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Trump diz que sem muro com México, o governo pára

Presidente norte-americano ameaça paralisar o governo se oposição bloquear verba para polêmico muro

Da Redação, em 11 de dezembro de 2018
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou paralisar seu próprio governo por falta de fundos se o orçamento que o Congresso deve aprovar neste mês não incluir uma quantia que considere suficiente para construir o muro na fronteira com o México. Trump se pronunciou assim durante discussão no Salão Oval com os líderes democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e no Senado, Chuck Schumer.

“Se não conseguir o que quero, fecharei o governo. Estou orgulhoso de fechar o governo devido à segurança fronteiriça. A honra desta vez será minha. Da última vez foi sua, desta vez será minha, eu fecharei”, afirmou Trump a Schumer. O Congresso deve aprovar novos fundos para o governo federal antes de 21 de dezembro, e Trump exigiu que nesse orçamento sejam incluídos US$ 5 bilhões para a construção do muro na fronteira com o México.

Schumer e Pelosi compareceram nesta terça-feira (11) à reunião com Trump com uma oferta de US$ 1,3 bilhão a serem aprovados para a segurança na fronteira, mas expressaram rejeição ao projeto do muro. “É gastar muito dinheiro e não resolver o problema”, opinou Schumer sobre investir no muro.

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Fim de semana decisivo para a crise na Venezuela

Com chegada de ajuda humanitária à Venezuela, país se divide entre os que querem e os que não querem esta ajuda

Da Redação, em 15 de fevereiro de 2019
Reprodução/Twitter

Em meio ao impasse político e a divisão de forças na Venezuela, milhares de manifestantes saíram nesta semana às ruas da capital Caracas e de outras cidades do país para para protestar contra e a favor do governo de Nicolás Maduro. As manifestações em favor do presidente Maduro se concentraram principalmente nas ruas de Caracas, como parte da marcha para a celebração do Dia da Juventude e em defesa da soberania da Venezuela.

“Eu quero a paz para a Venezuela, todos queremos paz para a Venezuela. Que os tambores da guerra se afastem, que as ameaças de invasão militar se afastem e que a Venezuela diga em um só coro, com uma só voz: Queremos paz! Queremos felicidade!”, discursou Maduro.

Guaidó chama povo às ruas

Por outro lado, em ruas de outras cidades do país, manifestantes pediam a entrada de ajuda humanitária no país. O presidente autoproclamado, Juan Guaidó, marcou para o próximo dia 23 a data para entrada no país de doações internacionais. Neste dia completará um mês que ele se proclamou presidente da República.

“Um mês depois que nós, venezuelanos, fizermos o juramento, 23 de fevereiro será o dia da ajuda humanitária para entrar na Venezuela. A partir de hoje vamos nos organizar para a maior mobilização da nossa história”, afirmou Guaidó no seu perfil no Twitter.

Guaidó também anunciou que haverá um centro de distribuição de doações em Roraima. O centro faz parte da cooperação coordenada por um gabinete interministerial do Brasil, envolvendo os ministérios da Saúde e da Defesa, e será instalado nos próximos dias.

Rede de voluntários

Para burlar a proibição de Maduro e fazer os remédios e alimentos chegarem efetivamente às mãos dos venezuelanos mais necessitados, o presidente interino está organizando uma grande rede de voluntários.

“Para que a ajuda humanitária entre, precisamos de organização e mobilização. Não há ninguém que possa contra uma maioria organizada”, alertou Guaidó, informando que amanhã, sábado, dia 16 de fevereiro, serão organizados conselhos destinados à organização da ajuda humanitária.
Segundo o venezuelano, no domingo, haverá “acampamentos humanitários itinerantes” em distintos pontos do país. “Tudo o que estamos fazendo é impedir que continuemos a ver os venezuelanos sofrerem. Já basta. É hora de ajudar”, ressaltou nas redes sociais.

O presidente interino da Venezuela disse ainda que haverá mais um centro de distribuição de ajuda humanitária, além de Roraima e Cúcuta, na Colômbia. De passagem por Brasília, a nova embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, disse que há necessidade de alimentos, medicamentos, transporte e logística.

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Oposição venezuelana convoca manifestações

Oposição e governo convocam manifestações como meio de medir apoio popular efetivo para seus respectivos lados

Da Redação, em 23 de janeiro de 2019
Reprodução/Twitter

A oposição e o governo da Venezuela voltam a medir suas forças nas ruas, nesta quarta-feira (23), depois de duas semanas de crescente tensão. Ambos convocaram manifestações, no aniversário do golpe cívico-militar que derrotou a ditadura do general Marcos PérezJiménez, em 1958.

Para o argentino Rosendo Fraga, especialista em estudos militares, não deve se confirmar a  expectativa da oposição venezuelana que deposita no crescente descontentamento dos militares com a crise a possibilidade de revolta nos quartéis e a queda do regime do presidente Nicolás Maduro.

 “Acho pouco provável que isso aconteça”, disse o especialista à Agência Brasil. “A Venezuela mudou. Deixou de ser um país governado por um populista autoritário, que era o caso do ex-presidente Hugo Chávez, para virar um regime totalitário, ao estilo cubano. Com isso, as Forças Armadas deixaram de estar a serviço da nação, para estar a serviço do Partido Socialista da Venezuela.”

Situação delicada

Fraga lembrou que o regime comunista cubano resistiu a mais de meio século de boicote, imposto pelos Estados Unidos, à dissolução da União Soviética, seu principal aliado na Guerra Fria, e a sucessivas crises econômicas.

“A Venezuela, além de ter as maiores reservas mundiais de petróleo, conta com financiamento da China e da Rússia”, disse. “Os Estados Unidos, o Brasil e os países da região estão aumentando a pressão política, mas acho difícil que participem de uma intervenção militar até porque qualquer plano para derrubar Maduro vai requerer dinheiro para ajudar o novo governo a endireitar a economia, ajuda de alimentação e forças de paz.”

No momento em que os Estados Unidos retiram suas tropas da Síria, reduzindo a sua presença no Afeganistão, Fraga avalia como pouco provável que atuem militarmente na Venezuela. Mas o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, enviou mensagem de apoio aos que “levantarem a voz” contra o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a quem chamou de “ditador”. Pence elogiou Guaidó por comandar o Parlamento venezuelano. Segundo ele, Guaidó teve uma atitude corajosa ao declarar Maduro um “usurpador”.

Nova oposição, mais aguerrida

Os opositores têm como líder o jovem deputado Juan Guaidó, de 35 anos, do partido Vontade Popular – o mesmo de Leopoldo Lopez, que cumpre prisão domiciliar, acusado de ter incentivado a violência nos protestos de 2017, que resultaram na morte de mais de 120 pessoas. 

Nesta semana, o ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, sinalizou que Guaidó pode sofrer as mesmas represálias que Lopez. Ele responsabilizou os “terroristas da Vontade Popular” pela rebelião de 27 integrantes da Guarda Bolivariana (a policia militar venezuelana), na segunda-feira (21).

Segundo o ministro, os rebeldes – que  foram detidos – roubaram armas para ajudar o partido opositor “a organizar atos de violência (na manifestação de hoje) e um eventual assalto ao Palácio (presidencial) de Miraflores”.

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