Siga-nos

Colunistas

O maior festival de cultura popular paulista

Festival Revelando São Paulo, passeio imperdível para quem tem paulistude, vem aí com 170 cidades representadas

Divulgação/Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo

Hoje quero falar para vocês, meus leitores e minhas leitoras, sob o maior festival de cultura popular paulista, um passeio imperdível para todas as idades. Trata-se do Revelando São Paulo, que está de volta à capital, a partir da próxima quarta-feira, dia 29 de novembro. Serão 80 opções de gastronomia tipicamente paulista, 100 estandes de artesanato, bem como apresentações de grupos de música e dança no Parque do Trote, no bairro da Vila Guilherme, zona Norte da cidade de São Paulo. O festival irá até o dia 3 de dezembro, com diversas atrações – todos os shows serão gratuitos.

Mais de 170 cidades paulistas estarão representadas no festival, dando oportunidade para que nosso povo entre em contato com nossas tradições, nossa cultura, nossa paulistude – tudo concentrado numa área de 180 mil m². O tema principal desta edição do festival será a Festa do Divino. Haverá exposição de fotos, mesas redondas com debates sobre nossa cultura paulista, mostras de gastronomia típica de várias regiões de São Paulo, desfiles de roupas e muita música de raiz, tipicamente paulista.

Aos fãs da boa gastronomia, o festival oferece comida feita em fogões a lenha e típicos ranchos tropeiros – mais de 200 receitas de várias cidades paulistas se farão presentes. Pratos clássicos da cozinha paulista, como paçoca de carne, Buraco Quente, bolinho caipira, requeijão de prato e várias outras iguarias estarão acessíveis a todos, a preços populares.

Já nosso linda e rica musicalidade paulista será retratada por meio de modas de viola, moçambiques, congadas, samba rural e fanfarras. Espetáculos de danças regionais, como grupos de Folia de Reis, Dança de Santa Cruz, Dança de São Gonçalo e paradas de bonecos de rua encantarão paulistas de todas as idades.

O Pátria Paulista disponibiliza abaixo a programação do festival. Não deixe de ir, vale a pena :

Programação permanente – Todos os dias, das 9h às 21h

Artesanato – Exposição e comercialização de produtos artesanais de tradição, bem como demonstração dos trabalhos dos artesãos.
Culinária – Preparo e consumo de iguarias da culinária paulista tradicional.
Em Torno do Barro – Espaço concebido para a reunião de arte-ceramistas tradicionais e o compartilhamento de saberes e conhecimentos nas artes do fogo e do barro.
Homem do Realejo – Presença dos homens do Realejo durante o festival
Indígenas – Arranchamento de comunidades indígenas do território paulista, com sua musicalidade, seu artesanato e outras práticas culturais.
Espaço Cigano – Convivência e compartilhamento de músicas, danças e outros elementos culturais dessa cultura nômade.

29 de novembro (quarta-feira)

Palco
12h – Abertura da 20ª edição do Revelando São Paulo
Fanfarra Municipal de Nazaré Paulista

10h – 23º Encontro de Violeiros
Fabiano Baviera, Adriana Tigre e Valmir Roza – Batatais
Dalan Bueno – Guarulhos
Vera Bianca e Guaru – Guarulhos
Alma Caipira – Guarulhos
Prosa Fogão & Viola – Guarulhos
Cesar Viola e Cuiabá – Iporanga
Ivan Rufino e Alex – Itaoca
Osni e Gilmar – Itaoca
André Matheus e Gabriel – Itaoca
Douglas e Gustavo – Itaoca
Violeiros do Vale – Itariri
Duo Martins – Jacareí
Violeiros Thalles e Jovani – Lagoinha
Bento Tupã Marcelo Chance – São Paulo
Oliveira Neto e Amigos – São José dos Campos
Violeiros de Redenção da Serra
Violeiros Rais – Tatuí
Tropeirinhos do Rancho da Viola – Tatuí

14h – 23º Encontro de São Gonçalo
Reza de São Gonçalo – Atibaia
Irmãos da Barra – Barra do Turvo
São Gonçalo do Amarante – Jacareí
Grupo de Reza de São Gonçalo de Jarinu
Grupo de São Gonçalo de Pardinho
Seresteiros com Ternura – Tatuí
Grupo Orgulho Caipira – Lagoinha
Trança Fitas de Itaoca
Fandango de Tamancos de Itaoca
Grupo de Dança Leão XIII  – São Paulo
Devotos de São Benedito – Aparecida
Hill Billy – São Paulo
Grupo Apolo de Danças Gregas – São Paulo

20h – Encerramento: Jackson Ricarte – São José dos Campos

30 de novembro (quinta-feira)

Palco
10h – Por Estas Bandas – Encontro de Bandas e Fanfarras
Banda Municipal de Coreto Waldemar Tedeschi – Torrinha
Projeto Música e Lutheria – Morungaba
Fanfateria da Patrulha Mirim de Cordeirópolis
Banda Municipal Manoel Rocha Filho  –  Redenção
Banda Cynthia Cliquet Luciano – São Sebastião
Banda Musical da Topolândia  – São Sebastião
Camerata de Rabecas Crescer para o Futuro Vale do Ribeira
Flor de São Gonçalo – São José dos Campos

13h – 23º Encontro de Orquestra de Viola
Grupo Raízes de Viola Caipira – Atibaia
Orquestra de violas Estrela de Ouro – Caraguatatuba
Orquestra de Violeiros – Castilho
Orquestra de Violeiros e Cantores Ouro na Serra –  Guapiara
Orquestra de Violeiro Coração da Viola – Guarulhos
Orquestra de Viola Caipira Matutos da Mantiqueira – Joanópolis
Orquestra de Viola e Violão Boca do Sertão – Lençóis Paulista
Orquestra de Violeiros de Mauá
Orquestra de Viola Caipira Nazaré Paulista

20h – Encerramento: Grupo de Viola Caipira Cordas da Mantiqueira – São José dos Campos

1 de dezembro (sexta-feira)

10h – 23º Encontro de Catira
Catira Botas de Ouro – Guarulhos
Catira AZ de Ouro – Mauá
Grupo de Catira Monteiro Lobato
Tropeirinhos Do Rancho da Viola – Tatuí
Cururueiros de Tatuí
Adoradores de Santa Cruz de Embu das Artes

Palco
13h – Encontro de Orquestra
Orquestra Cantinho da Viola – Palmital
Caipiras da Cuesta Canto e Viola  – Pardinho
Violeiros de Redenção da Serra – Redenção da Serra
Orquestra de Violeiros de Ribeirão Branco –  Ribeirão Branco
Camerata de Violas SLP – São Luiz do Paraitinga
Grupo de Viola e Catira Terra Batida – Socorro
Orquestra Morena da Fronteira de Viola Caipira – Socorro
Orquestra de Violeiros de Taboão da – Serra Taboão da Serra
Orquestra torrinhense de viola caipira – Torrinha
Orquestra de Violeiros Flor de Várzea – Várzea Paulista
Grupo de Viola Caipira São Gonçalo de Votorantim

18h – Conexão com o sagrado

18h30 – 10ª Noite de São João
Quadrilha da Melhor Idade de Angatuba
Grupo Lahchinê – Juquiá
Quadrilha da Melhor Idade – Redenção da Serra
Quadrilha da Sociedade Cultural e Recreativa da Alameda Glória – São Bernardo do Campo

20h – Encerramento: Quadrilha de Bonecões da Mantiqueira – Caçapava

2 de dezembro (sábado)

9h – Cortejo – 23º Festival de Bonecos de Rua e Cabeções
Bonecos Gigantes Pereirões – Monteiro Lobato
Os Nazarentos – Nazaré Paulista
Cordão dos Bichos de Tatuí
Turma da Mariona – Torrinha
Bloco da Mariona – Torrinha

Palco
9h – Encontro de Reiada
Folia de Reis Caraguatatuba
Estrela da Guia da Vila Ana Rosa – Cruzeiro
Folia de Reis Zé Reis – Diadema
Companhia de Santos Reis Marajoara –  Embu das Artes
Folia de Reis Estrela Dalva – Guarulhos
Folia de Reis A Caminho de Belém – Jacareí
A caminho de Belém – Jacareí
Filhos do Oriente – Jacareí
Folia de Reis da Ponte Nova – Lagoinha
Companhia de Reis Água das Anhumas – Palmital
Folia de Reis do Pontal da Cruz – São Sebastião
Folia de Reis do Morro do Abrigo – São Sebastião
Cia de Reis do Litoral – São Sebastião
Folia de Reis de Torrinha
Companhia de Santos Reis Luz Divina – Várzea Paulista

13h – 16º Festival da Amizade
Cheiro de Mate – Capão Bonito
Volkstanzgruppe Edelstein – Pariquera-Açu
Passi D´oro – Pariquera-Açu
Grupo de Danças Gaúchas Tropeiros da Nascente – Pilar do Sul
Grupo de Danças Parafolclóricas de Pirassununga
FIDES Cultural – São Paulo
Companhia Balalayka – São Paulo
Grupo Folclórico Casa Ilha da Madeira Infanto Juvenil – São Paulo
Fraternidade Cultural Morenada Señorial Illimani – São Paulo
Alma Andina –  São Paulo
Fraternidade Caporales San Simón – São Paulo

1º Encontro de Samba
Samba Família Macambira – Guarulhos
Samba do Sino Movimento Cultural – Guarulhos
Comunidade Samba da Canja – Guarulhos

18h – 16ª Noite dos Tambores
Comunidade Jongo Embu das Artes
Jongo Mistura das Raças – São José dos Campos
Samba Lenço Lenço de Mauá

3 de dezembro (domingo)

9h
Orquestra de Metais de Campo Limpo Paulista
Grupo da Santa Cruz – Carapicuíba
Orquestra de viola caipira de Cabreúva

Palco
10h – Cortejo – Entrada no Recinto – 19º Congado Paulista
Congada Rosa de Atibaia
Congada Azul de Atibaia
Congada Verde de Atibaia
Congada Vermelha de Atibaia
Cia de Moçambique de Caraguatatuba
Congada 3 Colinas de Franca e Congadas Marinhos de Franca
Congada São Benedito e Nossa Senhora da Conceição de Lagoinha
Folclórico e Religioso Moçambique de São Benedito de Lorena
Congada Batalhão Nossa Senhora Aparecida – Mogi das Cruzes
Congada Santa Efigênia – Mogi das Cruzes
Congada Divino Espírito Santo – Mogi das Cruzes
Congada Marujada Nossa Senhora do Rosário – Mogi das Cruzes
Moçambique Capela Santa Cruz do Botujuru – Mogi das Cruzes
Congada de São Benedito do Conjunto Santo Ângelo de Mogi das Cruzes
Moçambique Esperança – Monteiro Lobato
Congada Preta e Branca – Nazaré Paulista
Congada de Pedra Bela
Congada de São Benedito – Pindamonhangaba
Grupo de Moçambique Leal Bahia – Piraju
União de São Benedito – Redenção da Serra
Grupo de Congada Filhos de N’Zambi – São José dos Campos
Congada de São Benedito do Bairro de São Francisco – São Sebastião
Congada de São Benedito e Divino Espírito Santo – Socorro
Caminheiros de Santo Expedito – Mairiporã
Caminheiros de Bom Jesus – Tatuí
Caiapós de Piracaia
Corte do Divino – Itanhaém
Corte do Divino – Joanópolis
Corte do Divino – Nazaré Paulista
Irmandade do Divino Espírito Santo de N.Sra do Ó – São Paulo
Bandeira do Divino – Sorocaba
Folia do Divino – Sorocaba
Bandeira do Divino – Votorantim
Afoxé Ilê Omo Dadá – São Paulo
Afoxé Omí Aldadô- Campinas
Cia. Caracaxa – São Paulo

Veja como chegar no festival Revelando São Paulo, que terá lugar na praça Vila Guilherme-Trote, na Zona Norte da capital, ou acesse diretamente seu site.

  • Comidas de diversas regiões de São Paulo para o paladar mais exigente

  • Nesta edição do Revelando São Paulo haverá muita coisa que transborda paulistude

  • Artesanato paulista de primeira, com dezenas de expositores

  • Danças típicas do interior paulista, como a Congada, dentre muitas outras

  • Claro que a nossa moda de viola terá seu momento no festival

  • A rica manifestação da cultura de raiz paulista mostrará seu valor no festival

  • Paradas com bonecos gigantes e muito mais aguardam as crianças

  • O folclore de nossa terra paulista, ao alcance de todos no festival

  • Mais de 80 barracas terão receitas típicas de São Paulo, a preços módicos

  • O festival vai de 26 de novembro até o dia 3 de dezembro, com muitas atrações e diversão garantida

Publicidade
Clique para comentar

Comentar

Livros ameaçados de morte

Mercado editorial paulista afunda em crise graças ao Brasil

EBC

São Paulo está parando de ler. As vendas de livros em território paulista caíram 18% em volume e 19% (valor) na comparação entre o primeiro bimestre de 2018 e de 2019. No período, a queda de venda dos livros escolares foi pior: diminuição de 43% em volume e 38% em valor. Os dados são do 1º Painel das Vendas de Livros deste ano, feito pela consultora Nielsen Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Conforme o painel, em 2018, o crescimento do volume de vendas foi de 1,32% (44,3 milhões de exemplares) e no valor 4,59% (faturamento total de R$ 1,86 bilhão). O ano passado foi marcado pelo pedido de recuperação judicial de duas grandes redes varejistas (Saraiva e Melhoramentos), além do encerramento de atividades, em São Paulo, da FNAC, uma cadeia francesa de megastores especializada na venda de livros, CDs, jogos eletrônicos e aparelhos eletrônicos.

O presidente da Câmara de Livros, Vitor Tavares, disse que o setor livreiro “vive crises”, no plural. Segundo ele, a recessão e o baixo crescimento econômico visto em 2017 e 2018 afetaram o comportamento dos consumidores. “Os orçamentos pessoal e familiar diminuíram. As pessoas vão cortando consumo. O livro passa a ser considerado algo que pode esperar”.

Além da economia, Tavares assinala as mudanças no negócio, impactado com a venda na internet e pelos custos de manutenção de grandes lojas em shoppings. Ele também considera que a venda de livros em São Paulo é limitada pela falta do hábito de leitura, mas também há a questão da instabilidade econômica a que São Paulo padece, por culpa das políticas econômicas irresponsáveis que vêm de Brasília.

Hábito de leitura encolhe

A visão do presidente da Câmara do Livro é compartilhada por especialistas e já foi verificada em mais de uma edição da pesquisa Retratos da Leitura . De acordo com Zoara Falia, coordenadora do levantamento, 50% dos paulistas admitiram não ter lido um livro inteiro por vontade própria nos três meses antes da pesquisa (edição de 2016). Trinta por cento dos entrevistados declararam nunca ter comprado um livro em qualquer momento da vida.

Conforme Vitor Tavares, o impedimento da compra de livros não está no preço dos títulos. “A desculpa do preço é inerente à falta de hábito de leitura”. Em meados de 2018, a Nielsen Bookscan calculava que o preço médio do livro era de R$ 34.

De acordo com última edição da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE (2008), o gasto com livros é baixo em todas as faixas de renda familiar. Entre aqueles com rendimento de até dois salários mínimos, a despesa com “livros didáticos e revistas técnicas” foi de 0,1%, o mesmo percentual de gastos com “periódicos, livros e revistas não didáticas”.

No outro extremo, quem recebia mais de 25 salários mínimos, o dispêndio com livros didáticos e revistas técnicas também era de 0,1%. Enquanto que o gasto com periódicos, livros e revistas não didáticas chegou a 0,4%. “O preço é empecilho se tem valor absurdo. E se não tem dinheiro, a pessoa pode pegar o livro na biblioteca”, argumenta Vitor Tavares.

“As pessoas percebem a biblioteca para estudantes e para pesquisa, não um espaço cultural aberto à toda a população. Não percebem que ali encontram literatura que possa interessar”, analisa a especialista. Ela lamenta: “Às vezes, é único equipamento cultural que o município tem e deveria ser explorado, não só para acesso aos livros mas para eventos culturais”. Dado da pesquisa Retratos da Leitura indicam que menos de um terço da população (com mais de cinco anos de idade) vai às bibliotecas.

Obrigação de ler pressiona

A coordenadora da pesquisa ainda avalia que há razões dentro de casa e em sala de aula para o livro ser pouco consumido. “A escola não desperta o gosto pela leitura. A leitura acontece por forma obrigatória, isso não consegue atrair”, ressalta ao também descrever que nas famílias também “está faltando mediação, alguém que faça o contato do livro com as crianças e os jovens”.

“O hábito de leitura vem de casa ou vem da escola”, concorda Mansur Bassit, ex-secretário de Economia da Cultura, atualmente no Projeto Livro Conectado. Ele lembra que, em tempos de smartphone e internet, a atenção das pessoas está sempre em disputa. No caso dos estudantes, é preciso reforçar a preparação de docentes para essa realidade.

“É falha a formação dos nossos professores e isso reflete no mercado que não cresce. Capacitação dos professores é um dos grandes segredos para a gente melhorar a leitura, mas isso leva décadas”, pondera. Em geral, os docentes do ensino fundamental pertencem às redes municipais e os professores do ensino médio são de escolas estaduais.

A secretária executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Renata Costa, assinala que “o mercado editorial está mais aberto e voltado para as políticas públicas”. Segundo ela, os programas de aquisição de livros didáticos e paradidáticos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) “democratizam o acesso livro” e “aquecem o mercado”.

Este ano, o FNDE deve gastar mais de R$ 1,1 bilhão com a aquisição de 126 mil livros para atendimento aos professores da educação infantil e a todos os estudantes e professores dos anos iniciais do ensino fundamental, e para a reposição dos livros consumíveis para os estudantes e professores dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio.

Outro programa governamental que viabiliza o aumento do consumo de livros é o programa Vale-Cultura, que entre 2013 e 2018, resultou no gasto de meio bilhão de reais em cultura entre trabalhadores empregados com carteira assinada. De acordo com base de dados do Ministério da Cidadania, 65% do valor (R$ 336 mil) foram gastos com aquisição de livros, jornais e revistas.

Continue Lendo

A ameaça da pesca fantasma

ONG alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm desta prática de pesca

Reprodução/Pixabay

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

As pessoas não imaginam o grau de degradação que uma lata de pescado acarreta

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Continue Lendo

Sobre o Autor

Pedro Lucas

Pedro Lucas

"Mais do que um turista, um viajante" - assim se define Pedro Lucas, morador de São Caetano, professor de artes marciais, escritor ocasional, e colunista quinzenal de turismo paulista no portal

Outros Textos Seus

Últimas Notícias

Destaques