Siga-nos

Tecnologia

Rede sociais podem causar desordem comportamental

Estudo feito nos Estados Unidos relaciona uso de redes sociais a desordens comportamentais

Da Redação, em 14 de janeiro de 2019

Estudo de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos (EUA), mostrou relações entre o uso de redes sociais, mais especificamente o Facebook, e o comportamento de pessoas viciadas. Segundo os autores, a lógica de oferta de “recompensas” por esses sites e aplicativos dificulta a tomada de decisões e estimula atitudes de retorno contínuo ao uso do sistema, assim como no caso de outras desordens ou de consumo de substâncias tóxicas.

De acordo com os pesquisadores, os estudos sustentam um paralelo entre usuários com grande tempo dispendido em redes sociais “e indivíduos com uso de substâncias [drogas] e desordens decorrentes do vício”. O excesso de redes sociais afetaria a capacidade de julgamento das pessoas no momento de escolhas mais benéficas.

“Nossos resultados demonstram que um uso mais severo de sites de redes sociais é associado com maior deficiência na tomada de decisões. Em particular, nossos resultados indicam que usuários em excesso de sites de redes sociais podem tomar decisões mais arriscadas”, dizem os autores.

Escala de vício

O estudo aplicou uma escala utilizada para medir níveis de vício no facebook (Bergen Facebook Addiction Scale), problemas na tomada de decisões e propensão a depressão em 71 pessoas em uma universidade alemã. A amostra, portanto, é importante para cuidados no momento de generalizar os resultados para o conjunto da sociedade, mas não inviabiliza as conclusões importantes da análise.

As pessoas com maior intensidade de uso de facebook foram as que tiveram pior desempenho no teste de lógica de tomada de decisões (reconhecer escolhas que, no conjunto, trariam mais benefícios e menos prejuízos para si).

“Nossas descobertas implicam que os usuários em excesso de sites de redes sociais estão considerando mais os efeitos potencialmente positivos de suas decisões do que os efeitos potencialmente negativos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Uso disseminado

O facebook é utilizado por aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas no mundo, sendo a maior rede social do planeta. A empresa ainda controla outros sites de aplicativos semelhantes no topo do ranking desse mercado, como whatsapp, instagram e facebook messenger.

Pesquisa do site especializado em tecnologia Quartz indicou que grande parcela dos entrevistados (mais da metade no Brasil) acreditava que a onternet se resumia ao facebook.

Levantamento de um dos mais renomados centros de pesquisa sobre internet do mundo (Pew Internet Research), publicado no ano passado, mostrou preocupação de adolescentes e pais com o tempo gasto em redes sociais. Outro estudo de pesquisadores da Universidade de San Diego sugeriu relação entre tempo de aplicações em computadores e videogames e queda no bem-estar de jovens.

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Tecnologia

Bloqueio de celulares irregulares começa no dia 7

Da Redação, em 03 de janeiro de 2019

Celulares irregulares no território paulista começam a receber a partir da próxima segunda-feira (7) mensagens de alerta de que serão bloqueados a partir de março.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o bloqueio começa a partir de 24 de março, 75 dias após o início do envio das mensagens. Nesses estados, os usuários de aparelhos irregulares começarão a receber mensagens de SMS, informando que o aparelho é irregular e que será bloqueado. “Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias”.

Segundo a agência reguladora, a medida vale apenas para celulares irregulares habilitados nas redes das prestadoras a partir da próxima segunda-feira, não incidindo sobre os aparelhos adquiridos antes.

De acordo com a Anatel, a medida visa combater o uso de celulares falsificados, sem certificação ou com IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) adulterado, clonado ou outras formas de fraude. A medida também busca inibir a comercialização de aparelhos não homologados no país.

“Um celular sem certificação pode aquecer, dar choques elétricos, emitir radiação, explodir e causar incêndio, pois não passou pelos testes necessários”, informou a agência.

O IMEI  é o número de identificação do celular. É composto por um código composto por 15 números utilizado internacionalmente que permite identificar a marca e modelo do aparelho. Todas as mensagens são enviadas pelo número 2828.

Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com o que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de o aparelho ser irregular.

A Anatel informou ainda que o usuário de serviço móvel que estiver com sua situação irregular deve procurar a empresa ou pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor.

A Anatel criou em seu Portal na Internet um espaço com informações do projeto de bloqueio de celulares, o projeto Celular Legal. No Portal da Anatel também é possível verificar se o celular apresenta alguma irregularidade .

Cronograma de bloqueios

O bloqueio de celulares irregulares começou pelos Distrito Federal e por Goiás. Os aparelhos irregulares começaram a ser bloqueados no dia 8 de maio. Segundo a Anatel, já foram excluídos das redes das prestadoras móveis 103 mil celulares irregulares nas duas unidades da federação.

No dia 8 de dezembro teve início o bloqueio de celulares irregulares, também chamados de “piratas”, nos estados brasileiros do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Rondônia, Santa Catarina e do Tocantins.

Celulares comprados no exterior vão continuar funcionando em São Paulo, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros equivalentes à agência reguladora. Um celular só é considerado irregular quando não possui um número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, associação global de operadoras.

Não serão considerados irregulares os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados por aqui, tenham por origem fabricantes legítimos.

Continue Lendo

Tecnologia

TV a cabo perde para serviços de streaming em SP

Preço e desinteresse são os principais motivos citados por consumidores paulistas para não ter TV fechada

Da Redação, em 21 de dezembro de 2018
Valter Campanato/ Agencia Brasil

Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou que, de 2016 para 2017, houve leve queda do alcance do serviço de televisão por assinatura em São Paulo. No último trimestre do ano passado, 32,8% dos domicílios com TV tinham contratos com empresas que oferecem acesso a canais por cabo, satélite ou outra tecnologia. Esse percentual era de 33,7% no mesmo período de 2016.

De acordo com publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pela Pnad Contínua, os dois principais motivos alegados para a não aquisição do serviço estão relacionados com o preço e a falta de interesse.

Em 55,3% dos domicílios paulistas com televisão, a TV por assinatura não foi contratada em 2017 por ser considerada cara. Em outros 39,8%, a razão alegada foi o desinteresse. “Em conjunto, esses dois motivos já abrangiam 95,1% dos domicílios com televisão sem esse serviço”, registra a publicação. Apenas em 1,6% das casas, alegou-se que a contratação não ocorreu por falta de disponibilidade de TV por assinatura na área.

Parte do desinteresse pode estar relacionada com a preferência por serviços de streaming, como o Netflix. O suplemento revelou que 81,8% dos brasileiros que usaram a internet em 2017 tiveram como um dos objetivos assistir a vídeos, incluindo programas, séries e filmes. Esse percentual era de 74,6% em 2016, o que significa que houve crescimento de 7,2 pontos percentuais. A pesquisa também mostrou que cresceu o uso de televisores para o acesso à internet.

“Há mais pessoas utilizando a TV, não apenas para a programação televisiva tradicional”, diz Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Ela avalia que as Smart TVs, que permitem a conexão com a web, vêm ganhado cada vez mais espaço no mercado. De acordo com a pesquisa, no último trimestre de 2017, 16,3% da população brasileira com 10 anos ou mais fizeram uso da internet por meio da televisão. Em 2016, esse percentual foi de 11,3%.

A Pnad Contínua começou a ser feita em 2012, trazendo nova metodologia para substituir a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Por meio dela, são publicados relatórios mensais e trimestrais com informações conjunturais relacionadas à força de trabalho. Também são divulgadas anualmente informações estruturais que envolvem outros temas, como educação e migração.

Há ainda suplementos em que determinados assuntos são pesquisados com periodicidades diferentes. O levantamento sobre Tecnologias da Informação e Comunicação foi publicado pela primeira vez trazendo dados de 2016. A nova edição, com informações referentes a 2017, também registra queda de domicílios paulistas com recepção do sinal de televisão por antena parabólica. Em 2016, eram 34,8% das casas, enquanto no ano passado o percentual ficou em 32,5%.

Com informações da Agência Brasil
Continue Lendo

Destaques