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Sociedade

USP estimula parcerias com instituições científicas

Nova regulamentação da Universidade de São Paulo define os critérios para compartilhamento de laboratórios e infraestrutura

Da Redação, em 03 de junho de 2019
Reprodução USP

A Universidade de São Paulo (USP) regulamentou o compartilhamento e a permissão de uso de seus equipamentos, infraestrutura, materiais e instalações em ações voltadas ao desenvolvimento e à inovação tecnológica, de modo a fortalecer a relação com empresas e instituições científicas.

Publicada no Diário Oficial no dia 23 de maio, a Resolução 7.661 define os novos critérios para que a instituição de ensino estabeleça parcerias do tipo, com contrapartida financeira ou não, por prazo determinado, mediante convênio específico.

“O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação tornou a legislação mais flexível e abriu novas possibilidades para parcerias entre a universidade e instituições científicas e empresas interessadas em investir no desenvolvimento de uma pesquisa em conjunto. Isso já acontece em outros países e favorece a interação entre o meio acadêmico e a sociedade”, enfatiza o coordenador da Agência USP de Inovação (Auspin), Marcos Nogueira Martins, ao Jornal da USP.

Interação

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Canuto, essa é uma das iniciativas da USP para fortalecer a interação da universidade com instituições externas, ampliando a transmissão do conhecimento produzido e estimulando a inovação tecnológica em todas as áreas.

“Além de formar profissionais, a USP é uma universidade de pesquisa. Essa é mais uma oportunidade para a Universidade transferir parte do conhecimento produzido aqui para fomentar a inovação tecnológica e o desenvolvimento da nossa sociedade”, avalia o pró-reitor de Pesquisa, em entrevista ao Jornal da USP.

Outra iniciativa criada para estreitar as relações da Universidade com empresas e demais instituições científicas é o Sistema USP de Centrais Multiusuários (USPMulti). Lançado pela Pró-Reitoria de Pesquisa no fim de 2018, o USPMulti é uma plataforma para cadastro de equipamentos e laboratórios que podem ser utilizados de forma compartilhada pela comunidade científica da USP e de outras instituições.

O objetivo do sistema é tornar o parque de equipamentos dos laboratórios da universidade visível e de fácil acesso ao compartilhamento, permitindo, por exemplo, que pesquisadores façam o planejamento experimental de seus projetos de pesquisa antes da submissão às agências de fomento.

Gestão

Além disso, o sistema permite a gestão da central por parte do coordenador, em relação ao agendamento de horário de uso e gestão financeira junto à Fundação de Apoio da Universidade de São Paulo (Fusp), atendendo a demanda dos pesquisadores coordenadores de centrais multiusuários.

Em cinco meses após o lançamento, o sistema já possui cerca de 30 centrais multiusuários cadastradas ou em processo de cadastro. “O crescente interesse dos pesquisadores no sistema indica uma demanda reprimida. Mais do que uma plataforma para visualização dos equipamentos disponíveis, o USPMulti auxilia os pesquisadores na gestão da central e diminui o tempo em que os equipamentos ficam ociosos”, salienta a assessora da Pró-Reitoria, Débora Fior Chadi, ao Jornal da USP.

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Sociedade

Alesp aprova proibição de canudos de plástico em SP

Projeto agora está sob análise do governo de São Paulo

Da Redação, em 27 de junho de 2019
EBC

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou medida que proíbe o fornecimento de canudos de material plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o estado. De acordo com a lei de autoria do deputado Rogério Nogueira (DEM), os canudos de material plástico terão de ser substituídos por canudos feitos de papel reciclável, material comestível ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes completamente fechados feitos a partir do mesmo material.

Quem descumprir a determinação poderá ser multado. “O canudo plástico é um dos maiores problemas ecológicos contemporâneos. Se cada brasileiro utilizar um canudo plástico por dia, em um ano, serão consumidos 75.219.722.680 canudos. Pesquisas mostram que mais de 95% do lixo nas praias brasileiras é de material plástico. E, assim como outros resíduos, todo esse material acaba invadindo o mar, prejudicando o habitat natural e a saúde dos animais que, com muita frequência, morrem por ingestão desse plástico descartado pelos humanos”, afirmou o deputado. 

Capital

O prefeito da capital, Bruno Covas, sancionou a lei que proíbe o fornecimento de canudos feitos de material plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias e outros estabelecimentos comerciais. A medida, que foi publicada no Diário Oficial da Cidade, também será aplicada em clubes noturnos, salões de dança e eventos musicais de qualquer espécie.No lugar do material plástico, os estabelecimentos deverão fornecer canudos em papel reciclável, material comestível, ou biodegradável, embalados individualmente em envelopes hermeticamente fechados feitos do mesmo material.

“O compromisso ambiental é o compromisso ético da nossa geração com as gerações futuras. Pode parecer um pequeno passo, quando falo de canudos plástico, com tantos problemas que temos a enfrentar. Mas é um passo importante a ser dado ao lado de tantos outros que a cidade pretende dar”, disse Bruno Covas. Na cidade de São Paulo, a regulamentação da nova lei deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, conforme prevê a legislação.

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Sociedade

Número de famílias endividadas aumenta em SP

Alto índice de desemprego fez inadimplência crescer, diz FecomercioSP

Da Redação, em 19 de junho de 2019
EBC

A proporção de famílias endividadas na capital paulista aumentou para 56,5% em maio deste ano, em relação a abril (55,2%). Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na comparação com o mesmo período do ano passado,a alta foi de 5,4 pontos percentuais, o que significa 227 mil famílias endividadas a mais do que em maio de 2018.

De acordo com a FecomercioSP, o alto índice de desemprego também levou ao aumento da taxa de inadimplência, que chegou a 20,5% em maio. Isso significa que 804,3 mil famílias não pagaram a dívida até a data do vencimento, com crescimento de 53 mil em um ano, próximo do maior patamar histórico, de 21,8%, registrado em abril de 2012.

Também em maio, houve queda de 1,8% na intenção de consumo das famílias e de 1,6% na propensão de comprar algum produto financiado nos próximos três meses, na comparação com o mês de abril. A Federação do Comércio ressalta que o percentual de renda comprometida com dívida tem permanecido em torno de 28,5% ao longo dos meses.

“É bom evitar o repasse de aumento de preços ao cliente, já não tão disposto a comprar”, diz, em nota, a FecomercioSP. “Por isso, é preciso se empenhar na negociação com os fornecedores, com atenção ao câmbio e à inflação, ainda que seja necessário reduzir a margem de lucro. Assim, será possível manter o fluxo de caixa e fazer o estoque girar.”

Segundo a entidade, os comerciantes precisam oferecer opções variadas de pagamento aos clientes, o que pode ser uma forma positiva de garantir vendas, além de descontos no pagamento à vista e de disponibilizar parcelamento da compra. A FecomercioSP lembra que os consumidores têm enfrentado restrições de créditos nas grandes instituições.

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