto durante o feriado prolongado”, diz a nota. A Anac informou que mantém a fiscalização da relação da Avianca com os passageiros e também da execução das ações, com garantia de segurança das operações. É possível registrar reclamação, caso necessário, na plataforma www.consumidor.gov.br.

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Sociedade

Estação Barra Funda da CPTM terá ação de saúde

Nesta segunda-feira (22), quem passar pela Estação Palmeiras Barra Funda poderá fazer testes de glicemia e aferir a pressão arterial

Da Redação, em 22 de abril de 2019

Nesta segunda-feira (22), quem passar pela Estação Palmeiras Barra Funda, que atende as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante, poderá realizar exames de pressão arterial e teste de glicemia gratuitamente. A ação ocorre das 10h às 16h. Profissionais estarão informando sobre os riscos da diabetes e hipertensão, além de orientar o uso correto dos medicamentos.

A aferição da pressão arterial é um procedimento simples e eficaz para detectar a hipertensão. A pressão alta é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Doenças que podem ser evitadas desde que os hipertensos conheçam sua condição, mantenham-se em tratamento e com a pressão controlada.

O teste de glicemia é feito através de uma gota de sangue retirada da ponta dos dedos das mãos, que determina com precisão o nível de glicose. O procedimento é importante para identificar o diabetes – doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença afeta mais de 13 milhões de brasileiros. A iniciativa é realizada com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para atividades ligadas à promoção da saúde e ao bem-estar dos passageiros, e também ações culturais e artísticas de artistas e instituições parceiras.

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