Siga-nos

Sociedade

SP recebe novos pontos de coleta de resíduo eletrônico

o objetivo dos novos pontos é conscientizar e educar o público para o descarte correto dos resíduos eletrônicos que se acumulam em casa

Da Redação, em 05 de junho de 2019
Reprodução

A cooperativa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (Coopermiti) contará com dois novos pontos temporários de coleta no bairro da Lapa, em São Paulo, como parte das atividades da Semana Mundial do Meio Ambiente. Com os coletores na seda da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e no Poupatempo, o objetivo é conscientizar e educar o público para o descarte correto dos resíduos eletrônicos que se acumulam em casa. Os dois pontos já estão prontos para receber os eletroeletrônicos quebrados ou sem uso. 

Segundo o presidente da Coopermiti, Alex Pereira, quando se pensa em reciclagem de eletroeletrônicos vale lembrar de que para fabricá-los é preciso extrair recursos da natureza. “Nosso celular, nosso computador, nosso secador de cabelo, nossa sanduicheira, tudo isso vem de recursos da natureza. Devasta para fabricar equipamentos que a gente precisa, porque é difícil imaginar o mundo sem tecnologia”.

Por esse motivo, se esses eletroeletrônicos não forem descartados corretamente, além de aumentar o prejuízo ambiental, porque haverá poluição do solo e da água, perde-se a oportunidade de reaproveitar esses recursos que saíram da natureza, tendo então de voltar a buscar mais matéria-prima. 

Pereira explicou que no Brasil há um atraso expressivo com relação à consciência ambiental, porque a maioria das pessoas acredita que o problema é dos outros ou do governo, e não se lembra de que todos são responsáveis. “Esse é um paradigma a ser quebrado porque nós, como consumidores, já nos educamos a pesquisar o fornecedor antes de adquirir o produto. Mas com o descarte, não fazemos isso. Não nos preocupamos se o local onde vamos descartar é adequado para aquele tipo de resíduo”.

De acordo com Pereira, o equipamento eletrônico exige técnica para o manuseio, pois quando está montado não causa danos, mas no momento do desmonte, além de oferecer risco ao trabalhador, começa a expor alguns contaminantes. Por falta de informação, muitas vezes esses materiais são enviados diretamente para o resíduo comum e acabam em aterros sanitários, que são o pior destino para eles, porque passam a ser perigosos quando expostos ao sol e à chuva, uma vez que podem liberar substâncias como mercúrio, cádmio, cobre e cromo, entre outros.

“Não é só desmontar e reciclar, é preciso saber como desmontar e saber como separar cada parte e peça que não tem reciclabilidade. Como a gente não tem essa cultura de se responsabilizar pelo resíduo, ainda mais o eletrônico que é um pouco mais complexo, e a nossa cultura como brasileiros é de sempre esperar que tudo venha a nós, é importante disponibilizar muitos postos de coleta para tentar facilitar o descarte para o cidadão”, destacou. 

A Coopermiti conta com outros pontos espalhados pela cidade de São Paulo e que estão disponíveis para a população durante todo o ano. Para saber onde descartar corretamente o resíduo eletrônico, entre na página da Coopermiti na internet.

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

Continue Lendo

Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

Continue Lendo

Destaques