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América

Um terço do Brasil não sabe sobre crise na Venezuela

Entre os que se informaram a respeito, 54% são contra a intervenção militar na Venezuela

Da Redação, em 13 de abril de 2019
Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

É um período preocupante e turbulento para a Venezuela neste momento, que vem piorando ao longo desses últimos anos. Porém, de acordo com o Datafolha, mesmo com tamanho foco dos jornais sobre a situação no país, 35% da população brasileira desconhece a atual crise no nosso vizinho. Dentro dos outros 65% cientes do que ocorre por lá, 54% são contra a intervenção militar brasileira contra o ditador Nicolás Maduro.

Uma intervenção desse nível só seria possível com a aprovação do Congresso Nacional, mesmo que o presidente Jair Bolsonaro venha a defender a ideia de que ele é o responsável por esta decisão. Já de acordo com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, a pressão internacional será suficiente para a queda do então ditador venezuelano, dispensando ações militares desnecessárias.

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Alan García, ex-presidente do Peru, comete suicídio

Alan García recebeu ordem de prisão por estar envolvido em esquemas de corrupção e preferiu se matar a se entregar à Odebrecht

Da Redação, em 17 de abril de 2019
Ernesto Arias/EFE/Direitos reservados

O ex-presidente do Peru Alan García morreu hoje (17), depois de dar um tiro na cabeça ao receber ordem de prisão em sua casa, no bairro Miraflores, em Lima. Ele era acusado de corrupção em caso envolvendo a empresa brasileira Odebrecht. García foi levado com urgência ao Hospital Casimiro Ulloa, na capital peruana, mas não resistiu.

De acordo com informações médicas, o ex-presidente, 69 anos, teve três paradas cardíacas e foi reanimado. Ele deu entrada no hospital às 6h45, com perfurações de entrada e saída de bala no crânio. O presidente do Peru, Martín Vizcarra, lamentou no Twitter a morte de Alan García. “Consternado com a morte do ex-presidente. Envio minhas condolências à família e pessoas queridas”.

O ex-presidente do Peru Alan García tentou se matar na manhã de hoje (17) quando ia ser detido pela polícia em sua casa no bairro de Miraflores, em Lima. Ele é acusado de corrupção em caso envolvendo a Odebrecht.
Seu estado de saúde é grave, segundo a imprensa local. García foi levado com urgência ao Hospital Casimiro Ulloa, na capital peruana.

Estado grave

O ex-presidente estava internado e passou por cirurgia após dar um tiro na própria cabeça. Conforme comunicado da ministra da Saúde do Peru, Zulema Tomás, seu estado de saúde era muito grave. García decidiu se matar após a Justiça decretar a sua prisão preventiva, na manhã de hoje (17), por suposto envolvimento em casos de corrupção com a empresa brasileira Odebrecht.

De acordo com informações médicas, García, 69 anos, teve três paradas cardíacas e foi reanimado três vezes. Ele deu entrada no Hospital Casimiro Ulloa, às 6h45, com perfurações de entrada e saída de bala na cabeça. Está sendo operado desde as 7h10.

O ex presidente teria atirado na própria cabeça após a chegada de agentes da Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade, com uma ordem de prisão preventiva de 10 dias. Ele está envolvido em suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro vinculado ao caso Odebrecht, na construção da Linha 1 do Metrô de Lima.

Ordens de prisão

Outros dois políticos também receberam ordens de prisão hoje (17), Luis Nava, ex secretário geral da Presidência no governo Alan García, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da PetroPerú. Ontem (16), em sua conta no Twitter, García escreveu que “como em nenhum documento sou mencionado e nenhum indício nem me evidencia nem me alcança, só resta especulações ou que inventem intermediários. Jamais me vendi e está provado”.

García está sendo investigado pelo Ministério Público do Peru, e impedido de deixar do país. Ele vivia em Madri desde 2016 e, no ano passado, quando estava no Peru, recebeu a ordem de que não poderia deixar o país por 18 meses, para assegurar a sua presença no processo. Em dezembro do ano passado, García pediu asilo político ao Uruguai, alegando perseguição política, mas teve o pedido negado. À época, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez afirmou que o caso de García não era perseguição política e que, no Peru, “funcionam autônoma e livremente os três poderes do Estado, especialmente o Poder Judiciário”.

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América

Brasil e Argentina discutem flexibilização do Mercosul

Da Redação, em 10 de abril de 2019
Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se encontrará hoje (10), em Buenos Aires, com o presidente Mauricio Macri e com seu homólogo, Jorge Faurie. O objetivo da viagem é tratar do relacionamento bilateral, da flexibilização do Mercosul, da concretização de um acordo com a União Europeia (UE) e da preparação da visita do presidente Jair Bolsonaro ao país vizinho.

No final da manhã está prevista uma reunião de trabalho sobre temas econômicos com os ministros de Relações Exteriores e Culto, Jorge Faurie, e da Produção e Trabalho, Dante Sica. Em seguida, Araújo almoçará com os ministros no Palácio San Martín. Na agenda de hoje ainda está prevista uma visita ao Consulado Geral do Brasil em Buenos Aires e uma reunião ampliada com ministros argentinos.

Araújo chegou à capital argentina ontem (9), quando deu uma palestra com o tema “A nova política externa brasileira” para membros do Conselho Argentino para as Relações Internacionais (Cari), instituição acadêmica que reúne ex-diplomatas e estudiosos argentinos.

Durante a apresentação, Araújo afirmou que é necessário repensar a América Latina. “Uma das tarefas que temos é repensar a nossa latino-americanidade, e nisso, seguramente, Brasil e Argentina têm um papel central. Precisamos um do outro para seguir nessa missão de recuperar o tempo perdido a partir da nossa identidade”, disse.

Araújo citou ainda uma possível flexibilização do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina Uruguai e Paraguai. Ele disse ser possível fechar quatro grandes acordos: com a União Europeia, com o Canadá, com a Coreia e com o EFTA (Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia).

Após a conferência, Araújo respondeu a perguntas de estudantes e jornalistas. Ao ser perguntado sobre o andamento do acordo com a União Europeia, Araújo disse que as negociações estão muito perto de uma concretização, o mais perto desde 2004.

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