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País

Rio tenta roubar F-1 de São Paulo a todo o custo

Com apoio de Jair Bolsonaro, governo do Rio tenta estabelecer acordo para realizar F-1 em 2021

Da Redação, em 11 de maio de 2019
Wang Zhao/AFP

Mesmo sem autódromo ou estrutura suficiente para realizar e suportar a fórmula 1, prefeito e governador do Rio de Janeiro, juntamente com o atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, assinaram “termo de cooperação” que realizará testes na área destinada ao futuro autódromo, Ayrton Senna, nome já escolhido pelo presidente, a ser construído, inicialmente estimado em R$850 milhões.

O terreno selecionado para as obras será cedido pelo exército, que segundo Bolsonaro, foi muito bem cuidado, já que a área não foi invadida nem depredada. Já o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ressaltou que construção do autódromo será benéfica ao meio ambiente, já que “mais pessoas estarão no entorno cuidando do lugar”. Ambos também afirmaram que autódromo não seria construído com dinheiro público, e obras seriam concluídas em “seis ou sete meses”.

Porém, o governo de São Paulo, representado por João Dória e Bruno Covas, rebateu as propostas da mudança da Fórmula 1, afirmando que os custos são “muito pesados”, ainda mais para uma cidade que há pouco tempo afundava em uma grave crise econômica, política e social, e que “não há nada lá (Rio)” para sediar a F-1.

“Quero deixar bastante claro que o GP de Fórmula 1 está em São Paulo e continuará em São Paulo. Temos contrato com os promotores da F-1 até 2020, e há multas pesadíssimas se qualquer uma das partes romper com esse acordo”, explicou o Governador.

Dória ainda finalizou, em entrevista exclusiva transmitida ao vivo pelo Youtube, dizendo “Gosto muito do Rio de Janeiro, gosto dos cariocas, do governador, o prefeito, não há disputa alguma. Só entendo que eles podem buscar a próprias vocações, como o Rock in Rio”, afirma Dória “Mas se quiser disputar a Fórmula 1, vai disputar com SP e o nosso estado tem mais chances de vencer neste caso”.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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