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Internacional

Venezuela busca ajuda para crise de saúde

País contatou China, Cuba e Rússia para pedir apoio e auxílio

Da Redação, em 23 de maio de 2019
Reprodução

O governo da Venezuela está recorrendo, cada vez mais, aos aliados Cuba, China e Rússia para neutralizar uma crise de saúde causada por sanções dos Estados Unidos (EUA), disse nessa quarta-feira (22) o ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado. Ele participa em Genebra de um encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os venezuelanos estão sofrendo com a escassez de remédios e equipamentos de saúde há vários anos, já que o país mergulhou no caos econômico e no conflito político. A oposição culpa a incompetência econômica e a corrupção do movimento de esquerda no poder há duas décadas, mas Maduro diz que as sanções econômicas norte-americanas são a causa.

Carlos Alvarado, afirmou que as sanções provocaram o congelamento de US$ 5,6 bilhões em ativos, incluindo ouro no Banco da Inglaterra e fundos em grandes instituições, como o Citibank. Isso cobriria as necessidades médicas da Venezuela durante seis anos, disse ele em  comunicado. “Hoje, certamente, podemos dizer que o maior problema de saúde é o bloqueio criminoso dos Estados Unidos de que somos vítimas. O que estamos fazendo na Venezuela para superar essa situação? Não ficamos de mãos cruzadas. Estamos fortalecendo nossas alianças com países como Cuba, China, Rússia, Turquia, Palestina e Irã”.

As sanções estão prejudicando toda a população devido à moeda estrangeira insuficiente para as importações de remédios, e algumas doenças ressurgiram, como o sarampo. “A maior ameaça que temos é a ameaça de guerra que o governo dos EUA impõe ao povo venezuelano, afirmou Alvarado.

O governo do presidente Donald Trump não descartou uma ação militar para retirar o que Washington e dezenas de outras nações consideram um governo ilegítimo, que fraudou uma eleição em 2018. Os EUA e muitos países europeus e latino-americanos reconheceram o líder opositor Juan Guaidó, que invocou a Constituição para assumir uma presidência interina em janeiro, como líder genuíno da Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro, no entanto, mantém o controle das funções estatais e o apoio da cúpula militar. A crise levou 3,7 milhões de venezuelanos ao exterior, a maioria a partir de 2015, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).Todos os 300 hospitais da Venezuela estão funcionando, mas alguns carecem de medicamentos e peças para equipamentos, disse Alvarado.

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América

Trump inicia campanha de reeleição

O evento ocorre hoje, em Orlando, na Flórida

Da Redação, em 18 de junho de 2019

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, lançar oficialmente sua campanha de reeleição em Orlando, na Flórida, na noite de hoje (18), diante de uma multidão de 20.000 pessoas, ele não será nem favorito nem candidato sem chance. Especialistas dizem que não é conclusiva a discussão se Trump continuará ou não seu trabalho no primeiro posto da nação norte-americana.

“Eu diria que talvez em 50/50”, disse Kyle Kondik, editor-gerente do Sabato’s Crystal Ball, um boletim político apartidário produzido na Universidade de Virginia Center for Politics. Mas, em um primeiro momento, essa avaliação parece otimista. Na verdade, o índice nacional de aprovação de Trump gira em torno de 40%. O único presidente desde 1945 que teve um índice de aprovação mais baixo nesta fase de seu primeiro mandato foi Jimmy Carter em 1977.

As classificações de aprovação nem sempre são os melhores indicadores do sucesso eleitoral. De acordo com a mesma análise feita por FiveThirtyEight, o Presidente George H.W. Bush estava sentado perto de 70 por cento neste momento em seu primeiro mandato, e mesmo assim viu-se derrotado pelo democrata Bill Clinton em 1992.

Para vencer, Trump precisa manter ou expandir sua base nos principais estados que ele conquistou em 2016. É uma tarefa difícil, mas há vários fatores importantes que podem levar Trump a uma segunda vitória, apesar de sua relativa impopularidade. A tarefa é poderosa, especialmente quando um presidente em exercício preside uma economia em um tempo de relativa paz. “Essas são as condições desafiadoras para um presidente em exercício que se propõe a vencer uma nova eleição”, disse Kondik.

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Internacional

OMS alerta para epidemia de DSTs

Doenças poderiam ter sido evitadas com o uso de camisinha

Da Redação, em 07 de junho de 2019
Getty Image

A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um alerta para a falta de progresso na redução da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e recomendou o uso de camisinha para impedir essa disseminação. Um relatório da OMS revelou que a cada dia são registrados no mundo mais de 1 milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis.

De acordo com dados mais recentes, em 2016 houve mais de 376 milhões de novas infecções de clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase. Esse número é praticamente o mesmo de 2012, o que mostra uma estagnação na redução da transmissão de DSTs. “Estamos vendo uma falta de progresso preocupante na luta para impedir a disseminação de infeções sexualmente transmissíveis em todo o mundo”, disse o diretor-geral de Preparação e Resposta a Emergências da OMS, Peter Salama. Ele pediu que autoridades garantam que todos tenham acesso aos serviços necessários para prevenir e tratar essas doenças.

Infecções

De acordo com a OMS, em 2016 foram registrados 127 milhões de novos casos de clamídia, 87 milhões de gonorreia, 6,3 milhões de sífilis e 156 milhões de tricomoníase. Essas infecções são as mais prevalentes entre pessoas com idades entre 15 e 49 anos. “Em média, uma em cada 25 pessoas no mundo tem pelo menos uma destas quatro DSTs”, ressaltou a organização.

Segundo a especialista em infecções sexualmente transmissíveis da OMS, Teodora Wi, há a preocupação de que o uso do preservativo possa estar diminuindo, já que as pessoas perderam o medo de contrair o HIV com o surgimento de tratamentos antivirais mais eficazes. Wi afirmou que as pessoas estão mais complacentes com a proteção e ressaltou que isso é extremamente perigoso num momento em que relações sexuais se tornaram mais acessíveis com os aplicativos de encontro.

Raramente essas doenças apresentam sintomas no início e, por isso, muitos dos doentes não sabem que estão infectados e precisam de tratamento, permitindo desta maneira que essas DSTs continuem se espalhando. “Consideramos uma epidemia oculta, uma epidemia silenciosa e perigosa”, ressaltou Melanie Taylor, uma das autoras do relatório da OMS.

Se não forem tratadas corretamente, as DSTs podem causar graves danos, incluindo doenças cardíacas e neurológicas, infertilidade, abortos e aumentam o risco de contrair o HIV. Elas são transmitidas principalmente pelo contato sexual desprotegido, mas também podem passar da mãe para o bebê durante a gravidez ou no parto. O uso da camisinha é o método mais eficaz para a proteção contra a transmissão de DSTs. A OMS também enfatizou a importância da educação sexual para a prevenção.

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