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Ciência

Sonda japonesa pousa em asteroide

Sonda de pesquisa enviada pelo Japão chega a em asteroide a 300 milhões de km da Terra, para efetuar pesquisas científicas

Da Redação, em 22 de fevereiro de 2019
Divulgação/Jaxa

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) anunciou que ocorreu com êxito o pouso da sonda espacial Hayabusa 2 no asteroide Ryugu, na primeira etapa da sua missão de coletar amostras de rocha no corpo celeste. A Jaxa informou que o equipamento pousou no asteroide às 7h29 desta sexta-feira (22)  — horário japonês.

Partindo de uma altitude de 20 mil metros, a Hayabusa 2 iniciou a descida em direção à superfície de Ryugu pouco depois das 13h de ontem. O destino era uma estreita área de pouso com 6 metros de diâmetro. Quando estava a 500 metros da superfície do asteroide, a sonda mudou para modo automático de pouso.

A Hayabusa 2 está equipada com um aparelho de coleta de rochas com cerca de 1 metro de comprimento, que se estende da sua base para entrar em contato com a superfície do corpo celeste. O aparelho foi projetado para lançar projéteis na superfície do asteroide e, com a agitação resultante, coletar as rochas. A Jaxa declarou que um dos projéteis foi disparado a contento. A equipe do centro de controle da Jaxa, situado perto de Tóquio, comemorou muito quando se confirmou o sucesso do pouso.

Após a conclusão dos passos programados, a Hayabusa 2 deverá retornar a uma altitude de 20 mil metros do asteroide e preparar, então, o pouso seguinte. A Jaxa planeja mais uma ou duas tentativas de coleta de rochas antes que a sonda se afaste definitivamente de Ryugu.

A Hayabusa 2 iniciou a sua jornada em 2014 e, em junho do ano passado, se aproximou do espaço em torno do asteroide, distante 300 milhões de quilômetros da Terra. O retorno da sonda à Terra está previsto para o final de 2020.

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América

Fim de semana decisivo para a crise na Venezuela

Com chegada de ajuda humanitária à Venezuela, país se divide entre os que querem e os que não querem esta ajuda

Da Redação, em 15 de fevereiro de 2019
Reprodução/Twitter

Em meio ao impasse político e a divisão de forças na Venezuela, milhares de manifestantes saíram nesta semana às ruas da capital Caracas e de outras cidades do país para para protestar contra e a favor do governo de Nicolás Maduro. As manifestações em favor do presidente Maduro se concentraram principalmente nas ruas de Caracas, como parte da marcha para a celebração do Dia da Juventude e em defesa da soberania da Venezuela.

“Eu quero a paz para a Venezuela, todos queremos paz para a Venezuela. Que os tambores da guerra se afastem, que as ameaças de invasão militar se afastem e que a Venezuela diga em um só coro, com uma só voz: Queremos paz! Queremos felicidade!”, discursou Maduro.

Guaidó chama povo às ruas

Por outro lado, em ruas de outras cidades do país, manifestantes pediam a entrada de ajuda humanitária no país. O presidente autoproclamado, Juan Guaidó, marcou para o próximo dia 23 a data para entrada no país de doações internacionais. Neste dia completará um mês que ele se proclamou presidente da República.

“Um mês depois que nós, venezuelanos, fizermos o juramento, 23 de fevereiro será o dia da ajuda humanitária para entrar na Venezuela. A partir de hoje vamos nos organizar para a maior mobilização da nossa história”, afirmou Guaidó no seu perfil no Twitter.

Guaidó também anunciou que haverá um centro de distribuição de doações em Roraima. O centro faz parte da cooperação coordenada por um gabinete interministerial do Brasil, envolvendo os ministérios da Saúde e da Defesa, e será instalado nos próximos dias.

Rede de voluntários

Para burlar a proibição de Maduro e fazer os remédios e alimentos chegarem efetivamente às mãos dos venezuelanos mais necessitados, o presidente interino está organizando uma grande rede de voluntários.

“Para que a ajuda humanitária entre, precisamos de organização e mobilização. Não há ninguém que possa contra uma maioria organizada”, alertou Guaidó, informando que amanhã, sábado, dia 16 de fevereiro, serão organizados conselhos destinados à organização da ajuda humanitária.
Segundo o venezuelano, no domingo, haverá “acampamentos humanitários itinerantes” em distintos pontos do país. “Tudo o que estamos fazendo é impedir que continuemos a ver os venezuelanos sofrerem. Já basta. É hora de ajudar”, ressaltou nas redes sociais.

O presidente interino da Venezuela disse ainda que haverá mais um centro de distribuição de ajuda humanitária, além de Roraima e Cúcuta, na Colômbia. De passagem por Brasília, a nova embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, disse que há necessidade de alimentos, medicamentos, transporte e logística.

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Medicina

USP desenvolve molécula contra problema cardíaco

Pesquisa paulista tem o potencial de revolucionar o tratamento da insuficiência cardíaca no mundo

Da Redação, em 05 de fevereiro de 2019
Freeimages

Uma molécula desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) poderá aumentar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca – hoje em torno de cinco anos para grande parte deles. A nova molécula abre caminho para novos medicamentos capazes de frear a evolução da doença de maneira mais eficaz do que os já disponíveis.

Doença que mata milhões

A insuficiência cardíaca é o último estágio de diversas doenças cardiovasculares, enfermidades que mais matam no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que 17,7 milhões de pessoas tenham morrido por doenças cardiovasculares em 2015, representando 31% de todas as mortes em nível global.
A insuficiência cardíaca pode ser causada por um infarto mal tradado, hipertensão, e problemas em alguma válvula do coração.

Novo tratamento revolucionário

A molécula já foram testadas em células cardíacas humanas. Os resultados mostraram que, além de frear o avanço da doença, houve melhora da capacidade dessas células se contraírem. As drogas atuais freiam a progressão da doença, mas nunca fazem com que ela regrida. Ao regular essa interação específica, diminui-se a progressão e ainda traz a doença para um estágio anterior.

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