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Sociedade

SP anuncia R$ 160 milhões para o Museu do Ipiranga

O Governado Paulista divulgou as empresas patrocinadoras e a gerenciadora das obras em coletiva nesta última sexta (17)

Da Redação, em 18 de maio de 2019

O Governador João Doria, o secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, Sérgio Sá Leitão, e o reitor da Universidade de São Paulo, Vahan Agopyan, em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, a conquista do valor total necessário para as obras de restauro e ampliação do Museu do Ipiranga.

Foram divulgadas também as novas empresas que confirmaram patrocínio ao projeto e a empresa gerenciadora das obras. “Conseguimos um recorde histórico na história da cultura brasileira. São R$ 160 milhões até o presente momento para a recuperação do Museu do Ipiranga, o Museu da Independência”, destacou Doria.

“Com isso, teremos recursos suficientes para a recuperação do museu, cuja obra começa agora em setembro, e dia sete de setembro de 2022 vamos inaugurar o nosso Novo Museu do Ipiranga”, comentou o Governador sobre a inauguração oficial do Museu da Independência, que celebrará o bicentenário da Independência do Brasil.

Campanha

A campanha para levantamento de recursos foi lançada no mês de março, com o propósito de arrecadar ao menos R$ 160 milhões para a revitalização e para a exposição de reabertura, sobre os 200 anos da Independência. Dois meses depois, o Governo Paulista anuncia a captação total do valor-alvo, por meio de parceiros privados e empresas estatais.

“A resposta do setor privado foi muito positiva”, disse o secretário Sérgio Sá Leitão. “Graças aos parceiros, será possível entregar à população de São Paulo, em 2022, o museu mais moderno e seguro do Brasil, a tempo de celebrarmos lá, com uma grande exposição, o Bicentenário da Independência”, salientou.

Além da EDP Brasil, da Sabesp e do Itaú, anunciados anteriormente, integram o grupo de patrocinadores as empresas Caterpillar, do setor de equipamentos de construção e mineração; a EMS, do mercado farmacêutico; a mineradora Vale; o Banco Safra; o Bradesco; a fabricante de automóveis Honda; o Banco do Brasil; a Caixa Econômica Federal; a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); e a Cosan, grupo econômico que atua nos segmentos de energia e infraestrutura.

Captação

Outras cinco empresas serão anunciadas em breve, após a finalização de trâmites internos. Com isso, será possível restaurar também o jardim e o monumento. A captação final, portanto, irá superar o valor-alvo de R$ 160 milhões.

“Vai elevar a R$ 190 milhões a capitação. Os recursos complementares serão destinados aos jardins do entorno do Museu da Independência, a recuperação das fontes, iluminação, controle e segurança, esse que será o mais moderno sistema de controle e segurança disponível no mundo, tanto na parte externa como interna, inclusive com sistema de detenção de calor e combate a incêndio, tornando o museu da independência o mais seguro museu”, destacou o Governador.

Os valores aportados variam entre R$ 4 milhões e R$ 12 milhões. Algumas empresas usarão a Lei Federal de Incentivo à Cultura; outras aportarão recursos de marketing. Além do patrocínio, a Sabesp fará a recuperação total do Córrego do Ipiranga. “A obra estará pronta, não em setembro de 2022, mas no dia sete de janeiro de 2022, essa é a data para entrega da obra. E a celebração nove meses depois, no dia sete de setembro de 2022”, determinou João Doria.

O Novo Museu

A finalização das obras do museu está prevista para janeiro de 2022 e sua reabertura agendada para setembro de 2022, quando serão comemorados os 200 anos da Independência do Brasil. A Setec Hidrobrasileira é a empresa gerenciadora das obras. O projeto custará R$ 160 milhões e inclui a reforma e a ampliação do espaço, além da exposição de reabertura do museu. O processo de restauração e modernização visa recuperar o monumento, que é uma das maiores referências nacionais.

O projeto do Novo Museu vai preservar todos os elementos do edifício, ampliá-lo e torná-lo mais seguro, no nível de museus internacionais. O espaço terá 5 mil metros quadrados de área nova para exposições e atividades culturais, elevadores, estruturas de acessibilidade, um mirante, dois cafés e um restaurante.

Sérgio Sá Leitão reiterou que será criado um comitê com os patrocinadores, para supervisão da execução do projeto, além de um novo modelo de gestão e de um plano de sustentabilidade, que inclui um endowment (fundo patrimonial permanente) para o custeio das atividades. “Vamos acompanhar o projeto de perto para assegurar a excelência e o cumprimento do prazo”, afirmou.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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