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Economia

Senado aprova novo presidente do Banco Central

Em sessão especial, os senadores também aprovaram novos diretores do Banco Central e da Câmara de Valores Mobiliários

Da Redação, em 26 de fevereiro de 2019
Divulgação/Banco Central

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por unanimidade, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). Os senadores também aprovaram as indicações de dois novos diretores do BC e de uma nova diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Todos os indicados foram aprovados por 26 votos a favor e nenhum contra. “Isso demonstra claramente a confiança de todos os senadores dessa comissão em relação ao trabalho que os senhores vão realizar”, disse o presidente da CAE, senador Omar Aziz (PSD-AM). Ao proclamar o resultado da votação, ele lembrou que a comissão convidará Campos Neto daqui a seis meses para debater a situação da economia brasileira.

Os nomes foram aprovados depois de uma sabatina que durou pouco mais de quatro horas. Agora eles precisam ser votados pelo Plenário do Senado. Além Campos Neto, foram sabatinados Bruno Serra Fernandes, indicado para a Diretoria de Política Monetária; João Manoel Pinho de Mello, para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, e Flávia Martins Sant’Anna Perlingeiro, para a Diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Economia

Taxa de desemprego aumenta no Brasil

De acordo com dados levantados pelo IBGE, falta emprego para mais de 13 milhões de brasileiros

Da Redação, em 16 de maio de 2019
EBC

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego. Na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano, as maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, os estados que registraram alta na taxa foram Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), Amazonas (de 13,9% para 14,9%) e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%). Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

A taxa de subutilização (os que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam e que estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego) do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.

As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). A taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica. Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%). As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).

Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos. Além disso, mais de 5,2 milhões de desempregados procuram emprego há mais de um ano.

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Economia

Comércio brasileiro piora e fica com saldo negativo

Perdas no comércio com União Europeia, China e Argentina, afetaram a balança comercial brasileira

Da Redação, em 15 de maio de 2019
Getty Images

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o saldo acumulado da balança brasileira com todos os países, nos primeiros quatro meses deste ano, foi de US$ 16,4 bilhões, ou seja, menor dos que os US$ 18,2 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com a FGV, a balança com a Argentina passou de superavitária (quando exportações superam as importações) para deficitária (quando as importações superam as exportações), com perda de 3,1 bilhões na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.

Também foram registradas perdas no comércio com a União Europeia (de US$ 1,4 bilhão na comparação com o mesmo período de 2018) e com a China (queda de US$ 900 milhões). Por outro lado, houve ganhos no comércio com os Estados Unidos (que passou a registrar superávit de US$ 500 milhões) e com o Oriente Médio (com aumento do superávit de US$ 900 milhões). Segundo a FGV, a piora no saldo com a China está relacionada ao aumento das importações provenientes do país asiático. Já a melhora em relação aos Estados Unidos é explicada pela redução das importações procedentes do mesmo país.

Dados

Em termos de valor, registraram queda no quadrimestre tanto as exportações (-3%) quanto as importações brasileiras (-0,8%). De acordo com a FGV, essa retração é explicada pelos preços, pois os volumes aumentaram nas duas bases de comparação. O crescimento em volume das exportações é atribuído ao desempenho favorável das commodities (aumento de 12,2% entre os primeiros quadrimestres de 2018 e 2019).

As exportações de não commodities recuaram 7,3%. A liderança nas exportações ficou com o grupo de petróleo e derivados (31,8%), seguido do complexo soja (13,8%). A FGV explica que a queda nos preços das commodities atinge as principais exportações brasileiras, exceto o minério de ferro, que teve aumento de 4,1 % entre o acumulado do ano até abril de 2018 e 2019.

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