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Sociedade

São Paulo tem menor taxa de homicídios do Brasil

Estudo divulgado pelo Ipea também aponta que Estado apresenta menor índice de mortes de jovens, negros e mulheres

Da Redação, em 11 de junho de 2019

O Estado de São Paulo tem a menor taxa de homicídios de todo o país, além de apresentar a maior redução nesta modalidade criminal entre 2007 e 2017, segundo o Atlas da Violência 2019, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Atlas da Violência mapeia os indicadores de violência em todo o país e é realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com o levantamento, São Paulo teve uma queda de 33,5% na taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes, entre 2007 (quando o índice foi de 15,4) e 2017, ocasião em que o indicador foi de 10,3 ocorrências. Trata-se do menor índice do país.

Durante o mesmo período, a média brasileira teve aumento de 24% chegando a 31,6 por 100 mil habitantes em 2017. Indicadores ainda mais recentes da Secretaria da Segurança Pública, divulgados em abril, apontam que a taxa de homicídio no Estado foi de 6,54 por 100 mil habitantes, no período de maio de 2018 a abril deste ano. O índice é o mais baixo da série histórica da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que começa em 2001.

Jovens, negros e mulheres

O Atlas da Violência 2019 mostra ainda que São Paulo teve também a menor taxa de homicídios de jovens, negros e de mulheres. O Estado foi o que mais reduziu a quantidade de homicídios dolosos de pessoas entre 15 e 29 anos no Brasil. A diminuição foi de 35,7% em dez anos. No período, a taxa caiu de 28,7 (em 2007) para 18,5 homicídios por 100 mil jovens, em 2017.

Houve redução expressiva também nos casos de homicídios de pessoas negras no período analisado. A diminuição foi de 40,7% – é a maior redução do país. O índice passou de 21,3 (em 2007) para 12,6 homicídios por 100 mil habitantes negros, em 2017. É a menor taxa do país. Com relação a taxa de homicídio de mulheres, o registro de 2017 é de 2,2 por 100 mil, ante 2,8 por 100 mil, em 2007. Houve queda de 22,5% e o número de 2017 é o menor para esta modalidade criminal de todo o país.

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Sociedade

Usuários de patinetes elétricos expostos ao perigo

81% não usam itens de segurança, diz Procon-SP

Da Redação, em 15 de junho de 2019
EBC

Pesquisa feita pela Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, mostra que 28% dos 1.381 entrevistados declararam ter utilizado patinete elétrico, dos quais, 77% (302), por meio de locação do equipamento. Dos usuários que já alugaram, 81% responderam que não utilizam equipamentos de segurança e 57% costumam transitar pelas ciclofaixas.

A pesquisa revela ainda que 43% dos consumidores que responderam já ter utilizado o serviço de aluguel de patinetes deram o aceite no aplicativo sem ler o termo de uso e a política de privacidade. Ao todo, 65% declaram que não sabiam utilizar o equipamento.

Para 80% dos entrevistados o patinete elétrico é uma boa alternativa de transporte na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, 72% defendem que exista algum tipo de regulamentação, tais como: locais para transitar e estacionar e uso de equipamentos de segurança. O questionário sobre o uso de patinetes elétricos foi disponibilizado no site da fundação entre os dias 14 e 27 de maio. O objetivo foi identificar a percepção do consumidor, que utiliza ou não esse meio de locomoção, sobre a segurança e a oferta do serviço.

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Sociedade

Instituto Florestal recupera área em Mogi Guaçu

Área está localizada na Estação Experimental e visitantes poderão conhecer diferentes espécies do cerrado

Da Redação, em 14 de junho de 2019

Uma área de cerrado de aproximadamente 45 campos de futebol, em Mogi Guaçu, foi entregue para a população após ser recuperada. Agora, quem mora na região pode apreciar a natureza e conhecer a Trilha das Lobeiras.

“A trilha é bem estruturada e funciona bem para trabalhar a educação ambiental com crianças, jovens e adultos. Esperamos novos projetos para fortalecer ainda mais essa área que tem tudo para ser uma floresta estadual”, disse o diretor da Divisão de Florestas e Estações Experimentais do Instituto Florestal, Luiz Miguel Menezes. O instituto é responsável pela recuperação do local em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos e a empresa Ceiba Consultoria Ambiental.

A área restaurada tem 442,5 mil metros quadrados e está localizada na Estação Experimental de Mogi Guaçu, na Fazenda Campininha. Ao todo, a trilha tem 1 km de extensão com sinalização em placas identificando espécies típicas do cerrado paulista. O visitante poderá conhecer conhecer diferentes espécies como rabo-de-burro (espécie de sapê comum em áreas de cerrado), além da floração e frutificação de lobeiras, jurubebas, indaiá, cajueiro-do-campo, gabirobas, entre outras.

“As áreas de cerrado são extremamente significativas para a manutenção da biodiversidade, mas ações práticas de restauração ecológica nesse bioma são relativamente mais raras”, completou o analista ambiental de Viracopos, Tiago Aranha.

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