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Tecnologia

Tecnologia permite detectar motoristas de risco

Tecnologias de screening serão utilizadas para localizar motoristas sobre o efeito de drogas

Da Redação, em 14 de abril de 2019
EBC

O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu instituir um grupo de trabalho para estudar a viabilidade de utilizar tecnologias de screening (rastreamento) para detecção de motoristas dirigindo sob efeito de substâncias psicoativas.

A portaria instituindo o grupo de trabalho está publicada no Diário Oficial da Uniãodesta sexta-feira (12). Ela prevê que os seus integrantes terão um prazo de 12 meses para conclusão das atividades e, em seguida, apresentarem um relatório ao secretário Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

A tecnologia é semelhante à do bafômetro, que detecta o teor de álcool no organismo. Países como Canadá, Estados Unidos e Austrália usam as chamadas tecnologias de screening. O aparelho tem a capacidade de identificar, em cinco minutos, a presença de substâncias como maconha, cocaína e anfetaminas a partir de amostras de saliva de motoristas.

“A experiência de países como Austrália, Inglaterra, Noruega, Alemanha, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos demonstra que, aliada às políticas de fiscalização, a implementação das técnicas de triagem para detecção de substâncias psicoativas por condutores de veículos é efetiva para reduzir os índices de colisões e mortes no trânsito”, disse o secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora.

O grupo de trabalho será composto por representantes, titular e suplente, da Senad, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária Federal. O trabalho será coordenado pelo representante da Senad.

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Tecnologia

Unesp cria aplicativo que calcula necessidades da lavoura

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista e da Embrapa Meio-Norte trabalham em conjunto na criação da ferramenta

Da Redação, em 11 de junho de 2019
Divulgação

Um projeto de colaboração entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Registro, e a Embrapa Meio-Norte resultou em um aplicativo capaz de calcular, em segundos, as necessidades nutricionais específicas para as lavouras de soja cultivadas nos estados do Piauí e Maranhão. Vale destacar que a ideia de construção da ferramenta surgiu da necessidade de um banco de dados regional, já que as cultivares plantadas no Nordeste são diferentes das semeadas no centro-sul, por exemplo.

“As condições de clima e solo também são diferentes das encontradas nos demais estados da região do Matopiba. O manejo das lavouras foi outro ponto determinante para a necessidade de criação dessa ferramenta”, revela Henrique Antunes, egresso do Programa de Pós-Graduação da Unesp de Jaboticabal e pesquisador na Embrapa Meio-Norte.

A plataforma oferece dois métodos de análise: Sistema Integrada de Diagnose e Recomendação (DRIS) e Diagnose da Composição Nutricional (CND). O sistema também possui um banco de dados constituído de valores nutricionais de amostras foliares coletadas na cultura da soja em lavouras de alta produtividade cultivadas no Piauí e Maranhão.

Modelo

A equipe de pesquisadores da Unesp foi responsável principalmente pelas definições técnicas das equações matemáticas, que permitem ao modelo predizer o estado e balanço nutricional da área avaliada. “O produtor, após enviar ao laboratório as amostras foliares de seu talhão, preencherá nos campos do aplicativo os dados correspondentes aos nutrientes para que o software realize os procedimentos matemáticos que fornecerão os índices para cada nutriente, além da medida geral”, ressalta o professor Danilo Eduardo Rozane, que coordena o Laboratório de Diagnose de Solo, Planta e Fisiologia Vegetal no campus de Registro.

A análise de tecido vegetal, também conhecida como análise foliar, tem como princípio básico de amostragem a seleção de partes da planta, como as folhas. Após a coleta de amostras em lavouras de soja e análise de macro e micronutrientes, os resultados são usados para fazer o balanço de nutrientes, obtido pelos métodos CND e DRIS, que comparam os teores encontrados com um banco de dados de alta produtividade.

“No aplicativo, nutrientes que apresentarem índices negativos e positivos representam, respectivamente, o desequilíbrio químico pela falta e pelo excesso. Quanto mais distante de zero for o valor do índice geral, maior será o desequilíbrio químico dos nutrientes avaliados”, explica o pesquisador da Unesp.

Produtividade

Para o professor da Unesp, o uso da ferramenta pode viabilizar incrementos de produtividade com redução de custos, além de diminuir os riscos de contaminação ambiental, conferindo maior sustentabilidade à atividade citrícola. O Brasil é o segundo maior produtor de soja do planeta, atrás somente dos Estados Unidos. O País também deu um salto nas exportações da leguminosa no ano passado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, foram exportadas 83,8 milhões de toneladas. Os números são superiores em 23,1% na comparação com 2017.

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Tecnologia

Tecnologia paulista inova em diagnósticos oculares

Com apoio da Fapesp, empresa desenvolve equipamento que tem a vantagem de possibilitar diagnóstico por telemedicina

Da Redação, em 10 de junho de 2019
Getty Images

Com apoio de iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo(Fapesp), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a empresa Phelcom Technologies desenvolveu um aparelho portátil ligado a um smartphone faz imagens precisas da retina e permite detectar doenças do fundo do olho a um custo bem mais baixo do que os métodos convencionais.

O Eyer ainda conta com a vantagem de possibilitar o diagnóstico por telemedicina, a quilômetros de um médico oftalmologista. A companhia recebeu incentivo do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp pela primeira vez em 2016, para desenvolvimento e validação de um protótipo.

Parceria

Recentemente, a empresa teve aprovado o projeto de comercialização e fabricação do produto no âmbito do Programa Pippe/Pappe, resultado de parceria da Fapesp com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Além disso, a Phelcom é incubada na Eretz.bio, do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos investidores. Em março, ela começou a operar sua fábrica em São Carlos, depois de conseguir as certificações do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, são produzidas 30 unidades do Eyer por mês, número que deve chegar a 100 até o fim do ano. O dispositivo já sai da fábrica acoplado a um smartphone de última geração e custa cerca de US$ 5 mil. O aparelho convencional mais usado hoje precisa ser ligado a um computador e custa, em média, R$ 120 mil.

Tecnologia

Um conjunto óptico projetado para iluminação e imageamento da retina fica na frente da câmera do celular. Quando as imagens são produzidas, o aplicativo que opera o aparelho as envia pela internet para um sistema pela internet (chamado Eyer Cloud) que permite armazenar e gerenciar os exames dos pacientes. Caso não haja acesso a wi-fi, rede 3G ou 4G no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas assim que houver conexão com a internet.

“Houve um esforço grande na área de óptica. Um dos desafios foi fazer uma versão portátil de um equipamento que normalmente é bem grande”, afirmou José Augusto Stuchi, CEO da empresa, à Agência Fapesp. “Outro desafio foi habilitar a operação não midriática, permitindo capturar exames de retina de qualidade sem a necessidade de dilatação da pupila do paciente”, acrescenta.

Vale destacar que o nome da empresa é um acrônimo em inglês das três áreas: física, eletrônica e computação (physics, electronics e computing). Os outros sócios-fundadores da Phelcom são Flávio Pascoal Vieira, diretor-operacional, e Diego Lencione, diretor-técnico. Os três empreendedores se conheceram no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa Opto Eletrônica, em 2008, e se aproximaram durante o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos.

Inovação

O Eyer Cloud é uma inovação da equipe que vem se destacando por armazenar todas as informações adquiridas nos exames e organizar em um banco de dados. Os equipamentos atuais são, na maior parte, off-line, operando junto a um computador que salva as informações em um disco rígido. O usuário do Eyer deve criar uma conta, como a de e-mail ou de rede social, na qual são salvas automaticamente as imagens adquiridas pelo dispositivo. “Tivemos que garantir a segurança dessas informações e um meio de subi-las rapidamente para a nuvem, para que se pudesse fazer a imagem em um lugar e ela já aparecer on-line”, explicou o CEO da empresa.

Esse último fator é essencial para realizar a chamada telemedicina. O Eyer permite que um técnico treinado ou um médico generalista possa fazer as imagens, enquanto um oftalmologista especializado em retina as analisa e emite um laudo de outro lugar. A empresa realiza parcerias com médicos oftalmologistas para a emissão de laudos da retina. Enviadas as imagens, o médico parceiro emite o parecer no próprio sistema. O pagamento se dá por meio de planos mensais. A depender da quantidade de laudos emitidos, cada um custará entre US$ 5 e US$ 10.

Banco de dados

Além de representarem um novo serviço, os laudos emitidos alimentam um banco de dados que pode ser usado para “ensinar” o computador a identificar padrões associados às principais doenças que afetam a retina, principalmente a retinopatia diabética. Atualmente, a empresa tem mais de 10 mil retinas fotografadas e projeta ter, em pouco tempo, o maior banco de dados do gênero do mundo. Só para o próximo ano, os sócios projetam ter 50 mil pacientes examinados.

No ano passado, a Food and Drug Administration, agência que regula a venda de medicamentos, alimentos e equipamentos médicos nos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez um algoritmo para diagnóstico de uma doença. A empresa IDx conseguiu autorização para usar um algoritmo que detecta justamente a retinopatia diabética, maior causa de diminuição da visão e de cegueira entre adultos norte-americanos.

No Brasil, estima-se que 7,6% da população urbana entre 30 e 69 anos tenha diabetes e, destes, metade tenha retinopatia diabética. O CEO da companhia afirmou que o sistema tem atualmente precisão próxima de 80% para detectar retinopatia diabética, sem a necessidade de intervenção humana.

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